Caos

Após o dia de trabalho, Juliano estava arrumando sua mesa antes de ir embora, por ser metódico, odiava bagunça, e quando chegou, sua mesa estava um caos. Assim que finalmente fechou seu notebook, seu celular tocou, ele atendeu já se levantando.

Juliano: Boa tarde Dr. Ricardo.

Dr. Ricardo: Boa tarde Juliano, Tudo bom? Falei com o seu pai agora e ele me pediu para passar os assuntos para você.

Juliano: Sim, tudo indo, pode passar.

Dr. Ricardo: Te mandei por e-mail a cópia de um processo contra seu pai e tem as autorizações que me pediu de Nova York que estavam faltando.

Juliano: Ok, vou ver isso. Mais alguma coisa Dr.?

Dr. Ricardo: Sim, foi marcada a data do seu depoimento, para depois de amanhã as quinze da tarde.

Ao ouvir o que seu advogado disse, ele sentou novamente, sentindo o gelo em seu corpo, ele teria que falar sobre aquilo, não tinha como evitar.

Juliano: Ok, te encontro lá?

Dr. Ricardo: Sim, o endereço está também em seu e-mail.

Juliano: Ok, obrigado Dr.

Eles finalizaram a ligação e Juliano ficou ainda um tempo ali, pensativo, ele não queria falar sobre aquilo, não queria reviver tudo o que passou, mas se não falasse correria o risco dos homens que o machucaram tanto fossem soltos, então ele teria que ser forte, mais do que já estava sendo e encarar de frente aquela situação.

Quando chegou em casa, tudo estava um caos, Luan continuava chorão e a febre persistia, Hanna também apresentava os mesmos sintomas de Luan e estava amoada no sofá, ainda com o uniforme da escola, os gêmeos estavam nos carrinhos, Max chorava e Sarah apenas olhava para tudo curiosa.

Suzy veio da cozinha com as mamadeiras na mão.

Juliano: Cadê sua mãe amor?

Suzy: Meu pai passou mal, ela foi com ele no medico.

Ele viu Luan andar até ele e o pegou no colo, vendo Suzy entregar a mamadeira para ele, mas ele a jogou no chão.

Juliano: Luan, não não, não pode jogar no chão filho.

Ele abaixou e pegou a mamadeira e Luan com a bronca leve que tomou voltou a chorar.

Juliano: Porque não me ligou amor?

Suzy sentou no sofá nítidamente cansada, as olheiras profundas pela falta de descanso.

Suzy: Não deu tempo.

Juliano: Vamos levar eles no médico.

Juliano disse e saiu indo para o quarto, preparar a bolsa com as coisas para dos bebês e pegando os documentos. Ele vestiu a blusa em Luan e pegou as blusas de Hanna e dos gêmeos, foi até a sala e viu Suzy passar as mãos nos cabelos, os ajeitando e prendendo em um rabo de cavalo, ele nunca tinha visto ela tão detonada.

Eles voltaram do hospital tarde da noite, Juliano colocou os gêmeos no carrinho, pegou Hanna no colo e Suzy levou Luan.

Todos dormiam e aquele silêncio era para Juliano e Suzy um dos bens mais preciosos no momento.

Depois de colocar todos na cama, Juliano e Suzy foram para o banho, eles não tinham pique para nada, mas ele sentiu que precisava dar um pouco de carinho para ela, com o ritmo que estavam, eles não estavam tendo tempo de olhar um para o outro como casal.

Juliano lavou os cabelos de Suzy, que apenas fechou os olhos sentindo e se permitindo relaxar. Após o banho ela foi para a cama, mas Juliano foi para o escritório. Mesmo tarde, ele estava sem sono, apenas cansado.

Ao abrir o e-mail que o Dr. Ricardo lhe enviou, Luan acordou chorando, ele fechou o notebook e correu para o quarto, pois Luan poderia acabar acordando os gêmeos e o caos voltaria.

Assim que tirou Luan do quarto, ele passou mal, vomitando e sujando tanto ele mesmo quando Juliano, que respirou fundo e foi com ele para o banheiro da suíte, onde juntos tomaram banho.

Após o banho, Juliano insistiu em dar a mamadeira para ele, que finalmente a tomou inteira assistindo desenho na tv, enquanto Juliano limpava o chão vomitado no corredor.

Após limpar tudo, Juliano deitou no sofá com Luan e viu seu filho deitar o corpinho em seu peito, levando a chupeta na boca. Os dois adormeceram juntos e quando Suzy levantou para ir ao banheiro, sentiu falta de Juliano na cama, quando foi atrás dele, viu os dois ali e sorriu, decidindo não acordá-los, ela apenas pegou a coberta no quarto, os cobriu e desligou a televisão antes de voltar para a cama.

No dia seguinte Juliano não foi para a empresa, Cláudio estava realmente doente e Teresa não pôde ir para ajudar Suzy, com Hanna e Luan doentes, Juliano não podia deixar Suzy sozinha. Era dia de visita na clínica onde San estava internado, mas eles não conseguiram ir visitá-lo.

Juliano aproveitava o pouco tempo de calmaria para correr até o escritório do apartamento e tentar trabalhar.

Seu celular não parava e ele já estava meio irritado com tudo aquilo, pensando em contratar uma Babá para ajudar Suzy, pois ele não queria sobrecarrega-la.

No meio da tarde, enquanto ele ajudava Suzy com as trocas de fralda dos bebês, seu celular tocou novamente e ele atendeu deixando no viva voz.

Dr. Ricardo: Oi Juliano, tudo bom? Conseguiu ver os e-mail que mandei?

Juliano: Putz Ricardo, eu até abri, mas na correria acho que fechei e esqueci de olhar de novo, pode me adiantar o assunto do processo?

Dr. Ricardo: Claro, o Breno está processando seu pai, ele quer a parte dele de direito na empresa.

Juliano que vestia o macacão de Max parou olhando para a tela do celular.

Juliano: O Breno? Não to acreditando nisso.

Ele e o advogado falaram mais um pouco, também sobre outros assuntos e encerraram a ligação.

Suzy: Quem é esse Breno Ju? Quer a parte dele? Como assim?

Juliano: Lembra que comentei sobre um garoto que suspeito ser meu filho?

Suzy: Sim, nossa. E agora?

Juliano: Agora eu preciso ver isso direito.

Após colocar os gêmeos e Luan para dormir o sono da tarde, Juliano sentou no sofa e pensou sobre o que faria.

No dia seguinte bem cedo, Vânia chegou para ajudar eles com as crianças. Juliano aproveitou que ela estava lá e resolveu ir para a empresa, precisava falar com o advogado sobre seu depoimento e sobre o processo.

Antes de sair, ele foi para o quarto e pegou dentro de uma mala no alto do closset sua arma e a guardou escondida em seu corpo, se despediu de todos e saiu.

Mas no caminho, ele resolveu ir a até a casa de Andressa, mãe de Breno, queria entender porque depois de negar tanto que Breno não era seu filho, ela agora queria os direitos dele, ele encostou o carro na frente da casa e viu o carro dos seguranças para logo atrás, respirou fundo e desceu do carro, indo até o portão, onde gritou por Andressa e aguardou.

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Expedita Oliveira

Expedita Oliveira

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2023-11-07

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Deise diva

Deise diva

gente pq eles não contratam uma pessoa?

2023-07-13

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Jessica Araujo

Jessica Araujo

ofícios da maternidade e paternidade que tudo fique bem

2023-07-13

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