Marina
Eu já sabia do histórico do Guilherme quando aceitei namorar ele, e conviver com essas meninas na escola me olhando torto e cochichando pelos cantos não foi fácil, mas sabia que faltava pouco para aquilo acabar, e nunca fui muito de ligar para o que falam ao meu respeito.
Mas ter a presença delas na nossa festa de aniversário foi um pouco demais para a minha cabeça, ainda mais pela forma desrespeitosa como olham para o Guilherme.
Talvez eu tenha errado em me envolver com ele, talvez esse namoro nunca deveria ter começado.— Penso enquanto caminho rapidamente até o lado de fora para respirar um pouco e pensar sem ter que olhar para a cara de deboche de nenhuma delas.
— Mari, para onde está indo? — Guilherme, segurando o meu braço.
— Me solta Guilherme!
Eu preciso ficar um pouco sozinha para pensar, depois conversamos. — Falo sério, ele solta o meu braço e eu continuo andando. Mas ainda ouço seus passos atrás de mim.
— Guilherme, por favor, me deixa sozinha. — Peço sem olhar para trás.
— Eu não vou deixar Mari. — Passando a minha frente e me parando.
— Você não tem nada para pensar.
Vem comigo, vamos conversar. — Me carregando pela mão.
— Para onde está me levando Guilherme? — Pergunto tentando soltar a minha mão da dele, mas sem sucesso.
— Vamos conversar dentro do carro, aqui vai ser impossível com esse monte de gente passando o tempo inteiro.— Abrindo a porta traseira do carro para que eu entre. Mas eu resisto e permaneço parada do lado de fora.
— Não temos nada para conversar, precisamos voltar para a festa.— Me viro para voltar para dentro, mas ele agarra a minha cintura e me puxa de volta.
— Entra logo Marina, não voltaremos enquanto não estiver tudo resolvido.— Praticamente me obrigando a entrar no carro.
— Você não pode fazer isso! — Falo energicamente quando ele entra e trava as portas.
— Já fiz! E agora você vai me ouvir, e se mesmo depois de tudo que eu te disser você continuar de birra e quiser terminar comigo, tudo bem, eu vou aceitar. — Quando ouço a palavra "terminar" sinto um aperto no peito e fico em silêncio, esperando que ele fale.
— Mari, estamos juntos a mais de um ano e desde quando nos beijamos na cozinha da minha tia, eu não beijei nenhuma outra boca que não fosse a sua. No começo eu até entendia a sua desconfiança, o meu passado não me ajudava. Mas agora Mari, depois de tanto tempo... — Vejo seus olhos ficando marejados e resolvo falar.
— Não desconfiei de você, só é muito desconfortável saber que todas aquelas meninas já foram beijadas por você, e é ainda pior ver como elas olham para você.
Mas sei que estou errada, eu já sabia como seria quando aceitei namorar você.
— Está arrependida?— Ele pergunta, mas eu não respondo, porque eu não sei a resposta.
— Eu as beijei, sim, mas você foi a única que amei. Amei não, eu amo, e amo muito. — Fechando os olhos e jogando a cabeça para trás, encostando no banco do carro. Suas palavras aqueceram o meu coração, e meu corpo inteiro relaxou. Me aproximei e segurei seu rosto o virando para mim, ele abriu os olhos e seu olhar encontrou o meu.
— Eu também amo você Guilherme, não vou desistir da gente. — O beijei com toda a intensidade que nos cabe e ele passou os braços ao redor do meu corpo me trazendo para mais perto, me colocando em seu colo.
Paramos de nos beijar e nós olhamos esperando a confirmação do outro para o que estava prestes a acontecer. E poderia não ser o melhor lugar, mas era o nosso momento perfeito, exatamente do nosso jeito, inesperado e intenso.
Ainda presa em seu olhar, abri os botões de sua camisa e senti sua pele arrepiar e essa era a minha resposta positiva. Voltei a beijá-lo e suas mãos foram ao encontro do zíper do meu vestido, e assim que abriu, parou o nosso beijo e deslizou seus lábios pelo meu pescoço até encontrar uma das alças do meu vestido que ele agarra com os dentes e a abaixa pelo meu braço, me fazendo rir de sua selvageria, e ele também riu de sua própria gracinha.
— Tem certeza que quer continuar? — Sussurrando no meu ouvido.
— Tenho. — Assim que respondo, voltamos a nos beijar e ele movimenta o corpo, me colocando deitada no banco do carro sem parar de me beijar, ficando sobre o meu corpo. Suas mãos deslizam pelas minhas coxas e chagam até a minha calcinha, tirada por ele com delicadeza, se afastando um pouco para terminar de retirar e pegar um preservativo na carteira que estava no bolso de sua calça.
— Não sou tão irresponsável quanto pensam! — Dando seu sorriso mais sexy e abrindo a embalagem com os dentes com toda sua sensualidade. Presto a atenção em cada movimento seu e sinto o meu corpo esquentar desejando o dele.
— Vamos devagar, tá, se quiser que eu pare, me avisa. Ele diz enquanto se posiciona entre as minhas pernas, voltando a me beijar. Sinto uma pequena ardência de início, mas eu o desejo tanto que não quis parar, pressionei minhas unhas em suas costas para que ele soubesse que eu não queria parar, queria ser dele, queria senti-lo dentro de mim.
E depois de alguns minutos de movimentos lentos, senti seu corpo estremecer sobre o meu, nossos corações pareciam bater na mesma frequência e nossas respirações foram ficando cada vez mais ofegantes, e foi aí que soube o que era a tal sensação de"quase morte"que tanto já li a respeito. Nossos corpos foram relaxando e ele me olhou com tanto amor, que só me deixou ainda mais certa de que aquele era, sim, o nosso momento perfeito.
O momento que eu jamais esquecerei!
Continua...
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Atualizado até capítulo 84
Comments
Nanana Silva
tinha que ser dessa forma a primeira vez deles kkkkkk
2024-04-28
6
Ely Ana Canto
lindooooooooos ❤️ ❤️ ❤️ ❤️
2024-02-24
1
Dina Faria
momento lindo, ela nuca vai esquecer que perdeu a virgindade,no seu aniversário, ela escolheu o momento que achou viável
2023-07-27
4