A casa é bem grande, e parece uma fortaleza, ficamos ali um tempo até que tudo se acalme para entrar sem chamar atenção, mais aí um carro se aproxima do portão principal e o Miguel desce.
o que ele tá fazendo aqui, e ainda sozinho, é corajoso, mais é burro pra caramba, veio sem nenhum reforço.
ah Miguel, não vai ser fácil tirar ele daí sozinho não.
Ele começa a bater desesperado no portão, mandando soltar o filho dele, e vendo ele daquele jeito, meu coração até aperta, que sentimento é esse que estou alimentando por esse homem. Deveria ser mais um, um homens normal, mais tinha que ser tão lindo assim?
deveria ser crime essa beleza toda em um homem só. para de pensar nisso Ana, se concentra mulher.
Droga, meus pensamentos sempre me atrapalhando.
Ele acaba chamando a atenção de todos os seguranças da casa pra ele, e de onde estamos, da pra ver perfeitamente as áreas descoberta pelos seguranças, e como estão todos ocupados com o Miguel, uma parte ficou sem nenhuma segurança, e é por ali que vamos entrar.
Hora de agir.
Enquanto ele está lá gritando, entramos em silêncio, seguimos para a lateral onde está vazio, e de um em um entramos escondidos subindo pelo muro.
Na hora que chega a minha vez de entrar, o Miguel me vê, eu coloco o dedo na boca fazendo shiiii pra ele, ele parece entender, e continua a chamar atenção deles ali.
Dentro da casa a gente se espalha, eu vou direto pros quartos, pois tenho um pressentimento que ele esteja lá em cima.
Na 3° porta encontro o garotinho amarrado na cadeira, seu rostinho está com sangue, principalmente nos cantos da boca, a marca de mãos está bem visível no seu rosto, apanhou sem nem saber o por que, mais se preocupa não bebe, a tia vai descontar tudinho.
Começo a sacudir ele de vagar, chamando seu nome.
Ele desperta de vagar, e antes de gritar eu tampo sua boca e falo com ele.
ANA
- Miguel escuta, sou amiga do seu pai, e vim aqui pra tirar desse lugar, mais você tem que fazer tudo que eu mandar tá bom?
Ele balança a cabeça afirmando e fica calado.
Eu pego o canivete e corto a corda, liberando ele.
Os tiros começam no andar de baixo, eu vou até a porta e fecho, pego a cadeira e travo a porta.
Olho pela janela e é alto, mais com os lençóis vou consegui fazer ele descer e sair daqui também.
Amarro os lençóis, e digo pra ele descer primeiro, e encostar no muro e se abaixar, e enquanto ele vai descendo, vou cuidando da área. Ele chega no chão salvo e vai pra onde eu mandei, alguém tenta arrombar a porta, e eu saio segurando o lençol, e vou descendo, tenho que tirar ele daqui primeiro, e quando eu chego perto, a corda de lençol a rebenta, e eu acabo caindo sentada pelo desequilíbrio.
Miguelzinho vem até mim e me ajuda a me levantar, mais não posso tirar ele daqui pela porta principal.
ANA
- Miguel, presta atenção, eu vou te subir no muro, e você vai passar pro outro lado com as pernas, vai descer seu corpo pelo muro segurando sua mãos nele, quando estiver com o corpo bem esticado você solta ok
MIGUELZINHO
- tá bom, mais você vai também né?
ANA
- vou sim, vou te levar pro seu pai tá, ele está lá do outro lado na frente da mansão. vamos fazer tudo certinho que sairemos daqui bem tá bom.
MIGUELZINHO
- tá bom, tô confiando em você em.
Eu pego ele, que apesar de ter 12 anos, ainda é pequeno. Ergo o corpo dele e ele segura no muro e vira as perna, ele faz conforme eu mandei ele fazer.
Eu vou pra trás e pego impulso correndo e subo no muro, e faço igual a ele. Ele tá sentado.
ANA
- se machucou Miguel?
MIGUELZINHO
- só meu bumbum, cai sentado igual você caiu rsrs. Me chama de Junior, quando me chama de Miguel pareço meu pai rsrs.
Que fofinho, vontade de apertar.
ANA
- você parece mesmo com ele, vamos dar a volta, acho que ele ainda está na entrada.
Meu celular toca, e a Mary, uma das meninas, ela disse que eles conseguiram limpar a área, mais o chefão não estava lá dentro. já tô vendo que esse vai me dar trabalho.
Mando eles vasculhar a casa pra ver se não tem mais crianças lá dentro, ela confirma e eu desligo.
Vou até a parte da frente com o Júnior, e quando o Miguel vê ele sai correndo pra abraçar o filho, e o Júnior vai correndo pros braços do pai.
Eu olho aquela cena e é muito emocionante.
Até ouvir barulhos de carros vindo rápido, ligo pra Mary pra saírem da casa agora.
Os carros vem atirando ao ver a gente ali, o Miguel leva o Júnior pro carro e eu vou para trás da árvore, ele me grita me chamando, mais não posso deixar meu pessoal aqui.
Saco uma das armas e começo a revidar os tiros, o Miguel tranca o carro e atira também.
Meu pessoal sai da casa pelo muro que entramos, e faz sinal pra ir embora, mais eu mando eles irem embora, eles nunca desobedecem um mandado meu, então vão todos pro carro indo embora.
Os carros dão cavalos de pau, e fazem a volta indo em bora.
Eu saio de trás da árvore e vou até o Miguel.
Escuto um barulho de moto e um tiro acerta meu braço, eu caio de joelho, e o Miguel derruba o cara com vários tiros.
Miguel vem correndo até mim antes de eu cair no chão, ele me vira segurando meu corpo.
ANA
- calma bebê, foi de raspão.
MIGUEL
- porque fez isso? Porque entrou lá pra salvar meu filho sem nem conhecer?
ANA
- porque eu gosto de salvar todo mundo rsrs, aí.
Ele me pega no colo e me leva até o carro dele, me coloca no banco de trás junto com o Júnior.
JUNIOR
- Ana, você tá machucada, você vai morrer?
ANA
- vou não, vou ficar bem, foi só um risco.
Ele tira a blusa dele e coloca em cima do meu braço, pra estancar o sangue, e eu sorrio com esse gesto dele, tão fofinho.
Enquanto isso, Miguel sai em disparado com o carro.
ANA
- não me leva pro hospital, quero ir pra casa.
MIGUEL
- você foi baleada Ana, a gente pode dizer que foi assalto.
ANA
- Eu sei me cuidar sozinha, foi só de raspão.
MIGUEL
- mesmo assim... Então vamos pra minha casa, lá eu cuido de você.
Aí que fofo.
ANA
- não precisa detetive, eu posso me cuidar.
MIGUEL
- me chama de Miguel tá bom, e isso é o mínimo que eu posso fazer por você depois de entrar lá pra salvar meu filho.
Não discuto mais, então vamos até a casa dele rsrs.
Ele dirige com cuidado, no limite da via, da pra ver que ele é bem responsável.
MIGUEL
- Mais uma vez obrigado Ana, eu já estava desesperado, não sabia o que eles ia fazer com o meu filho, ele é minha única família.
ANA
- eu sei.
MIGUEL
- sabe?
ANA
- acha mesmo que só você ia me investigar e eu não ia fazer o mesmo Miguel Rodrigues de Araújo?
Escuto sua respiração, como se ele estivesse dando um sorriso.
Chegamos na casa dele, uma casa bonita, mais não é uma mansão, parece que policial não recebe tão bem assim.
O Júnior segura o pano no meu braço o tempo todo, e até pra descer ele vem junto, sem largar o pano.
ANA
- temos que colocar gelo no rosto do Júnior, ele tá bem machucado.
MIGUEL
- vou cuidar dos dois, vamos entrar, não repara na bagunça, a empregada só vem uma vez na semana, o resto eu e o Júnior damos o nosso jeito.
Eu sorrio com isso, mais ele continua sério, será que algum dia vou arrancar um sorriso desse homem?
Ele me leva até o sofa, que fica perto da porta de entrada, e vejo que tem um corredor e uma escada do lado.
Ele me deixa ali com o Júnior e vai até a cozinha, ele volta com uma caixa de primeiro socorros e uma bolsa de gelo azul.
MIGUEL
- filho, segura isso no seu rosto enquanto o papai faz o curativo na Ana tá bom?
Ele confirma e segura a bolsa no rosto.
O Miguel pega o algodão e um remédio, passa no algodão e coloca no meu braço.
Ana
- Aaai isso arde, aí fufufufu.
Começo a sobrar porque está ardendo mesmo, e pela primeira vez vejo seu riso. Como é lindo.
MIGUEL
- não gritou quando levou o tiro, mais tá gritando por causa de um remedinho.
ANA
- claro detetive, o tiro ardeu menos, já que meu corpo estava na adrenalina, agora não.
Ele começa a sobrar enquanto passa o remédio, depois, coloca uma gaz para cobrir e uma fita pra fixar.
ANA
- bom, como o doutor já cuidou do meu ferimento, acho que já posso ir embora né?
JUNIOR
- ah não Ana, fica, vem conhecer o meu quarto, tenho vários jogos.
MIGUEL
- fica Ana, vou preparar alguma coisa pra gente comer, não é nada chique, mais é saboroso.
ANA
- sabe cozinha?
MIGUEL
- sei me virar.
E outro sorriso. Tô apaixonada por esse homem.
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Atualizado até capítulo 71
Comments
Fafa
Eita! Já arriou os quatro pneus e a traseira também 🤭🤭🤭
2025-02-27
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Ivanilde T. Serra
Bom vai ser quando ela gritar de outra forma.
2025-01-10
0
Ivanilde T. Serra
Vai sim vários! ele vsi ser teu cachorrinho
2025-01-10
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