Juliano andava de um lado para outro, nervoso sem notícias de Vânia , que estava em atendimento. Nádia dormia á no hospital San, Juliano e Nádia esperavam notícias
no banco da sala de espera com a cabeça apoiada no
colo de San, que a achou uma garotinha tão fofa e simpática. Ela era muito parecida com o irmão. Cabelos loiros médios e os olhos bem azuis.
Uma enfermeira aparece e olha para os três.
— Parentes de Vânia Mendes Oliveira. — Chamou ela e Juliano foi até a enfermeira rapidamente.
— Oi, sou o filho dela.
— Me acompanhe por favor.
Juliano olha para San e San faz sinal para ele ir. Juliano a segue e eles entram em um quarto onde Vânia está sentada em uma maca tomando soro.
— Mãe, a senhora está melhor? — Pergunta preocupado, alisando os cabelos loiros de sua mãe.
— Sim filho. Vou ficar bem.
— Ela está com anemia e as vitaminas estão muito baixas. — O médico entra no quarto, parando ao lado de Juliano. — Estou receitando alguns suplementos e vitaminas para ela.
Juliano olha o médico e olha para Vânia torcendo a boca.
Você não está se alimentando né mãe.
— Eu tento filho.
— Não se preocupe, na receita tem um remédio que abrirá seu apetite. Você precisa comer muita verdura, legumes, frutas. Carnes, feijão, e fígado tem bastante ferro, você deve saber.
— Está ouvindo, né mãe.
— Sim. Pode deixar. — Ela diz baixinho, se dando por vencida.
— A senhora precisa se cuidar. Uma mulher tão jovem e bonita, com um sorriso tão belo não pode se descuidar da saúde assim.
Juliano percebe a forma que o médico fala e olha para Vânia. Não era possível que ele estava flertando com sua mãe na sua frente em pleno atendimento. Esse médico era totalmente sem ética. Vânia olhava o Dr. sorrindo tímida e Juliano via o rosto da mãe vermelho de vergonha.
— Peça ajuda a seu marido e seu filho, eles com certeza cuidaram muito bem de você.
— Ah, eu não tenho marido. — Ela responde olhando para o médico, que continua a olhar firme para ela.
— Entendo. Cuide dela então rapaz. — O Dr. entrega a receita para Juliano.
Ele tira do bolso um cartão, entregando-o para Vânia, que olha o cartão elegante em sua mão com o nome Dr. Martins e o telefone celular marcado no cartão.
— Pode me ligar a qualquer hora. Se sentir algo ou até se quiser conversar.
Vânia sorri e Juliano cruza os braços irritado com a situação.
— Bom, quando o soro acabar a enfermeira te libera para ir para casa. Não há necessidade de ficar aqui. Eu tenho que ir ver os outros pacientes. Espero que fique bem. Com licença.
Ele sai e Juliano resmunga baixo.
— Que cara de pau.
— Que foi filho?
— Esse Dr. abusado dando em cima da senhora na minha frente. Eu devia denunciar ele. — Fala irritado.
— Ah menino, para com isso. Ele só estava sendo gentil.
— Gentil, sei. Sou gentil assim quando quero pegar alguém. — Mas agora quero saber da senhora. — Ela sorri olhando para seu filho em pé ao seu lado.
— Quem é aquele rapaz bonito que trouxe a gente?
Juliano ruboriza e sorri olhando sua mãe.
É um amigo mãe. Lá da pizzaria.
Vânia observa o jeito do filho. Ela o conhecia como ninguém, para saber que tinha algo a mais do que ele estava falando.
— Eu te conheço muito bem pra saber que não é só isso. Vi como ele te olhava quando chegamos. Agora você é gay Juliano? — Vânia pergunta sem rodeios, não precisava disso com seu filho.
Juliano olha espantado para ela, sabia que não conseguia esconder nada de sua mãe. Esse era um dos motivos para morar sozinho e as vezes não a visitar para não levar os problemas que tinha com o pai. Fora que ela não podia descobrir o seu segredo.
— Não mãe, eu o conheci esses dias lá na pizzaria, o San é um bom amigo e sei lá.
— Entendi. Ele parece um bom rapaz. Ele é entregador também?
— Não, ele é o gerente.
— Hum, então já vi que é um rapaz responsável, pra ser gerente.
— É sim mãe. Seu soro acabou, vou chamar a enfermeira.
Juliano sai e procura uma enfermeira. Ele chama uma que estava passando e ela vai até o quarto com ele. Eles entram e ela tira o acesso de Vânia que desce da maca com a ajuda de Juliano.
Eles agradecem e saem indo para a sala de espera.
San mexia no celular e Nádia ainda dormia. Já eram quase cinco da manhã e o sol já estava quase nascendo.
— San. — Juliano o chama e San ergue a cabeça, vendo os dois à sua frente.
— Oi, a senhora está melhor? — Pergunta preocupado.
— Sim, só com muito sono. Obrigada por nos trazer aqui.
— Não precisa agradecer. Podemos ir? Preciso levar Kaleu pra passear e me arrumar para o trabalho.
Juliano caminha até ele e pega Nádia no colo, permitindo assim, que San se levante e eles saem indo para o carro no estacionamento do hospital.
San deixa Vânia e Nádia em casa e Juliano vai com ele para sua casa, pois precisava pegar sua moto.
Juliano olha para San dirigindo distraído e sorri.
— Obrigado San.
— Não precisa agradecer, Juliano. Amigos são para isso.
— Certo. Você deve estar cansado. Ainda vai trabalhar?
— Sim, mas tudo bem. Foi por uma boa causa. De qualquer forma acho que não íamos dormir mesmo. Tô errado?
Juliano ri e alisa a coxa de San por cima da calça jeans, fazendo ele o olhar surpreso com o gesto e sorrir. Não havia como negar que San estava gostando da forma como Juliano o tratava.
— Não. Não íamos dormir.
San boceja ao abrir a garagem e entrar com o carro. Eles descem e entram na casa de San, já sendo recebidos como sempre, por um Kaleu animado com a chegada de San. Ele carregava a coleira na boca e Juliano riu ao ver aquela cena.
— Tá zoando que ele pede pra passear te dando a coleira.
— Pois acredite. Susy ensinou isso a ele, quando eu acabo deixando a coleira em algum lugar baixo ele me traz.
San coloca a coleira em Kaleu e respira fundo. Ele estava realmente cansado, mas precisava encarar o dia que estava por vir. Juliano não deixou de perceber que ele mencionara um nome feminino, deduzindo que deveria ser sua irmã.
— Faz o seguinte, eu saio com ele e você pode tirar um cochilo. — Juliano oferece estendendo a mão para San lhe entregar a coleira.
San olha pensando na proposta de Juliano e resolve aceitar, pois estava realmente muito cansado.
— Eu vou aceitar.
San entrega a guia de Kaleu para Juliano e a chave do portão. Juliano sai com Kaleu e San corre tomar um banho. Ele sai do banho com a toalha enrolada na cintura e como sempre sai pingando pela casa. No quarto ele se enxuga e veste uma boxer preta, se largando na cama sem forças para colocar a roupa. Em poucos minutos ele pega no sono.
Após meia hora de passeio, Juliano volta e tira a guia de Kaleu a deixando sobre a mesinha próxima a porta. Ele percebe o silêncio na casa e deduz que San está dormindo. Ele olha em volta e escuta um barulho vindo da cozinha.
— Mas que barulho é esse? — Juliano entra na cozinha e vê Kaleu batendo a pata no potinho vazio de ração. Ele não consegue não rir com a cena. — Você é um cachorro muito esperto né.
Ao lado do potinho havia um pote grande, onde Juliano percebeu ter a ração do Kaleu. Ele abriu o pote e viu dentro a ração e um copo medidor.
— E agora? Um ou dois desse? — Ele pegou o copinho medidor e colocou apenas um no pote de ração. Mas percebeu que era pouco e colocou mais dois. — Deve ser isso.
Ele deixou Kaleu comendo e andou pela casa procurando por San.
Ele entrou em um quarto, mas San não estava lá. Entrou então em outro quarto e viu San largado de bruços na cama. Ele mordeu a boca com a visão. San tinha as costas definidas mesmo não treinando. Juliano reparou na bunda de San. Era redondinha e empinadinha. Ele se imaginou enterrando em San, apertando aquela bunda e falando besteiras.
Ele sorriu com seus próprios pensamentos e resolveu ir preparar algo para eles comerem. Estava faminto e San também devia comer antes de ir trabalhar.
Juliano olha a geladeira e pega algumas coisas. Ele faz ovos mexidos e com o pão de forma faz torrada na air-fryer. Ele procura o café, mas não acha em lugar algum, apenas encontra sucos de pozinho e vários sabores de chá.
Ele então faz um suco de laranja e arruma tudo em uma assadeira grande, pois não havia achado uma bandeja.
Ele leva a bandeja improvisada para o quarto de San e apoia na mesinha de cabeceira. Em seguida deita ao lado de San e começa a acariciar suas costas levemente enquanto vai dando beijos no rosto dele. No carro San havia dito que horas saía para o trabalho e Juliano julgou que ele já deveria acordá-lo
San se mexe sentindo o toque e os beijos de Juliano, ele abre os olhos vendo-o em sua cama.
— Nu, que jeito mais gostoso de ser acordado.
— Posso fazer isso mais vezes se quiser. — Prometeu Juliano.
— Eu é que não sou doido pra recusar. — Sorriu ao dizer e viu o loiro retribuir o sorriso.
— Vou pensar sobre isso.
— Que cheiro bom é esse?
— Fiz umas coisas para a gente comer. — Responde se levantando e pegando a assadeira, a pousando entre eles na cama, fazendo San olhar com água na boca.
— Nossa que delícia.
San pega a torrada e morde, estava com fome e também em cima da hora de ir trabalhar. Juliano o acompanha e come.
Após comerem San dá um selinho em Juliano como agradecimento, este sorri e leva a bandeja pra cozinha. San estava se sentindo um bagaço, ele espia pela porta e a fecha. Ele mexe debaixo do colchão e pega um pino. Ele faz uma carreira sobre a mesinha de cabeceira e cheira o pó a fim de se manter firme durante o dia.
Após usar a droga ele limpa tudo e se veste rapidamente. Ele sente um êxtase gostoso e a euforia tomar conta do seu corpo. Em poucos minutos já se sentia disposto mesmo com a cabeça um pouco aérea.
Após se vestir, ele sai do quarto e Juliano está sentado no sofá brincando com Kaleu.
— Vamos?
Juliano se levanta e eles saem para a garagem. San encosta no carro e olha Juliano pegando o capacete. Ele estava em cima da hora, mas não podia sair sem beijar aquela beldade.
— Ju, vem aqui um pouquinho.
Juliano deixa novamente o capacete na moto e vai até San.
— Não vai me dar um beijo?
Juliano sorri e encosta seu corpo no de San o prendendo entre ele e o carro. Eles se beijam e San alisa as costas de Juliano por baixo da camiseta, tateando aquela pele quente em suas mãos. Juliano cola mais seu corpo no de San que suspira quando Juliano beija seu pescoço.
— Desse jeito não quero ir trabalhar. — Resmunga San.
San puxa o rosto de Juliano beijando sua boca novamente. Eles encerram o beijo com Juliano puxando os lábios de San e dando um selinho.
— Agora posso ir trabalhar, mesmo não querendo. — Diz ele com cara de brincalhão, fazendo Juliano rir, uma risada gostosa e contagiante.
—Se cuida San. Até mais tarde.
— Bom descanso
— Quem dera.
San não escuta Juliano dizer “Quem dera”, pois ele disse baixinho. Juliano sobe na moto e coloca o capacete. San coloca o cinto e eles saem da garagem cada um indo por um lado da rua.
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Atualizado até capítulo 29
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