Sempre se soube pelas cidades da Turquia que uma garota nascida no berço dos Giordano estava prometido a Deus, aquela seria a terceira geração de mulheres da família que seguiria os caminhos da religião para se tornar então mais um honrada e pura noiva de Cristo, nascida e criada em Istambul uma das cidades mais lindas da Turquia, Leonor foi colocada por Felipo Giordano seu pai em uma das instituições religiosas mais rígidas do país,a moça sequer se lembrava de como era a vida fora dos enormes muros da congregação já que ainda criança foi deixada aos cuidados das madres e freiras para que podesse aflorar ainda mais sua imposta vocação , Leonor era uma linda jovem, acatava todas as ordens das irmãs designadas para auxiliar em seus primeiros anos antes de jurar formalmente seus votos, estava sempre disposta para as tarefas árduas e afazeres do dia a dia, Leonor não era uma garota comum, diferente da maioria das jovens que moravam no convento tinha uma família rica e influente em Istambul, ao contrário do que muitos pensavam não estava ali por vontade própria ou por escolher aquele caminho mais porque os homens do berço familiar que pertencia não aceitavam ter seu sangue manchado por qualquer outra descendência que não fosse a de um verdadeiro Giordano, casamentos consanguíneos e até mesmo incestos foram permitidos por décadas naquela família mais pararam por serem vistos com maus olhos pela sociedade logo após os país de Felipo e Nacir irmãos de pai e mãe se unirem em matrimônio, desde então todas as mulheres da família tinham o mesmo destino, um convento localizado no interior do país, preferiram levar para o túmulo o sobrenome e o sangue Giordano do que deixá-lo se misturar com qualquer outro que não fosse a sua inalcançável altura.
— Leonor.
Sentiu seu corpo ser balançado com força.
— Ei, está dormindo?
Abriu com dificuldade os olhos se deparando com a figura de Alícia ajoelhada frente a ela.
— O que está fazendo? deveria estar dormindo, se as irmãs a pegam aqui terá problemas.
Arrumou a camisola de aparência casta em seu corpo.
— Vou aquele clube novamente essa noite.
Leonor se sentou a cama com olhos assustados, encarou Alícia com um misto de preocupação e medo.
— Me jurou que não voltaria mais lá.
— Eu sei, mais não consegui pegar meu crucifixo, Guilhermo ficou com ele da última vez que nos vimos.
— Diga que o perdeu.
— Como eu perderia algo daquele tamanho? Leonor é uma jóia em ouro de quase vinte gramas, seria impossível não vê-lo cair, ou me esquecer de onde o guardei, não o tiro do pescoço.
Leonor passou as mãos pelos cabelos.
— Porque não vem comigo? Guilhermo sempre quis tanto conhecê-la.
— Está louca Alícia, se nos pegam estamos perdidas, no mais meus votos são daqui a três meses, não vou estragar tudo para ir a um clube de pecado e luxuria.
— Você quem sabe, só acho que deveria ao menos conhecer o que está abrindo mão ao fazer seu juramento, sabe que não está nos meus planos ser freira Leonor, na cerimônia de votos perpétuos vou dizer na frente de todos que me abstenho não tenho nenhuma vocação para o celibato, vou embora, embora com Guilhermo.
— Alícia.
Chamou a amiga que já saia a porta, as palavras ditas pela garota de cabelos claros e olhos mortalmente profundos havia despertado em Leonor uma curiosidade perigosa quanto ao desconhecido.
— Se eu for, promete que voltaremos rápido?
— Sequer terá tempo de ver o quão lindo é o lugar, entramos, pegamos o crucifixo e saímos em seguida.
Leonor se levantou da cama pegando no guarda roupas um vestido longo de mangas compridas.
— Não vai vestida assim né?
— Tudo em meu guarda roupas é exatamente igual a isso, prefere que eu vá de camisola?
Ela sorriu apontando para peça ridiculamente larga com a qual estava vestida.
— Está bem, vou me trocar e te encontro no jardim.
Leonor arrumou seus cabelos, os longos fios que iam até a altura de sua cintura estupidamente fina estavam presos com um lindo pregador de pedras esverdeadas, a joia sofisticada e cara era a peça mais luxuosa dentro de seu modesto guarda roupas, a única coisa com que fez questão de ficar após seus votos de pobreza nos primeiros meses de seminário, adorava as cores brilhantes e vivas que tinham em suas pedrarias, o fato de ter sido dado a ela pelo pai um dia antes de partir para convento agregava a ele ainda mais apego por parte da jovem.
— Leonor.
Ouviu ecoar do escuro arbusto próximo aos portões a voz da amiga com quem dividiu uma vida dentre os enormes muros da congregação, Leonor caminhou até ela, o vestido que Alicia vestia mal cobria seu corpo.
— Onde arruma essas roupas?
— Quem tem dinheiro tem tudo, meu pai ser um homem mesquinho e egoísta que compra o amor da filha com dinheiro tinha que me servir de algo pelo menos uma vez na vida.
Sorriu segurando firme a mão de Leonor.
— Você vai adorar conhecer o Guilhermo, ele é tão legal, o irmão Thiago chegou hoje a Turquia, disse no bilhete que mandou pela costureira.
— Aquela mulher é mesmo uma fingida, está abusando da confiança que a madre a tem para trazer bilhetes e bugigangas para você, não deveria aceitar seus subornos.
— Deveria me agradecer, quem sabe não será Thiago a tirar da sua cabeça essa loucura de ser freira.
Leonor sorriu, em sua ingênua cabeça nada do que era dito por Alícia fazia sentido o que não sabia é que estava indo de encontro a um plano cruel e Impiedoso que foi traçado por décadas pelo homem que mudaria sua vida, Thiago Berdinazze, o Barão do café em Bursa.
* Leonor Giordano 18 anos *
Alicia Lucarelli 19 anos
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Atualizado até capítulo 63
Comments
Mônica Teles
Sim também acho que o Felipe é que tem que pagar pelo covardia que fez com a mãe deles
2025-03-18
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Ivanilde T. Serra
Leonor infelizmente você vai pagar o que seu pai fez pra essa família.
2025-01-20
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Santina
também acho esse negócio de outros pagarem não tem nada a ver
2025-02-18
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