Mário levantou cedo no dia seguinte e sabia que Lili já devia estar na confeitaria, trabalhando. Examinou sua casa, conferiu tudo o que faltava e foi, ele mesmo a um grande shopping de decoração e comprou tudo, alugou um frete e levaram tudo casa. Pediu à equipe de decoradores, que fossem terminar o serviço e deixou os detalhes para Lili completar, depois que se mudassem.
O importante era tudo estar pronto para recebe o casal depois do casamento. Foi a uma loja de roupas finas e comprou um vestido branco pérola, elegante, para servir de vestido de noiva e acompanhava o vestido de Mag. Ligou para Déia e colocou ela para falar com a atendente, que pegou suas medidas e gosto e separou um conjunto cor de vinho para ela. Todos os acessórios foram acrescentados e ele pediu que entregassem no apartamento de Lili.
Com tudo pronto, percebeu que nem tinha almoçado e foi até a confeitaria, depois cuidaria de sua própria roupa. Entrou na confeitaria e pediu sua torta de frango e um suco. Sentou e esperou, sabia que sua noiva logo apareceria. Mas antes disso, quem apareceu foi sua mãe:
— Boa tarde, filho. Não almoçou?
— Oi, mãe, estou comendo agora, como pode ver.
Antes que sua mãe falasse alguma coisa, Lili chegou, trazendo consigo seu próprio lanche e quando viu a sogra, ficou surpresa e sem saber como agir. Mário ao vê-la, se levantou, recebeu-a com um beijo e puxou a cadeira para que sentasse ao seu lado.
— Boa tarde, Elisa, como vai?
— Olá, querida. Estou bem, mas soube de umas fofocas e quis saber se procedem.
— Se são fofocas…— insinuou Mário.
— Então, Elisa, posso ouvir ou quer que me retire? — perguntou Lili.
— Preste atenção ao que vai dizer, mãe. — alertou Mario.
— O quê? Uma mãe não merece saber se o filho vai casar?
— Desde que eu cheguei que estou avisando que vou me casar com Lili. Qual a parte que vocês não entenderam?
— Mas você não disse que seria logo, me ligaram da loja de roupas e disseram que você estava comprando um vestido de noiva, um de dama e um de madrinha.
— O quê? — perguntou Lili, sem acreditar no que ouviu.
— Entendeu, mãe, porque eu não queria que a senhora abrisse a boca? Será que agora que a senhora já fez o estrago, pode se levantar e ir embora, para eu poder explicar à minha noiva, o que está acontecendo?
Elisa percebeu que havia dado uma gafe e que mais uma vez atrapalhava a vida de seu filho. Levantou-se, triste, desculpou-se e foi embora.
— Desculpe tudo isso, meu amor? — pediu Mario, pata Lili.
— Mas o que é tudo isso?
— Eu tive uma conversa séria com minha família e percebi que o problema é mais sério do que eu imaginava e querendo evitar esse tipo de situação como a minha mãe causou, pensei em nos casarmos logo e vim aqui para falar isso com você.
— Bem, aí são duas questões: o problema com sua família e o casamento apressado. Tô esperando, pode começar.
— Eu sei que você está muito ocupada, por isso cuidei de tudo para que você não precisasse se preocupar. Falei com Déia ontem e disse que conversaria com você hoje a respeito de irmos casar em uma daquelas capelas de casamento urgente, no outro estado.
— E quando seria isso?
— Eu liguei para uma delas e elas só vão trabalhar amanhã, por agendamento, então marquei para as 23 horas. Assim, dá tempo de você fechar a loja, arrumar-se e pegarmos a estrada até lá. Aproveitamos para ver a queima de fogos dos hotéis.
Lili parou um pouco para pensar e viu que realmente não precisariam esperar mais tempo, já haviam esperado cinco anos e desde que ele voltou e falou em casamento, muitas coisas aconteceram para tentar impedi-los de se unir finalmente. Precisava do nome do pai na certidão de nascimento da Mag, para matricula-la na escola que queria e assim decidiu:
— Eu aceito sua proposta, na verdade, vou adorar essa aventura. — disse ela, empolgada.
— Então está combinado. Não foi um vestido de noiva que comprei, é só um vestido elegante Branco, menos rebuscado do que um vestido de noiva. Não é para ser algo pomposo, é só para legalizar a nossa situação e eu poder registrar Mag.
— Exatamente, Você captou os meus desejos secretos.
— Eu te amo muito, Lili e nunca deixei de te amar.
— Eu li as suas cartas e percebi que houve um certo impedimento ao nosso relacionamento, mas você nunca duvidou de mim, obrigada.
— É verdade, esse é o outro assunto que temos para conversar, mas não tem nada a ver com nosso casamento.
— Então, deixaremos para outra hora, pois tenho que voltar ao trabalho. Precisa estar tudo pronto para iniciar as entregas.
— Está bem e eu vou atrás de apagar o fogo da minha mãe, se não, virá mais chumbo grosso.
— Está bem, até logo.
Trocaram um beijo e ela correu para a cozinha. Nos dias de maior trabalho, Mag ficava em casa e às vezes nem conseguia ver a filha quando chegava de volta do trabalho, pois a encontrava dormindo. Mas valia a pena tudo o que fazia por ela. Conseguiu terminar tudo, com antecedência, pois o casamento deixou-a animada e fez tudo com muita empolgação. Queria correr para casa, para falar logo com sua filha.
Enquanto isso, Mário foi à casa de seus pais e conversou com os dois juntos. Encontrou-os na saleta do segundo andar e sua mãe havia chorado e estava sendo consolada por seu pai.
— Oi, mãe? Benção, pai?
— Deus te abençoe, filho.
— Desculpa, meu amor, desde que você voltou, que não acerto uma, não é? — disse Elisa, se erguendo para pegar as mãos do filho.
— Talvez se você pensasse antes de correr para tirar satisfações…
— É verdade, filho. Venha, Sente-se e vamos conversar.
— Não creio que tenhamos mais o que conversar — sentou-se mesmo assim.
— Temos sim, filho — disse o pai —, conversei com sua mãe e chegamos a conclusão de que fomos muito arbitrários em toda essa situação. Não levamos em conta a situação de Lili e só demos ouvidos às queixas de Laura. Devíamos ter ouvido as duas.
— Sim e o pior vocês não sabem, mas vou lhes contar agora.
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Atualizado até capítulo 28
Comments
Maria Izabel
senta que lá vem história das braba 😝😳
2023-11-02
6
Márcia Jungken
vixe parece que ele descobriu algo da Laura
2023-10-30
1
Kim Rodrigues
Nossa que mulher ridícula
2023-02-12
5