Quero mais de você

San estava deitado na cama de Juliano que deitou ao seu lado apoiando a cabeça em sua mão, vendo San ofegante ao seu lado. Juliano o olhava e alisava seu

peito melado pelo óleo e sêmen de San que havia espirrado.

San o olhou admirado, enquanto lutava para controlar sua respiração.

— Nossa, o que foi isso? — Perguntou baixo e sorrindo.

Juliano sorriu mais uma vez, mordendo os lábios naquele sorriso matador, do qual San já estava apaixonado.

— Tem mais de onde veio isso. — Disse passando a língua nos lábios. — Vamos tomar um banho?

— Sim, preciso.

San senta na cama e olha para Juliano com um olhar questionador.

— Pode perguntar San. O que quer saber?

— Onde aprendeu isso? Ou com quem? Sei lá. Isso é bom, diferente.

— Tem curso para isso sabia? É uma massagem que serve não só para sexo, é para diversas finalidades. Fiz quando estava com depressão, me ajudou muito.

— Você teve depressão? — San perguntou surpreso.

— Sim, mas não vamos falar disso agora.

Juliano levantou e estendeu a mão para San que a pegou e o acompanhou até o banheiro. Assim que ligou o chuveiro eles entraram e Juliano pegou o sabonete líquido, começando a lavar o corpo cheio de óleo de San, que sorriu o olhando. San não estava acostumado a esse tipo de carinho e cuidado, não podia negar que estava amando.

— Desse jeito nunca mais vou querer tomar banho sozinho.

— Seria um prazer te dar banho todo dia. —Juliano riu provocando.

San sorriu e eles se encararam enquanto Juliano lavava o peito e a barriga de San. Ele desceu o olhar pelo corpo de Juliano, notando que ele ainda estava ereto e lembrou que Ju ainda não tinha gozado.

San deslizou as mãos pelo corpo de Juliano que o olhava sorrindo com os cantos dos lábios, aproveitando da sensação das mãos do rapaz em seu corpo.

 San o beijou enquanto levou sua mão até o pau de Juliano, começando a massageá-lo, fazendo Juliano gemer durante o beijo, que foi interrompido quando San se agachou segurando a rigidez com as mãos e chupando a glande de seu parceiro, Juliano encostou as costas na parede gelada e levou as mãos nos cabelos molhados de San.

San então o engoliu e com movimentos precisos de vai em vem foi aumentando o prazer de Juliano, demonstrando que estava ofegante, gemendo baixo.

 San levantou o olhar para o rosto de Juliano enquanto seu corpo foi ficando rígido de prazer e um gemido alto e rouco rompeu de seus lábios.

 San quando sentiu que Juliano iria explodir tirou a boca, deixando o líquido escorrer pela parede do banheiro, mas sem tirar os olhos do rosto de Juliano, que o olhava com a boca entreaberta, ainda sentindo os espasmos em seu membro. Juliano o puxou e embaixo do chuveiro eles se beijaram mais uma vez, entre carícias e um desejo alucinado que crescia cada vez mais entre eles.

Ao sair do banho San enrolou a toalha na cintura e saiu andando em direção ao quarto, já Juliano se enxugava no box e olhava indignado para a molhadeira que San estava deixando.

— San, que molhadeira, devia ter se enxugado aqui no banheiro. — Reclamou para ele, que ressoou um pedido de desculpas.

Juliano aparece no quarto enxugando os cabelos com a toalha branca, vendo San já se vestindo com a cueca boxer.

— Não se veste não.

— Por quê? Vai querer mais? — Falou com um sorriso malicioso em seu rosto.

— Quem sabe. — Juliano pega a toalha das mãos de San e estende as duas toalhas no banheiro. Ao voltar para o quarto viu San deitado no sofá.

— Gostei do seu quarto.

— Gostei de você no meu quarto. — Juliano senta na cama observando San, que olhava para tudo à sua volta.

— San, deita aqui comigo.

Juliano liga o ar-condicionado e San vai até a cama ajudando Juliano a puxar a colcha. Juliano deita e puxa San para deitar em seu peito, fazendo carinho em seus cabelos, sentindo as acaricias de seu parceiro em seus gominhos com os dedos.

— Um real por seus pensamentos

— Só um real? — Resmunga, tirando um sorriso anasalado de Juliano.

— Sei que nos conhecemos esses dias e que você me contou que nunca se relacionou com um homem antes e “tal”. — Iniciou San, dando uma pausa, como se estivesse criando coragem para continuar. — Mas eu estou sentindo algo por você e quero saber se você sente o mesmo e se a gente pode sei lá, namorar?

Juliano olhava sério para San que com medo daquele olhar se sentou na cama desejando não ter dito nada daquilo, San estava amando tanto estar na companhia de Juliano, das conversas que tinham madrugada afora pelo celular e dos poucos mais tão gostosos momentos juntos, que sentia medo de que o loiro se afastasse e aquilo tudo não passasse de algo passageiro para ele.

Juliano também sentou e passou a mão pelo rosto de San que fechou os olhos com o toque.

— San eu ainda estou um pouco confuso com tudo isso, estou te conhecendo e conhecendo um lado meu que até eu não sabia que existia. Eu sinto algo por você. — Respirou fundo antes de prosseguir. — Mas preciso entender se é mais que sexo, quero me entender primeiro, descobrir o que estou sentindo realmente.

— Sem problemas, eu já passei por isso e te entendo. —  Sorriu olhando o loiro a frente, se aproximando e beijando San nos lábios.

Após uns segundos os beijos se intensificam e quando Juliano dá por si, San está em cima dele beijando seu peitoral o fazendo suspirar com aqueles lábios quentes em sua pele, que o faziam arrepiar e sentir o desejo arder.

Juliano sempre foi um homem bem resolvido e jamais teve medo de se entregar ao que sente, mas estar ali com um homem, em um jeito tão picante e ao mesmo tempo romântico, era algo que ele não havia pensado antes, afinal, ele sempre se considerou hétero, apaixonado por mulheres, pela voz doce delas, as curvas de violão e até das mais gordinhas ele gostava, não tinha por que até então, ficar pensando sobre como seria se relacionar com alguém do mesmo sexo.

Quando se relacionou sexualmente com um casal, foi por pura experiência e pelo fato de que estava sendo pago. O plano era apenas comer a mulher do cara, enquanto ele assistia, mas quando as coisas mudaram, ele se deixou levar pela experiencia de algo diferente, afinal, ele sempre foi aberto a novas sensações e novas coisas na cama com as mulheres que saía.

Juliano sentiu San descer e abocanhar seu mastro duro feito pedra e foi se entregando ao prazer novamente, relaxando seu corpo e fechando os olhos. Ele que já havia sido chupado por diversas mulheres, sentia que San era para lá de experiente no que fazia. Alternando a boca entre seu pênis e seus testículos, o fazendo ir ao delírio.

— Ah San, isso. — Disse puxando o ar entre os dentes.

San deslizou sua mão pela coxa de Juliano até chegar em suas nádegas, deslizou seus dedos já molhados pela saliva por entre as nádegas dele. Juliano o olha surpreso e San percebendo sorri para ele, alisando de forma suave com os dedos fazendo Juliano sentir um arrepio gostoso e a adrenalina do momento percorrer em suas veias. Juliano sabe que ali tem pontos que podiam o levar ao prazer, Já San, por já ter tido algumas experiencias, sabia como provocar tesão no homem deitado a sua frente.

San ajoelha na cama olhando Juliano com uma expressão travessa.

— Confia em mim? — Diz usando a mesma pergunta que Juliano lhe fez.

Juliano ri gostosamente olhando para San ajoelhado entre suas pernas.

— Usando as minhas palavras contra mim, San? — Observa Juliano, apoiando o corpo nos cotovelos.

— Um dia da caça outro do caçador.

 — Certo, eu confio, mas...

— Mas nada, fecha os olhos e curte. — San empurra Juliano com as mãos o fazendo deitar novamente.

San debruça sobre ele, pegando os óleos na mesa de cabeceira e achando um lubrificante no meio. Ele riu erguendo as sobrancelhas e Juliano sorriu um pouco nervoso. San, percebendo, o beijou suave nos lábios.

Ele deslizou a língua pelo peitoral forte, lambuzando seus dedos com o lubrificante, voltando a beijá-lo, o fazendo relaxar. Juliano retribuiu o beijo, ao mesmo tempo que San esticou o braço e deslizou suavemente dois dedos afundando em Juliano que suspirou apertou não só os olhos, mas contraiu sua entrada.

San sabia que devia ser um incômodo, mas que com o relaxamento e liberação do prazer poderia levar Juliano ao gozo. Mas como Juliano não estava confortável com essa situação ele se virou segurando sua ereção e deitou por cima de San o deixando de costas para ele.

Essa sensação disparou um gatilho terrível em San, que ficou em desespero ao sentir Juliano pincelar seu pau duro entre suas nádegas e quase invadir seu corpo.

— Vou colocar a camisinha.

San se manteve parado deitado de bruços na cama em choque, enquanto Juliano deslizava rapidamente a camisinha em seu membro.

— Você prefere usar gel lubrificante também? — Juliano olha para San e nota que tem algo de errado com ele.

— San, você está bem? — Ele balbucia algo que Juliano não conseguiu entender.

San fica ofegante e Juliano se deita ao seu lado. Preocupado por ter feito alguma coisa errada.

— San, San, me responde. — Juliano o trás para um abraço, mesmo sem entender nada.

Na cabeça de Juliano, San é um gay passivo e que seria normal ele comer San. Depois de alguns minutos ele se levanta e vai até o banheiro sentindo seu corpo tremer, mas ele sabia que não era apenas pelo sexo, das lembranças ruins que o deixaram nervoso, mas sim pela abstinência da droga. Ele que agora estava cheirando diariamente, sentia seu corpo pedir por ela, já que estava a muitas horas sem usar.

— Merda, não pode ser. — Resmunga com medo de

Juliano perceber.

— San, tudo bem mesmo?

San forçou um sorriso e foi até Juliano, não querendo estragar aquele momento por causa da abstinência e a crise de pânico. Ele apoiou as mãos no peito de Juliano e o olhou nos belos olhos azuis, pensando na desculpa perfeita para ir embora e acabar com aquela sensação.

— Eu preciso ir para casa, esqueci de dar comida para Kaleu.

Juliano percebeu que San estava mentindo, mas resolveu não argumentar, mas era inevitável não pensar no porquê de ele querer ir embora do nada, logo na hora do sexo. Será que não foi bom? Será que havia feito algo que chateou San?

— Tá bom, eu vou te levar. — Disse observando San no quarto em silêncio.

Eles     colocam          suas     roupas e          descem            para     o estacionamento, subiram na moto e Juliano sai levando San para casa, ambos calados por todo o caminho. Juliano sentia os braços em volta do seu corpo tremendo e se sentiu culpado por não ter nem ao menos pensado em pegar uma blusa de frio para San.

Baixar agora

Gostou dessa história? Baixe o APP para manter seu histórico de leitura
Baixar agora

Benefícios

Novos usuários que baixam o APP podem ler 10 capítulos gratuitamente

Receber
NovelToon
Um passo para um novo mundo!
Para mais, baixe o APP de MangaToon!