A reunião

San como sempre mexia uma mão na outra enquanto escutava os depoimentos de seus colegas, que assim como ele estavam ali por conta do uso de drogas.

Juliano havia se sentado ao lado direito de San e Suzy ao seu lado esquerdo. As cadeiras lado a lado formavam um grande círculo e todos ali ouviam atentos o que um deles contava.

Ver sobre isso em novelas e filmes não era o mesmo que ouvir histórias verdadeiras de uma pessoa que passou pelo pior e que lutam dia após dia, pois é uma luta diária. Aquilo tudo era real e não tinha como não sentir tristeza.

O psicólogo então deu palavras de apoio após o depoimento de uma garota de apenas 16 anos, ela encerra seu desabafo e sua história com as drogas.

Triste ver como ela estava magra e descuidada, estava limpa a pouco tempo e temia por não conseguir se manter assim. San sabia como era esse sentimento e desejou internamente que ela conseguisse superar tudo isso e ter uma vida plena, mas também sabia que para ela, que havia contado que não tinha apoio algum de sua família, tornava tudo ainda mais difícil.

— Mais alguém gostaria de falar um pouco? — Perguntou o psicólogo olhando em volta.

Nesse momento, Suzy ergue a mão fazendo Juliano a olhar surpreso e curioso, não esperava que ela fosse dizer algo. Não era obrigatório falar na reunião, mas ela parecia decidida e Juliano estava curioso para ouvir, afinal não sabia nada sobre a amiga de San, apenas que ajudou ele na pior fase e pela conversa na cozinha que cursava a faculdade e tinha uma filha.

— Olá, me chamo Suzy Valadares.

— Boa tarde Suzy. — Todos disseram em uníssono.

— Tenho vinte e três anos e uma linda menininha de seis anos. Engravidei de Hanna aos dezesseis anos quase dezessete, não foi planejado claro e não foi uma gravidez feliz. Eu estava morando nas ruas e roubava para poder comprar drogas. Meus pais me imploravam para voltar pra casa toda vez que me viam, chapada, suja e revoltada pela insistência deles. — Ela fez uma pausa, apenas para respirar, afinal, tinha a sua história bem fixa na memória. — Um dia eu aceitei, mas apenas porque estava muito frio e tinham roubado minhas cobertas e minhas roupas. Nisso, os meus pais me internaram. Eu era menor e não pude opinar, acho que foi o pior erro deles, sei que eles fizeram isso apenas pensando no meu bem, mas eu não estava pronta e não entendia muito como tudo funcionava, isso me afastou mais deles na época e eu estava muito revoltada por estar ali contra a minha vontade.

San já conhecia essa história, já tinha escutado algumas vezes, mas Juliano, estava admirado com o que ela contava. Suzy sendo uma mulher tão linda, sorridente e aparentemente forte e responsável, era difícil para ele imaginar ela na situação que contava.

— Nesta clínica eu conheci o Paulo, pai da minha filha. Ele diferente de mim estava ali porque queria, ele estava cansado de ser controlado pelas drogas. Ele é cinco anos mais velho do que eu, não hesitou em dizer lindas palavras para me levar para a cama e eu jovem e frágil emocionalmente caí em sua conversinha. Nós nos encontrávamos escondidos durante a noite e em uma dessas noites eu engravidei.

Suzy olhava para as próprias mãos, agora ergueu a cabeça, olhando para a menina de 16 anos, de forma intencional, ela queria que a menina encontrasse em sua história forças para continuar a sua luta.

— Nosso romance durou um mês, pois ele ganhou alta. Já eu fiquei mais um mês lá dentro. Totalizando dois meses. Quando saí fui para casa com meus pais, comprometida a continuar limpa, mas tivemos uma briga pois eu estava revoltada pelo que fizeram comigo. Eu não entendia que isso era o amor deles por mim e não entendia que era pro meu bem. Então fugi e voltei para as ruas, voltei para as drogas. Eu não sabia que já estava grávida e acho que se eu soubesse, não teria feito nada de diferente na época, pois as drogas me controlavam totalmente. Não tive sintomas, muito menos barriga durante minha gravidez toda, mesmo estando magra. — Suzy fala com a voz embargada e o psicólogo se levanta, levando para ela um copo com água, da qual ela bebeu e depois o agradeceu. — Não pensem que eu não poderia saber, eu poderia, eu perceberia que não estava menstruando, que eu tinha enjoo, mas eu não era eu mesma, então tudo o que eu sentia de diferente, pensava ser efeito do que estava usando. Apenas soube que estava grávida quando tive uma overdose e fui levada ao hospital. —  Ela toma mais um gole da água fresca antes de prosseguir. Não era nada fácil falar sua história, ainda doía muito, mas ela sabia o quão necessário era. — Acordei dois dias depois com a notícia de que tinha uma filha, mas eu achava impossível. Quando a trouxeram pra mim meu mundo inteiro pareceu mudar e foi de cinza para um colorido fantástico. Ela era linda e se parecia demais comigo, me fazia lembrar quando eu era pequena, nas diversas fotos minhas que havia espalhadas em casa. Eu a segurei em meus braços e nunca vou me esquecer quando ela agarrou meu dedo com aquela mãozinha tão pequena e rosinha.

Ela me olhava fixamente e eu agradecia a Deus por ela ser apesar de tudo o que eu usei, tão perfeita.

Juliano olhava para Suzy com pesar e ao mesmo tempo emoção, ele jamais imaginava saber que ela havia passado por tudo isso e estava feliz de que ela depois do nascimento de Hanna tivesse conseguido mudar a sua vida, mas Suzy continuou o surpreendendo ainda mais.

— Hanna nasceu de oito meses completos, sem nenhuma complicação física ou mental, o que eu penso ter sido coisa de Deus. Eu usava drogas pesadas, crack, cocaína, maconha... ela poderia ter nascido com tantos problemas, mas ali, em meus braços, parecia ser tão perfeita, mas fui informada de que não poderia amamentar minha pequena e ela chorava em meu colo de fome. Isso foi devastador. — As lágrimas escorriam pelo rosto de Suzy, que contava agora emocionada com as lembranças. — Depois que os vi alimentando, ela continuava chorando muito, foi quando percebi o mal que eu tinha feito para ela, ela estava em abstinência. Minha pequena de pele rosadinha, tão delicada, tão pequena sofria e a culpa era unicamente minha.

Suzy sentiu San segurar a sua mão, lhe dando apoio e ela deu um meio sorriso, mirando seu olhar no dele.

— Eles ligaram para os meus pais, pois eles já tinham experiência com pessoas como eu, perdidas, drogadas, eles não poderiam deixar que eu saísse de lá com a Hanna, e voltar para as ruas, a condenando a passar por tantas coisas ruins. Eles logo vieram nos ver. Hanna ficou comigo no quarto o tempo todo e não parava de chorar. Não amamentar já era devastador, saber que aquele bebê tão frágil estava sofrendo dor e angústia por minha causa era pior ainda. Aquilo foi demais para mim. Então sabendo que meus pais estavam ali por ela, fugi do hospital, com ponto da cessaria e acesso no braço corri para o mais longe que consegui. Lógico fui atrás de mais droga, queria apagar da minha memória aquela dor que eu estava sentindo pelo mal que causei a ela, na verdade isso era só uma desculpa para me drogar mais. Eu fiquei o mais afastada possível de casa. Não queria ver meus pais e muito menos aquela criança que eu havia prejudicado tanto. Eu não a merecia.

Alguém da roda passou a Suzy um lenço de papel, e ela limpou as lágrimas e respirou fundo, conseguindo forças para prosseguir contando.

— Um ano depois, eu estava passando em frente a uma escolinha e vi minha mãe saindo com Hanna no colo. Ela mais linda e quando minha mãe me viu veio com ela até mim, Hanna, aquela bebê gordinha, com um brinquedinho em suas mãozinhas pequenas e covinhas nos dedos sorriu para mim, erguendo aqueles bracinhos gordinhos me pedindo colo. Ali, naquele momento, com Hanna no colo eu decidi e entendi que queria sair desse mundo. Por ela, para que ela tivesse uma mãe, mas acima de tudo que ela nunca, jamais passasse por tudo o que eu passei, eu era um mal exemplo e ela não merecia uma mãe como eu, ela merecia alguém melhor. Então agora por minha vontade e com ajuda dos meus pais eu fui internada novamente. Lá me ajudaram a entrar em contato com o pai da Hanna que ao saber que era pai, imediatamente a assumiu. Ele é um ótimo pai para ela e ela o ama muito.

Suzy sorriu ao dizer isso, a lembrança de sua pequena tagarela inundando a sua mente.

— Voltei para casa e até arrumei um trabalho, vivia bem com meus pais e com minha pequena, mas quando ela fez 3 anos fui a uma festa com meus amigos e então veio a primeira recaída, Ah apenas um cigarro, ah mais um, é só hoje. Estamos comemorando, amanhã já volto a não usar mais. E assim me enganei por meses até perder o controle novamente. É engraçado como nos sentimos os donos de nós mesmos, mas somos apenas um nada quando essa “merda” entra em nosso organismo. Elas mandam. Quando eu fiquei uma semana sem aparecer em casa meus pais acionaram a polícia e quando me acharam me levaram pra casa, dei o maior show e quebrei a casa quase toda, minha filha? Ela chorava olhando tudo super assustada. Meus pais se viram obrigados a me trancar no quarto e quando me acalmei me convenceram a me internar de novo.

Juliano sentia as lágrimas rolando por seu rosto, não havia como não se emocionar com o que escutava.

— Eu fui e lá conheci um grande amigo, ele estava na sua primeira internação e assim como eu fiquei na primeira, estava revoltado. Nos tornamos melhores amigos e eu me apaixonei por ele. Saímos da clínica por coincidência no mesmo dia e nós nos falávamos o dia todo por mensagem. Eu estava lutando e ele também e encontrávamos forças um no outro e assim é até hoje, um apoiando o outro.

Suzy volta a olhar para San ao seu lado, que sorriu para ela, dando uma piscadinha discreta.

— Hoje faz dois anos e meio que estou limpa e confesso que as vezes tenho vontade de usar, mas quando olho para Hanna e encontro forças para continuar vivendo um dia após o outro. Hoje curso faculdade, vou ser médica e quero ajudar as pessoas. Esse é o meu destino e esse é o começo da minha história de vida, conturbada, mas eu luto todos os dias para que tenha um final feliz, assim como nas histórias favoritas da minha pequena.

Juliano olhava Suzy assim como os demais ali na sala, com certa admiração pela força que ela demonstrava. Todos aplaudiram e o psicólogo novamente deu palavras de força e elogios.

— Ainda temos tempo, mais alguém? — O psicólogo perguntou novamente e duas pessoas levantaram as mãos. Sendo uma delas um rapaz e o outro era San.

San erguia baixo a mão, olhando para Suzy que olhava para ele o encorajando, o rapaz deu a vez a San que agradeceu e respirou fundo antes de começar o seu relato.

— Boa tarde, me chamo San Inácio Dantas e tenho 24 anos.

— Boa tarde San. — Responderam todos juntos.

Juliano virou um pouco seu corpo na cadeira, queria olhar para San enquanto ouvia o que ele tinha a contar.

— Tudo começou quando eu tinha quinze anos. Na escola com os amigos, fumávamos maconha diariamente antes de entrar na aula, aquilo me relaxava e como sempre fui muito elétrico, me ajudava a ficar quieto durante as aulas, evitando que minha avó recebesse reclamação sobre mal comportamento. Aos dezesseis fui em uma festa no sítio com meus amigos e lá rolou de tudo, bebida e todas as drogas existentes na época. Eu fui na onda e experimentei LSD, Crack e Cocaína. Foi a melhor experiência da minha vida, no momento.

San olhou de canto de olho para Juliano que ouvia atento suas palavras. San não podia falar ali, mas recentemente Juliano havia dado a melhor experiência da sua vida na cama, onde não lhe deu apenas prazer sexual, mas carinho, amor e lhe fez sentir uma conexão amorosa como nunca havia imaginado.

— O tempo foi passando e nós nos formamos no colégio e então vim morar em São Paulo, eu havia arrumado um emprego como atendente em uma pizzaria, mas continuava cheirando diariamente. Tinha meu carro e morava numa casa boa, pequena de três cômodos, mas boa, não tinha do que reclamar. Então fui promovido no trabalho, de atendente para subgerente e foi nessa época que tudo aconteceu. Eu estava feliz, estava ganhando bem e tinha uma vida boa, eu merecia comemorar. Então eu comemorava, indo para balada todos os fins de semana e na semana ia a festas nas casas de traficantes. E fui me perdendo, o dinheiro que ganhava, agora eu usava para comprar drogas, faltava no trabalho, isso quando não ia trabalhar chapado.

San fez uma pausa e fechou os olhos respirando fundo, estava chegando na parte mais difícil de sua história, ele só havia contado aquilo para Suzy, nem mesmo em outras reuniões, ele havia tido a coragem de expor aquele acontecimento.

— Um dia cheguei para trabalhar totalmente louco e meu patrão me levou para a casa dele onde estavam os meus pais. Juntos eles me internaram. O problema, é que eles só fizeram isso, porque meu patrão pediu a autorização, sem isso ele nada poderia fazer, pois não era meu familiar. Eu deveria ser agradecido né, mas não, eu estava com raiva. Então conheci a Suzy e ela me ajudou muito, saímos da clínica e mantivemos contato, porém um dia fui pra uma balada, queria comemorar que estava limpo a três meses, gosto de música quando estou triste, feliz, irritado e apaixonado, a música praticamente guia a minha vida, eu amo música. Então queria ir ouvir música alta e dançar. Foi a pior decisão que tive, lá cheirei seis carreiras e tudo voltou. Em três meses perdi o emprego, fui despejado e fui morar no meu carro, mas o vendi pra comprar mais droga, vendi ele por 100,00 reais, eu estava desesperado e precisava de mais.

San tinha vergonha de tudo o que estava contando, ele olhava para as suas mãos apoiadas em suas coxas, mexendo uma na outra, como se isso o ajudasse a se acalmar.

Já Juliano sentia um nó em sua garganta, estava impressionado com o que ouvia de San, mas ao mesmo tempo, ele não estava o julgando, ele entendia que a droga controlava a pessoa e não havia como raciocinar das besteiras que faziam.

— Em uma noite, sem dinheiro pedi para me venderem fiado e disse que pagaria no dia seguinte, eles claro me deram, eles querem mesmo é ver você devendo na boca. No dia seguinte eu não tinha o dinheiro, claro, sem emprego e sem nada na vida, eu também não tinha mais pó e não tinha amigos, não tinha família, não tinha nada. Tentei pedir dinheiro para as pessoas na rua, tentei roubar, mas eu não fui bom nisso, não conseguia coragem o suficiente para roubar alguém. Fui à boca implorando mais droga e me deram, eu me achei o cara mais sortudo, estavam me ajudando, estavam me dando mais, pensei que havia encontrado amigos, e amigos que sustentariam o meu vício.

A voz de San começa a embargar com a vontade de chorar, mas ele respira fundo e continua. Juliano olhava fixo para San e estava arrepiado com cada palavra.

— Iludido eu, não é? Claro, eles não eram meus amigos e claro que eles queriam me ver mais no fundo do poço, queriam me ver definhar. Um dia mais fui pedir drogas na boca e como já estrava devendo 350,00 reais e não tinha como pagar, eles acharam que o pagamento poderia ser feito de outra maneira. Chamaram os três traficantes chefes da boca e mais quatro dos meus “amigos” e me estupraram. Passaram vinte e oito intermináveis minutos revezando entre me segurar, me bater e me foder. Aquele pra mim foi o pior dia da minha vida. Eu estava destruído. Então não sei como consegui, mas quando vi estava na frente da casa da Suzy, sujo, ensanguentado, fraco, destruído físico e psicologicamente e ainda um pouco chapado. Sua família me acolheu, eles ofereceram pagar a minha internação e concordei em voltar pra clínica. Claro que depois de passar dois dias no hospital me recuperando do abuso.

— Quando saí da clínica meu antigo patrão me procurou e me devolveu o emprego, me deu um voto de confiança, acho que essa foi a minha sorte sabe, pois arrumar um emprego quando você é a “merda” de um drogado, sim, um drogado, para a sociedade você sempre será um drogado, é quase um milagre conseguir um emprego descente. Logo depois consegui outro emprego de dia, com recomendação do meu patrão da pizzaria e Suzy sempre esteve comigo, me apoiando e juntos estávamos superando a fase ruim. Ela me ajudou a alugar uma casa e comprei um carro. Subi de cargo ao mesmo tempo nas duas empresas faz seis meses e estava limpo até um mês atrás.

San respirou fundo mais uma vez, limpando os olhos, chorando e se recompondo do que havia acabado de contar a todos. Ele não tinha coragem de erguer a cabeça, muito menos olhar para Juliano, que o olhava emocionado e triste por saber tudo o que San passou.

— Quando fui levar meu cachorro pra passear e senti o cheiro da maconha, resolvi comprar um cigarro, que levou a outro e quando vi, já tinha voltado a cheirar o maldito pó, eu me engano todo dia, eu sei disso, mas eu sinto tanto prazer e tanto medo. Perdi muita coisa e lutei pra ter o que tenho. Hoje faz dois dias que estou limpo e espero continuar, o dia de amanhã eu não sei como será, hoje sinto os sintomas da abstinência e tenho vontade que quebrar tudo a minha volta e sair correndo atrás de um pino, mas tenho pessoas ao meu lado que me trouxeram aqui e estão me ajudando a me manter limpo.

San encerra e todos aplaudiram como sempre é feito. O psicólogo fala as palavras de elogio e incentivo e encerra a reunião, avisando sobre as datas e horários das próximas reuniões.

Todos se levantam e junto com Susy e Juliano, San vai para o carro. Assim que Juliano começa a dirigir, San começa a chorar libertando o sentimento de culpa, raiva e dor que sentia de si mesmo. Juliano vê e quando vai parar o carro Suzy o impede.

— Continua, ele precisa disso. Só vamos pra casa. — Ela pede e Juliano concorda, dirigindo direto para a casa de San. Ao chegar San corre para o quarto e se tranca.

— Dá um tempo para ele, lembra o que eu disse sobre paciência? Ele precisa, ele deve estar envergonhado, ele nunca contou sobre o estupro para ninguém, só eu sabia.

— Lembro, agora é a hora de ter paciência, eu entendo, mas é difícil ver ele assim e não fazer nada.

— Sim. Eu te entendo, sei perfeitamente o que sente, mas quando ele se sentir melhor, ele virá até você. — Ela cruza os braços ainda olhando para Juliano. — Você vai trabalhar hoje?

— Sim, daqui a pouco. Acha que devo ficar?

— Não precisa, mas se puder vir pra cá quando sair de lá, vai ser importante ele ver que você está com ele, o apoiando.

Juliano concorda e eles ficam no sofá conversando até dar o horário de Juliano ir. San permaneceu no quarto até Juliano sair. Juliano se sentia impotente por não poder fazer nada, ele sabia que seu apoio já era bastante importante para San e estava disposto a demonstrar isso.

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