ANA
+violência doméstica
Depois de alguns meses, descobrir que aqui não é um lugar tão romântico assim, tem muitas coisas sujas, tráfico de pessoas, tráfico de drogas e muitas outras coisas.
Como eu sei de toda a história da minha mãe, resolvi que ajudaria essas mulheres, pedi ajuda do Luan, ele já foi nomeado o novo chefe da máfia, e ele disse que me daria todo apoio, e me mandou vários homens dele treinados para cá pra me ajudar.
Comecei a investigar a fundo, onde eles pegavam as mulheres e pra onde vendia elas. Era um comércio abominável.
Até que chegou na minha mão um vídeo, uma pessoa estava gravando escondida pela janela, onde duas crianças pequenas estavam amarradas juntas em uma corda, amarradas pelos braços, somente de calcinha e cueca, e o pai estava batendo nelas com uma espécie de vareta.
As crianças gritava e ele batia mais mandando calar a boca. Meu sangue ferveu, e foi aí que eu comecei a rastrear a localidade do vídeo, vou fazer uma surpresa pra esse merda.
Foi um pouco difícil, mais encontrei. Não esperei mais, e com alguns dos soldados fui até lá. Espero que esteja em casa, mais se não estiver, espero ele chegar, vou ajudar a família, mais meu objetivo maior é cuidar do pai, com bastante carinho.
Chegamos na rua, mais a casa não é de fácil acesso, ela está localizada entre umas vielas, mais nada vai me impedir de ir lá, então chamo os homens e seguimos pela viela até encontrar a casa.
Chegamos até a porta, e todos meus homens e eu, estamos com armas em punho e uma pendurada pela bandoleira, até os traficantes locais abriram espaço para gente passar.
Já cheguei botando respeito, é assim que eu gosto, ninguém se meter vai ser menos estrago.
Do nada eu escuto os gritos das crianças e o grito do pai, e mando um dos meus homens chutar a porta, meter o pé com força.
O homem vira com tudo olhando pra gente, tenta correr pro quarto, mais meus homens segura ele antes.
HOMEM
- saiam da minha casa agora, ou eu chamo a polícia.
Olho para aquele merda, e vou até ele em passos lentos, e ele vai arregalando os olhos. medo? Talvez.
Fico bem de frente pra ele.
ANA
- me tira daqui se for homem de verdade.
Ele me olha bufando. Pego uma faca e vou até as crianças e corto as cordas que prende as elas ali, elas estão tão machucadas, as vigas da surra que ele dão nelas está bem visível, está bem inchadas, percebe que tem feridas que já estão com casquinha, outras estão cicatrizadas, o que indica que ele bate nelas a um tempo.
Elas se sentado no chão chorando.
HOMEM
- larga meus filhos vadi@.
ANA
- filhos? Você não é pai, pai não faz isso com os filhos, você é um demônio, e eu vou te mandar de volta pro inferno. amarrem ele e joga no porta malas AGORA.
Meus homens pegam a corda e amarra ele. Chego perto das crianças e pergunto onde está a mamãe deles, e eles apontam pro quarto.
Vou até lá, e me deparo com a cena de cortar o coração.
O quarto está todo escuro, acendo a luz pra confirmar o que eu vi, e a vontade de chorar bate forte.
A mulher está deitada na cama, de barriga pra cima, com as mãos e os pés amarrados , ela tá toda aberta, peço pra nenhum dos homens entrar aqui, ela não precisa dessa exposição.
Vou até ela e solto as cordas das suas mãos, ela me olha e começa a chorar, dizendo que ele vai matar ela.
ANA
- não vai não, vou garantir que vocês nunca mais veja ele tá bom.
MULHER
- ele não fica preso, ele conhece muitas gente.
ANA
- pra onde ele vai, ficará preso pra sempre, como se chama?
LUIZA
- Luiza.
ANA
- bom Luiza, sua vida vai mudar a partir de hoje, mais preciso que você diga que aceita minha ajuda.
LUIZA
- se você me livrar daquele homem, eu aceito.
Eu termino de desamparar ela e mando ela se vestir, ela se levanta muito mal, cambaleando e de pernas abertas, mostrando que ele foi muito bruto com ela, estava sendo estuprada, mesmo sendo seu marido.
Peço pra ela trocar as crianças também, pois elas estão só de calcinha e cueca, as crianças vem, e vejo um choro de alívio rolando dos olhos dos três.
ANA
- Luiza, pega só as coisas pessoais, documentos essas coisas, vou levar vocês embora daqui tudo bem?
Ela balança a cabeça confirmando, ela está sorrindo, e isso me alegra muito.
Escuto alguém gritando na porta lá da cozinha.
POLICIAL
- polícia, todos colocando as mãos pra cima.
Eu deixo ela lá, ela já começam a chorar, eu acalmo ela, dizendo pra continuar a arrumar as crianças que iremos embora.
E quando eu saio o homem me olha, de cima a baixo.
ANA
- chegou tarde seu policial, a família já está sendo resgatada por mim.
POLICIAL
- recebemos uma denuncia que o pai estava maltratando as crianças, cadê o homem? temos que levar ele pra cadeia.
ANA
- não sei, cheguei aqui e ele já tinha saído, estou levando a mãe e as crianças pra outro lugar, pra ter uma vida de dignidade.
POLICIAL
- ela precisa fazer o b.o na delegacia antes de qualquer coisa
ANA
- certo. Depois de tanto tempo vocês vieram, porque não veio antes? elas estão sendo agredida a tempos.
POLICIA
- nós não sabiamos do que estava acontecendo, ontem recebemos a denuncia, e hoje conseguimos a autorização do juiz para prender o pai das crianças.
ANA
- aqui não existe assistente social? Não é de hoje que essas crianças estão apanhando, e mãe sofrendo abuso, sexual e psicológico.
POLICIAL
- tem, mais eles não conseguiram entrar na casa, o pai nunca deixava, e foi eles que fizeram a denuncia.
ANA
- então vai atrás dele, vou cuidar dessa família.
POLICIAL
- e quem é a senhorita?
ANA
- me chamo Ana Lucia Soares Belmont, prazer, e como você se chama?
POLICIAL
- Miguel Rodrigues, sou detive.
Um detetive, era tudo que eu precisava.
MIGUEL
- nos acompanha até a delegacia, precisamos pegar o depoimento dela para irmos atrás do pai.
ANA
- ok, só fique aqui, ela está se trocando.
Ele confirma com a cabeça e eu volto pro quarto, eu digo pra ela pra falar que ele não estava aqui quando eu cheguei, não podemos correr o risco de eles pegar ele e soltar, já que ele é fluente entre os policiais, ela confirma comigo e saímos do quarto.
Ele entra na viatura, mais eu levo as crianças e a mãe comigo no meu carro, até a delegacia.
Chegando lá, eu fico com as crianças enquanto ela vai dar o depoimento. Depois todos os 3 vão fazer o corpo de delito.
Passamos quase o dia todo ali, mais eu não poderia largar ela lá, os meus soldados já levaram o pai, durante o caminho mandei dar um fim nele, não poderia ir dessa vez, não tinha como largar essa família nas mãos do detetive.
Liguei pra imobiliária que eu comprei o apê, e pedi uma casa já mobiliada, ela confirma e já faço o pagamento ali mesmo pelo celular.
Ela passa o endereço e quando tudo isso acaba, levo a família pra essa casa.
Dou um dinheiro pra ela e meu telefone, pra qualquer coisa me liga, mais que podia ficar despreocupada, que o pai não encontraria mais eles.
Entro no carro e volto pra casa.
Chego morta, e já vou direto pro banho, e antes de dormir, penso em tudo que passou, e declaro que irei salvar todas as mulheres que passam pela situação da Luiza.
Então, compro um terreno grande, e monto ali um centro de treinamento, com todos os equipamentos, e decido que todas aquelas que quiserem, vou transforma-las em mulheres poderosas, serão minhas seguranças, uma especia de mafiosas só de mulheres.
E assim eu fui recrutando, todas as que estavam em situação igual a da Luiza, e todas elas aceitaram vim trabalhar comigo.
Contratei professoras de luta e de tiro, escolhi só mulheres para ensinar a elas, e isso as deixou mais a vontade para aprender tudo, Luiza também veio, enquanto as crianças ficavam na escola, ela vinha treinar.
Comprei um prédio próximo, e coloquei todas as meninas lá, ficou tipo um abrigo para elas, mais cada uma na seu apartamento, deixando só a cobertura para quando eu viesse ficar com elas.
Cerca de um ano mais ou menos, já estavam todas treinada, e as melhores já recrutei pra ficar comigo, a Luiza foi uma que se saio a melhor de todas, ela recrutei para ser a chefe das seguranças, todas concordaram, porque ela é de mais.
Todos os dias passo na empresa, e no centro de treinamento, não param de chegar mulheres vítimas de abuso dos seus familiares, muitas são crianças que sofrem também com seus pais, essas também estão sendo recrutadas, mais para elas eu montei um tipo de orfanato, mais elas usam o centro de treinamento que as mulheres usam, só que com elas os professores pegam mais leve.
Estou sentada no meu escritório quando a secretária diz que tem um detetive querendo falar comigo, meu coração até dispara, será que é o Miguel?
MIGUEL RODRIGUES DE (ARAÚJO) 33 ANOS
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Atualizado até capítulo 71
Comments
Ivanilde T. Serra
Nossa quanta violência, existem muitos casos assim!
2025-01-10
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Ivanilde T. Serra
Ana Belmont é famosa e ajuda muitas mulheres
2025-01-10
0
Joelma Portela
Ana é a dona da porra toda
kkkkkkkkkk
2025-01-27
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