Férias

Juliano estava ajudando San a colocar as malas no carro, era pouca coisa, pois ele ainda possuía um quarto na casa de sua avó e lá, havia muitas de suas

roupas e objetos pessoais.

— Pronto. — San fechou a porta, se virando para Juliano.

— Vou sentir sua falta. — Assume Juliano fazendo San sorrir com aquelas palavras.

San puxa Juliano pela camiseta o encostando no carro e colando seu corpo no dele.

— Já falei pra ir lá me ver. Vai na sua folga.

— Não dá, preciso resolver algumas coisas.

—  Nada que possa adiar? — Diz ele fazendo biquinho.

— Infelizmente não.

— Ok então. Eu tenho que ir. Não quero dirigir à noite.

San dá mais um beijo em Juliano que o abraça levando suas mãos uma nas costas e outra na nuca de San, deixando aquele beijo mais intenso. Suas línguas exploravam a boca um do outro. San apertou a cintura de Juliano com as mãos e separou um beijo pousando um selinho demorado. encostando sua testa na de seu amado.

— Eu te amo viu. — San disse o olhando nos olhos.

— Também te amo. Juízo. — Recomenda, sabendo que San entendeu exatamente o que ele queria dizer.

San se afasta e abre a porta detrás do carro, chamando Kaleu que entra animado no carro. Juliano sobe em sua moto e assim que San abre o portão, eles saem indo cada um para um lado da rua.

San dirigia animado, cantando como sempre as músicas de sua playlist que ele mesmo havia criado. Kaleu depois de um tempo olhando pela janela e recebendo o ventinho na cara deitou no banco detrás e adormeceu. A viagem seguia tranquila até Itapeva em Minas Gerais, onde ficava o sítio onde a sua avó residia.

Após um pouco mais de duas horas de viagem, San chega na casa de sua avó. Ele desce do carro e abre o portão de ferro do sítio e após entrar com o carro ele desce novamente para fechar o portão e deixando Kaleu descer do carro.

San vai entrando na casa que estava como sempre toda aberta, chamando por sua avó.

— Vó... oh vó?

— San meu filho. Você chegou. — Dona Graça aparece sorrindo com a chegada de seu neto.

Ela o abraça forte e em seguida o olha e pegando suas mãos.

— Ah meu menino, você está tão magrinho. Vem, vamos tomar um café da tarde, sua prima está aqui.

— A Lara?

— Sim

Eles vão para a cozinha e San vê sua prima Lara sentada à mesa comendo um pedaço de bolo. Ela era como uma irmã para San. Eles foram criados juntos correndo por aquele sítio, eles tinham uma conexão muito grande, mesmo Lara com 16 anos.

— San. — Ela disse animada, se levando e ao abraçando forte, sentindo-o a erguer em seus braços.

— Hey abelhinha, como você está? — Ele perguntou a loira em seus braços.

Lara desce dos braços de San sorrindo e se senta novamente.

— Uai bem e você?

— Bem também, estava com saudades.

Ele se senta e sua avó coloca uma caneca à sua frente e sentando com os netos, toda feliz por tê-los ali.

— Coma San. — Pediu a senhora.

— Vou comer vó. — San se serve de chá e pega três pães de queijo que estavam mornos ainda.

— E aí, me conta as novidades, como está a vida em São Paulo? Tá namorando?

San ri e morde o pão de queijo.

— Estão bem uai, e sim, estou namorando.

— Jura? Conta tudo. — Lara se meche animada na cadeira, olhando para o primo ao seu lado.

— Finalmente. — Sua avó sussurrou, os fazendo rir.

— Vó. — Repreendeu ele encabulado.

San sabia que podia ser sincero com as duas, elas sempre o apoiaram e quando ele se assumiu sua vó e Lara ficaram ao seu lado, quando todos da família viraram a cara para ele, isso foi muito importante, ter o apoio das duas pessoas que ele mais amava na vida.

— Bom. Ele se chama Juliano. Trabalha lá na pizzaria e é um Deus grego. Acho que nunca fiquei com alguém tão bonito.

— Uai, um desses não aparece pra mim. — Brinca Lara. — Como ele é, San?

San começou a contar para as duas sobre Juliano e eles conversaram até escurecer. Á noite seu tio Mário apareceu para buscar Lara, sua filha, mas ele nem sequer dirigiu a palavra a San, que já estava acostumado com esse tratamento.

San ficou conversando com sua avó na varanda até tarde e depois de ajudar ela a fechar as janelas e portas da casa, ele deu a comida de Kaleu e o colocou para dentro de casa, já com a intensão de ir dormir.

Assim que entrou no quarto, San sorriu ao olhar em volta, os poster de suas bandas favoritas de adolescência na parede, junto com os posters de Superman. Os adesivos colados nas janelas, o lençol do Superman em sua cama de solteiro e até mesmo seu antigo computador que de branco, já estava amarelo de tão velho. Ele se ajeitou em sua cama, e o lençol cheirava a amaciante e não demorou a dormir.

Na manhã seguinte, San acordou com Kaleu latindo do lado de fora e sua avó gritando. Ele riu sentando na cama e balançando a cabeça, curioso com o que Kaleu estaria aprontando desta vez. Ele estava com saudades da bagunça do sítio. San levantou da cama, pisando descalço no piso frio e foi até a janela, abrindo e olhando Kaleu correr atrás das galinhas de sua avó.

San começou a rir e sua avó o olhou brava e ofegante tentando fazer Kaleu parar.

— Kaleu sai daí. — San gritou fazendo Kaleu o olhar e em seguida voltou a correr atrás das galinhas, ignorando as ordens de seu tutor.

San saiu rindo e foi tirar Kaleu de dentro do galinheiro, ao som dos resmungos de sua avó.

— Quer ajuda vó?

— Não filho, já terminei. Vá tomar café da manhã. — Disse fechando o portão do galinheiro. — Será que pode me levar até a cidade? Preciso comprar umas coisas no mercado.

— Claro vó, vou tomar café e vamos.

Após trocar de roupa e tomar café da manhã, San vai com sua avó à cidade a acompanhando a algumas lojas e por último ao mercado. Após fazer as compras eles foram ao caixa e San fica surpreso ao ver Tatiana sua ex-namorada operando o caixa.

— Tati?

Ela olha San e abre um largo sorriso. San observa que ela continua bonita como sempre mesmo naquele uniforme estranho. Eles namoraram por dois anos quando estavam na escola e ela sempre foi apaixonada por ele.

— Oi San, oi Dona Graça. Você voltou ou está de visita? — Pergunta curiosa, começando a passar as compras, enquanto San empacota.

— Só passando as férias.

— Legal, vai mais tarde lá em casa. Podíamos tomar um sorvete, como nos velhos tempos. Eu saio as três e ainda moro no mesmo lugar.

— Pode ser.

Ela termina de passar a compra e quando Graça vai pagar San não deixa e paga a compra para sua avó. Depois do mercado eles voltam para o sítio, e San ajuda sua avó.

Após o almoço, San lava a louça e vai deitar na rede, vendo Kaleu correr animado pelo gramado do sítio. San pega seu celular, decidido a enviar uma mensagem pra Juliano.

— Oi, tô com saudade. Como você está?

— Oi bebê, também estou com saudade. Estou bem. Já está voltando? rsrs

— Bobo, claro que não.

— Poxa, mas poderia. O que está fazendo de bom?

— Deitado na rede e você?

— Que inveja. Estou me arrumando, tenho um extra pra fazer.

— Que ótimo, é do que?

— Depois te conto. Tenho que ir. Beijo, te amo.

San deixa o celular de lado e resolve tirar um cochilo. Quando acorda, ele lembra do convite de Tati, então toma um banho e sai para a casa de sua ex e agora amiga. Ao chegar lá, ela o recebe com um abraço caloroso, aproveitando para sentir o perfume de San, notando que não era o mesmo que ele usava quando adolescente, mas o achou ainda mais cheiroso.

— Nossa que cheiroso.

San sorri e bagunça os cabelos dela, a provocando e a fazendo resmungar.

— Sempre tô cheiroso, vamos?

— Sim, sempre está cheiroso e lindo. Vamos.

Ela rapidamente entrelaça seu braço no dele e vão caminhando juntos até a sorveteria, era próxima dali e com Tati a conversa sempre fluía.

Após tomar sorvete e passear pela praça, eles vão para a casa dela, eles trocam contato e San se despede, indo para seu carro, San liga o som e sai dirigindo ao som de " Te amo - Rihanna ". Ele volta para o sítio a tempo de jantar com sua avó e se sentam para ver a novela.

A semana passa rápido, San e Tati conversam todos os dias por mensagem, até combinam com o pessoal de irem para a piscina no domingo.

Chegando o domingo, San acorda cedo e ajuda sua avó com as coisas do sítio, depois de tomar café, ele se arruma e sai indo para a casa de sua prima, onde ele buzina e ela logo sai com um vestidinho florido e uma mochilinha nas costas.

— Bora. — Ele grita animado e vê seu tio os espiando pela janela da sala.

— Calma San. — Ela entra no carro e San a olha colocar o cinto.

— Lara, vamos buscar a Tati tá.

Lara olha feio para San, ela não se dava bem com a garota e sabia da má reputação que Tati tem na cidade.

— Ah não San. Sabe que eu não gosto dela. E você está namorando esqueceu?

San volta a dirigir a caminho da casa da Tati.

— Para de birra, ela é legal e é só minha amiga, não esqueci que namoro. Vamos curtir e parar de drama ok?

Lara mostra a língua para San que ri e eles seguem para a casa de Tati. Assim que ela entra no carro eles vão para a chácara de um amigo curtir o dia, sempre com o som ligado e conversando pelo caminho, com Lara revirando os olhos para cada coisa que a outra garota dizia.

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