Um carinho diferente

San abre o portão de sua casa com o controle e entra com o carro. Ele espera Juliano entrar com a moto, fechando o portão em seguida. Ele sai do carro e vai

até Juliano que tirava o capacete.

— Gosta de cachorro? — San pergunta com receio.

— Sim, você tem um?

— Tenho, o Kaleu. Ele é manso, não se preocupe.

San abre a porta da sala e Kaleu pula nele todo feliz. San faz festa com ele enquanto entra em casa com Juliano a suas costas, ele fecha a porta ao passar, olhando San e o Cocker marrom brincando um com o outro.

— Pode deixar aberta. Ele vai para o quintal um pouco. Sempre deixo quando chego.

Juliano abriu a porta novamente e San largou a chave do carro no sofá, vendo Kaleu ir para fora.

— Fica à vontade, vou lavar a mão e já venho.

San entrou no banheiro e Juliano ficou observando a casa. Era uma casa não muito grande, mas muito bem planejada. Os móveis pareciam ser novos e bem conservados, o sofá era preto e parecia confortável.

Juliano viu San sair do banheiro e ficou meio sem jeito, sem saber muito o que falar ou fazer. Se fosse em outra situação, com uma mulher por exemplo, ele já estaria naquele sofá a comendo em todas as posições possíveis, mas estar ali com San, era diferente e ele não sabia se rolaria algo além de alguns beijos. Mesmo sendo um homem superaberto a novas situações, ainda assim, não era fácil, não era algo comum para ele.

San foi até Juliano e pegou sua mão, o guiando em direção ao sofá.

— Vem, vamos sentar.

Eles foram até o sofá e San ligou a tv colocando em um canal qualquer, só para ter algum barulho no ambiente. Ele olhou para Juliano, que estava quieto olhando a tv, mas Juliano estava na verdade olhando a coleção de Superman que San tem na prateleira da sala.

— Quer beber alguma coisa? — Ofereceu ele, olhando para seu convidado.

— Não, tô de boa. Gosta mesmo do Superman né. Por isso o nome do cachorro é Kaleu?

— Exatamente.

— Legal, assim fica fácil te dar presente. — Constatou ele e olhou para San, que sorria parecendo surpreso.

— Está pensando em me dar presentes é?

Juliano coça a parte detrás da cabeça sorrindo e mordendo a boca.

— Não sei. Quem sabe o dia de amanhã.

— Não me ilude. — San pede, adorando a ideia de ganhar mimos do loiro.

— Nunca.

San sorri e direciona seu olhar para os olhos de Juliano, que parecia agora um azul mais escuro. Ele desce o olhar pra boca de Juliano que permanece sorrindo.

— Vai ficar me olhando? Assim eu fico tímido.

— Você tímido? Essa eu duvido.

— É ué. — Juliano dá um sorriso de lado e San se desmancha vendo isso. Ele ficava mais lindo e sexy sorrindo desse jeito.

— Juliano, você nunca ficou com nenhum homem antes?

San parecia sério e pensativo, precisava saber disso antes de tomar alguma atitude que fosse levar eles a algo mais ou até algo menos.

 Juliano olhou, o analisando antes de responder. Ele entrelaçou seus dedos nos dedos de San e alisava sua mão com o polegar, bem suavemente. Isso fez San sentir um leve arrepio, subir de sua mão, passando pelo braço.

— Depende.

— Como depende? Sim ou não?

Juliano continuava o carinho e olhava para a boca de San, sentindo uma imensa vontade de acabar com aquele assunto. Ele nunca havia beijado um homem, e achou o beijo de San gostoso, desejava mais, mas percebia que San queria realmente uma resposta para aquele depende.

— Já fiz sexo com um casal uma vez. — Despejou logo a resposta para cima de San, sabendo que viriam mais perguntas com essa revelação.

San olhava para Juliano sentindo o homem a sua frente subir os dedos da outra mão suavemente pelo seu braço o fazendo arrepiar um pouco mais. San sentiu vontade de agarrá-lo, mas se conteve, estava percebendo que Juliano parecia querer distraí-lo, porém, ele não ia cair nessa.

— Mas vocês se pegaram, tipo você e os dois, ou os dois pegaram ela igual nos filmes? — Externou sua curiosidade.

Juliano riu enquanto descia os dedos no braço de San, ainda bem suavemente. San sentia seu corpo arrepiando ainda mais. Era um carinho suave e estava o relaxando, mas ao mesmo tempo, estava o incendiando aos poucos.

— Isso, foi tipo nos filmes. Eu peguei ela e ele. Mas não rolou beijo entre eles e eu. Apenas sexo — Disse naturalmente, como se falace do tempo lá fora.

Juliano continuava a subir e desces a mão pelo braço de San e ainda alisava a mão dele com o polegar da outra mão. Percebendo que o rapaz parecia pensar sobre aquilo tudo que estava ouvindo.

— Uau, mas pera. — San parou pensando na pergunta que iria fazer.

Juliano desceu a mão pelo braço ainda mais devagar. Aquilo estava começando a desconcentrar San ainda mais.

— E ele... Ele te viu pegar a mulher dele, como assim?

— Vou ser mais claro, ok? Eu a comi enquanto ele também a comia e depois ela me viu comer ele.

San arregalou os olhos surpreso e sua boca ficou entreaberta, ele estava chocado com tal confissão. Quando ia comentar algo Juliano deslizou sua mão levemente pelo ombro de San chegando até o pescoço. San soltou um suspiro e sentiu seu corpo se contorcer pro lado.

—  Sem mais perguntas? — Falou baixo, encarando San nos olhos.

San piscou tentando se concentrar. Aquele toque em sua pele o deixava distraído de seus pensamentos.

— Eu não entendo. Você é hetero? Mas digamos que você fez isso. Eu tô confuso.

Juliano voltou a descer os dedos pelo braço de San.

— Às vezes a gente precisa se deixar levar, San. — Respondeu e San logo entendeu que além de aquilo ser uma resposta, também se qualificava como uma ótima indireta.

Juliano agora foi mais ousado, percorrendo a sua mão por dentro da camisa de San, alisando sua barriga. San não sabia dizer que horas ele tinha chego ali. Mas era gostoso o frio na barriga que isso lhe causava.

— Você está me provocando. Não brinque com fogo.

Juliano não respondeu, apenas ficou olhando San, enquanto seus dedos da outra mão subiam novamente pelo braço dele de forma bem leve, passando pelo ombro e deslizando pelo pescoço. San fechou os olhos, não sabia o que Juliano queria com aquilo, mas ele estava ficando ofegante e seu corpo pedia por mais daquele toque.

San abriu os olhos e encarou Juliano. Ele subiu sua mão, acariciando o rosto de Juliano. Juliano, porém, não parou seu toque suave que agora com a aproximação de San deslizava pelo cangote dele.

Quando San ia beijar Juliano ele desviou sua boca da dele e San olhou tentando entender. Juliano então passou seus lábios no dele enquanto alisava bem suave o cangote de San que ficou ali sentindo aquela sensação com seus olhos fechados.

Se Juliano queria provocá-lo, que fizesse, só que depois não se responsabilizaria por seus atos. Juliano então iniciou o beijo, puxando o lábio inferior de San, que retribuiu levando suas mãos uma a nuca dele e outra pousando na coxa de Juliano, da qual ele apertou, demonstrando que o jogo estava ficando perigoso. As mãos de Juliano ainda percorriam suave pelo peito e nuca de San que sentia aquela sensação gostosa de seu corpo arrepiando, junto com a excitação que ia subindo cada vez mais.

Suas línguas deslizavam uma na outra e o beijo se tornou um pouco mais urgente. San inclinou seu corpo sobre o corpo de Juliano que sorriu durante o beijo.

San foi deitando Juliano no sofá ficando por cima dele e sentiu as mãos de Juliano passearem por baixo da sua camiseta, chegando com os dedos em suas costas. Como aquilo podia ser tão bom? San já sentia seu pau latejando de desejo.

Juliano parecía saber exatamente como provocar San. Ele desceu seus dedos pelas costas de San fazendo um pouco mais de pressão agora. Ele sentia o corpo de San colado no dele e mexeu seu corpo sentindo seus corpos quentes roçando um no outro. San parou o beijo e desceu sua boca para o pescoço de Juliano beijando e dando leves chupões.

— Não San. Marcas não, por favor.

San ouviu e suavizou as chupadas no pescoço, sentindo Juliano se mexendo embaixo dele, fazendo com que suas ereções se tocassem. Aquilo estava gostoso para Juliano, que sentia seu desejo por San ir crescendo cada vez mais.

 San volta a beijá-lo com urgência, com fogo. Ele se afasta um pouco tirando sua camiseta. Ele queria Juliano e queria agora, não se importava com o depois, ele já sabia que Juliano já havia tido uma experiencia como aquela, então deixaria as coisas bem quentes por ali.

Juliano o vê sem camisa e alisa seu peitoral, passando os dedos levemente, era liso, sem pelos e isso o agradou muito. San ia deitando sobre ele novamente, mas Juliano o impediu, agarrando com as mãos em seu quadril e se sentando. Eles ficaram se encarando por um momento, seus olhares exalando desejo luxúria, fogo. Suas respirações fortes se encontrando. A tensão entre eles era enorme.

Juliano continua passando seus dedos pelo peitoral de San, deslizando pelos mamilos dele, fazendo San arrepiar e soltar um gemido leve que surpreendeu até mesmo San, que nunca havia sido tocado ali e daquela forma era suave, prazeroso e muito excitante.

San se aproxima para beijá-lo, mas Juliano foge novamente, mantendo o olhar fixo em San, o provocando ainda mais. Juliano desliza os dedos desde o pescoço de San, passando entre os mamilos e deslizando pela barriga, ele para próximo ao cós da calça, e San se contorce deduzindo que ele descerá mais, mas Juliano para e desliza as mãos pela cintura de San indo até as costas. San suspira um pouco frustrado e fala baixinho.

— Que sacanagem. Assim você me tortura. — Sua voz já estava ofegante e isso transparecia na forma que seu peitoral se movia forte e rápido.

Juliano sorri, estava gostando de jogar com San, ele gostava de ver as mulheres implorando por mais, implorando por sentir tesão e com San, estava sendo demasiado satisfatório, ver como ele já estava em suas mãos.

— Xiu. Apenas curte.

Juliano segura San e com um impulso o deita no sofá, fazendo San o olhar e ver Juliano mordendo a boca, de uma forma sexy e um olhar selvagem. San naquele momento percebeu que estava fodidamente perdido, estava nas mãos daquele homem, a sua mercê, poderia fazer qualquer coisa que ele mandasse, contanto que aquilo não parasse.

Juliano pegou o controle e desligou a televisão, ele vê Kaleu deitado no tapete dormindo e volta sua atenção para San, que o observa.

Confia em mim, San? — Disse de forma firme, que

soou tão sexy.

Ouvir seu nome saindo na voz grossa de Juliano, como se a palavra San fosse cantada, fez ele se revirar por dentro. Quanto ele desejou isso desde que o viu ela primeira vez na pizzaria.

— Sim

— Então fecha os olhos. — Ordenou o encarando.

San fecha os olhos e Juliano fica o observando por uns vinte          segundos, apreciando      o          momento        e          criando propositalmente, expectativa em San.

Quando percebeu que San ia abrir os olhos não aguentando a curiosidade ele leva suas mãos no rosto de San, que sente as mãos quentes de Juliano o tocarem em sua face. Era um carinho suave e diferente

Juliano estava gostando de descobrir onde San sentia prazer em ser tocado. Ele estava se descobrindo ali também. Nunca havia se sentido atraído por homens antes. E explorar a sensação de tocá-lo estava sendo muito prazeroso e diferente.

A cada parte que ele tocava no corpo de San, ele reagia de uma forma diferente, revelando seus pontos fracos e tirando um sorriso de satisfação de Juliano.

Juliano se inclinou e passou a língua pelo pescoço de San, ele foi descendo vagando pelo peitoral de San que suspirou e apertou as coxas de Juliano, que passou a língua nos mamilos de San que sem perceber soltou um gemido baixo e seu corpo involuntariamente se contorceu.

San estava ofegante e desejava mais daquele toque, daquela boca. San queria tomá-lo por inteiro, nunca imaginou que sentiria prazer em áreas como aquelas.

Juliano foi descendo e suas mãos foram abrindo o botão e o zíper da calça de San, que engoliu seco ainda de olhos fechados ansiando por mais e passando a língua pelos lábios já secos pela excitação.

Juliano de repente para e pega o celular que vibrava em seu bolso. Ele olhou a tela e viu que sua irmã ligava. Seu corpo gelou na hora. Uma ligação àquela hora da madrugada não podia ser coisa boa.

— Oi Nádia.

San abre os olhos ao ouvir Juliano falar e o vê ao telefone, quieto ouvindo a outra pessoa na linha.

— Tá eu já chego aí. — Ele responde e desliga a ligação, levantando e olhando com pesar e preocupação para San. —  Desculpa. Minha mãe não está bem, eu preciso ir.

San se levanta rapidamente fechando o zíper da calça e veste sua camiseta que estava no tapete.

— Ok, mas fica calmo. Você parece nervoso. Ela está no hospital? — Perguntou preocupado.

— Não ela está em casa.

— Ela tem carro? Vai levar ela no hospital?

— Não, lá eu peço um táxi. — Disse indo para a porta da sala, que permanecia aberta.

De forma alguma. Vamos eu levo vocês. — San olhou

em volta procurando a chave do carro, que como sempre, estaria jogada em algum lugar da casa.

— Droga, não sei onde coloquei a chave.

— Tá no sofá. — Juliano apontou pro outro sofá menor.

San olha para o sofá e pega a chave, agradecendo e eles saem. Fechando a porta e deixando Kaleu para dentro. San entra no carro e eles saem com Juliano explicando o caminho. A casa da mãe de Juliano não era longe dali, por sorte, era no bairro ao lado. O que San achou uma super coincidência.

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