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Hachigyu finalmente cumpre a palavra na Pedra de Poseidon e torna-se um Guerreiro da Natureza. Ele sente-se surpreso e forte ao mesmo tempo. Logo após conseguir dominar o poder das águas do mar acontece da água entrar em seu ouvido e assim ele recebe uma mensagem da própria água.
*** perspectiva de Hachigyu ***
- Precisa voltar o mais rápido que puder, Serena está em perigo - é a voz que escuto e que vem da própria água.
Uso toda a minha velocidade e concentro-me, pedindo à água que me leve o mais depressa possível e assim ela faz, colocando-me em uma corrente marítima quente... estou chegando, Serena, meu amor.
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Após praticamente declarar amor a primeira vista, Lucani e Freya beijam-se... para ele é uma sensação muito diferente, apesar de ser apenas um toque entre lábios. Para a elfa é tão bizarro quanto beijar um lobo, entretanto com esse gesto eles conseguem sentir um ao outro, não apenas nos lábios.
*** perspectiva de Lucani ***
- Uau, isso foi... muito bom - falo levemente desconcertado, afinal dei meu primeiro beijo. Antes tarde do que nunca!
- É, foi... - ela comenta de forma mais contida, mas sinto que também gostou.
Deixo-a livre e fico de pé e ela também fica e comento.
- Olha, não fica contrariada por eu ter te derrubado, ok? E perdoe-me - desculpo-me coçando a parte de trás da cabeça.
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Distante dali, o Ciclope percebe uma sombra na água e dá o seu melhor salto... e cai exatamente no momento que a sombra ficava mais escura. A sombra em questão era Serena, que nadava para enfrentá-lo.
*** perspectiva do Ciclope ***
- Uarrgh - com meu corpanzil faço a água se espalhar e afundo já agarrando aquela sombra e, que sorte, é a rainha.
- Ei! - a sereia faz força com seus braços para tentar sair, mas com uma única mão eu consegui segurá-la pela cintura.
Começo a sentir pequenas mordidas em meus pés, porém são apenas pequenas criaturas marítimas que não me causam tanta dor assim. Dou mais um impulso e fico firme na água rasa da praia.
- Você vem comigo! - falo para a rainha encarando-a e começo a caminhar na direção da Cidade dos Aliados.
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Furry e elfa começam a conversar enquanto caminham...
*** perspectiva de Freya ***
- Então é isso, você quer uma arma lendária e se possível um poder da natureza para poder ter muitos filhos - concluo o que entendi da minha conversa inicial com Lucani.
- Isso... não a toa que disse que te quero... você tem uma arma lendária e um poder da natureza... e além disso é muito inteligente e linda - percebo ele sorrindo para mim após o elogio e fico corada.
- Certo, certo... você ainda não me conquistou - digo balançando negativamente o dedo, mas parte de mim discorda de tal afirmação e concluo - vamos atrás de uma arma lendária primeiro - e o observo cada vez mais.
- Uns trinta anos atrás um lendário guerreiro furry de minha espécie foi derrotado aqui, nessa floresta, por um humano degenerado... dizem até que era pai dele - comento sobre a lenda e faço uma pergunta - tem algum pequeno lago aqui? - lembrando-me da dica do meu saudoso mestre Pus.
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Hachigyu finalmente alcançou o lugar que Serena estava, então foi avisado pela água.
*** perspectiva de Hachigyu ***
- Ela acabou de ser levada... o Ciclope que a sequestrou está entrando na Cidade dos Aliados - ouço a água em meu ouvido.
Saio dá água e logo que piso na areia ouço uma voz atrás de mim.
- Hachigyu! - quem me chama é Sabat, que pergunta - Hachigyu, todos os outros polvolóides foram derrotados, o que fará? - com nítida aflição.
- Irei trazê-la de volta. Eu prometo - falo em tom firme, sentindo um calor interno surgir.
Eu amo Serena. Não suporto imaginar que... nem quero pensar nisso...
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Serena até tentou usar sua voz contra o monstro gigante que a raptou, mas de alguma forma ele já sabia do seu poder e enfiou o cabo da sua arma lendária, o tacape, na boca da sereia. Entrou apenas um pouco, mas o suficiente para não deixá-la emitir qualquer outro som que não fossem gemidos.
O Ciclope entra na cidade dos Aliados e os líderes que prometeram fidelidade no maléfico plano guardam suas posições... enquanto tudo isso acontecia, Carlo, um humano, avistou a movimentação estranha que ocorria e ficou escondido observando.
Carlo tem quarenta anos, é calvo, de poucos cabelos negros nas laterais e parte de trás da cabeça, tem 1,75 metros e mais de oitenta quilos, com alguma gordura. Está com uma calça marrom e camisa social aberta de cor azul escuro e sapatos náuticos de mesma cor. E tem um escudo de madeira que está fixo em seu braço.
Continua...
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Atualizado até capítulo 66
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