#GUERREIRO#
AINDA NO PASSADO...
"Patrícinha gostosa do car#alho, mais é claro que nunca daria bola, para um cara como eu."
Fiquei vidrado naquela mina, desde que apareceu na minha visão, mais tentei disfarçar, meio em vão.
Ela era gata, gostosa e elegante, tava na cara que era madame.
Quando ela veio em minha direção, e me comprimentou, ela pareceu familiar, mais não sabia da onde eu a conhecia.
Quando ela me disse que era a Paulinha, irmã do meu melhor amigo, fiquei em choque, tá ligado?
Não acreditei, o quanto ela tinha mudado, nem parece aquela menina que eu vi crescer.
Conheço ela desde piralha, ela era do estilo inteligente e esforçada, ela andava com o orelha, na época da escola.
Eu a via só como a irmã do meu melhor amigo, não porque, ela usava aqueles óculos fundo de garrafa e aquele aparelho horrível, mais por respeito a ela e a sua família.
Sempre admirei a mina, principalmente, quando ela foi estudar fora, eu sabia que aquele lugar não era para ela, ela merecia coisa melhor.
Fiquei quase oito anos, sem nem lembrar que ela existia, eu sempre fui um garanhão, pegava todas, e nunca quis compromisso com nenhuma.
Um dia o Soberano, meu parceiro, teve alguns problemas e não ia poder buscar a irmãzinha no aeroporto, então, pediu que eu fosse.
Fui mais a força, do que por vontade, eu tinha uma fod# marcada com uma p@ta, mais agradeci mentalmente depois.
Quando cheguei, esperava encontrar, aquela mina, quatro olhos e com aparelho, não aquele avião, e não estou falando daqueles da pista.
Até esqueci dos meus compromissos, e foquei só nela. A Paula, ficou olhando pela janela durante o caminho.
Parecia admirar a paisagem, acho que estava com saudades de tudo, achei fofo, mais eu queria que a atenção dela fosse minha.
Comecei a perguntar algumas coisas, fiquei feliz em saber que ela voltou de vez, e que ela estava sozinha.
Quando ela disse, que queria conhecer o homem certo para ela, quase disse que eu era o maluco certo para ela.
Mais me controlei, não entendia porque do nada, ela chamou tanto a minha atenção.
Depois que deixei ela em casa, voltei para a minha, a Tâmara, a mina com quem eu iria ficar, não parava de me ligar.
Mais não atendi, só conseguia lembrar daqueles olhos, daquela boca maravilhosa, sem falar no corpinho que está top de linha.
Passei a noite pensando na minha, e tomei uma decisão, fod#sse o respeito, a Paula seria minha, não iria deixar negrinho nenhum, da favela ou do asfalto, roubar ela de mim.
Mais como chegar nela?
A mina é bonita, inteligente, estudada, ela pode ter o cara que quiser. E eu sou só um favelado, que fala errado.
Por dias, fiquei observando ela dando uma volta na comunidade, sempre arrumada, sempre elegante, falando com todos na maior humildade, diferente das meninas daqui.
Um dia, um dos vapor, avisou que ela estava indo para o QG, falar com o Soberano.
Desci para poder recebê-la, e trocar uma ideia com ela, a encontrei abraçada com o orelha, e ele dizendo que estava com saudades.
Claro que estaria, eles sempre foram melhores amigos, desde piralhos, não sei porque fiquei com ciúmes.
Despachei o orelha, e acompanhei a Paula até a sala do irmão.
SOBERANO - Oi pirralha, a que devo a honra de receber, a doutora Castro, aqui.
PAULA - Vim saber como posso ajudar.- Disse se sentando e cruzando aquelas duas maravilhas grossas.
SOBERANO - Bom, sabe que tenho alguns negócios no asfalto, e preciso de alguém para olhar uma contrato para mim.
PAULA - Onde eu posso trabalhar?
GUERREIRO - Pode ir para a minha sala.
PAULA - Beleza.
Ela trabalhou o dia inteiro comigo, consegui sentir o seu perfume de flores.
Quando deu 18h, eu queria chamar ela para ir a algum lugar, mais o orelha se adiantou e levou ela até a lanchonete da mãe dele, eu fui logo atrás.
NEUZA- Oi menina, como você está linda.- Disse abraçando ela calorosamente.
PAULA - Já era para eu ter vindo, mais fiquei ocupada com algumas coisas, eu vou abrir o meu escritório de advocacia.
NEUZA - Que bom minha filha, sente-se, quer o mesmo de sempre?
PAULA - Se a senhora se lembrar.
Paula e o Orelha, se sentaram em uma mesa, e eu em outra próxima, acendi uma cigarro para disfarçar, enquanto escutava a conversa.
ORELHA - Fiquei surpreso quando falou que iria voltar.
PAULA - Pois é, eu senti saudade de casa, e descidi que estava na hora de construir uma vida aqui.
ORELHA - Então, o francês e você...
PAULA - Terminamos, se é difícil um relacionamento pessoalmente, imagina a distância.
ORELHA - Está certa, tem que se amarrar a um cara daqui da quebrada, porque se ele te magoar, fica fácil para eu matar ele.
Eles deram risada e continuaram conversando, acho que para colocar o papo em dia, apesar que eles sempre se falavam pelo telefone.
Depois que ela terminou de comer, a dona Neuza pediu que o orelha ajudasse ela, e eu me ofereci para levar a Paula em casa.
Quando parei na frente da casa dela, ela sorriu e agradeceu, antes dela sair, eu disse.
GUERREIRO - Paula, sei que você é bem ocupada, mais eu queria saber se você quer sair comigo qualquer dia desses, podemos ir ao cinema, sei que você gosta.
Tomei coragem e convidei, mesmo sabendo que talvez ela não quisesse nada comigo, mais ela me surpreendeu.
PAULA - Pode ser no sábado?
Levantei a cabeça, sorri e disse.
GUERREIRO - Claro, o dia que você achar melhor.
PAULA - Combinado, agora eu preciso entrar.
Ela deu um beijo na minha bochecha e saiu, voltei para a minha casa felizão, na moral.
Assim como o Soberano, eu acredito que tenha uma mina certa para cada um, e tenho certeza de que a Paula é a minha.
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Atualizado até capítulo 41
Comments
Hello Ayla 😉
o coração do maloqueiro se apaixonou pela princesinha filha" do dono do morro"
2024-12-23
1
Hello Ayla 😉
mais que favelado!
2024-12-23
1
Lia Esposito❤️
mais uma louca que vai importunar😤
2024-04-16
6