Melissa foi pega de surpresa com aquele beijo arrebatador, cheio de sofreguidão. Suas pernas bambearam. Nunca tinha experimentado algo tão intenso.
Henrique a envolveu mais em seu corpo e a conduziu até ao muro próximo à calçada e começou a deslizar as mãos sobre as curvas do corpo dela, sequioso.
Mel já estava quase sem fôlego. Henrique desceu a boca para curva do seu pescoço.
— Henrique... — Ela falou o nome dele quase como um gemido. Estava desejosa dele também, mas não sabia muito como reagir. — Estamos na rua, tem
gente olhando!
Ele a ignorou e voltou a beijar sua boca com um beijo avassalador. Mel apenas fechou os olhos e deixou se levar. Em meio a sua excitação, Henrique balbuciou:
— Te quero... Marcela!
Ao ouvir a frase, Mel abriu os olhos e se esquivou. Henrique parou o beijo e abaixou a cabeça envergonhado, soltou o ar pela boca e fechou os olhos desanimado. Ciente da besteira que tinha acabado de fazer, tentou se explicar, mas ao abrir a boca apenas disse:
— Desculpa! — Foi a única palavra que saiu.
Ele escorou o antebraço esquerdo no muro, enquanto com a mão direita tentava fazer Mel olhar para ele, mas ela seguia olhando para o chão.
— Eu entendi. — Falou ela o empurrando e passando por ele, indo em direção ao carro. — Obrigada por responder.
— Entendeu o quê? — Perguntou ele a seguindo.
— É muito óbvio! Você tem raiva de mim porque eu não sou ela!
Henrique estalou a língua chateado.
— Não é nada disso! Eu só me equivoquei! São nomes parecidos!
Mel parou diante da porta do carro com a mão na maçaneta e olhando para ele com um olhar triste, falou:
— Está tudo bem Henrique. Eu te entendo. Eu sei que você ainda é apaixonado por ela. É tudo muito recente. Não precisa se envergonhar disso, muito menos esconder. O que me deixa confusa é você achar que tudo isso é culpa minha e descontar a sua raiva em mim!
— Melissa!
Mel entrou no carro e Henrique também.
— Eu não tenho raiva de você! De onde tirou isso?
— Não é o que parece — Reclamou ela. — Eu tenho feito de tudo pra te agradar... Não tem sido fácil, mas parece que você carimbou na minha testa uma
pecha de pessoa desprezível e não importa o que eu faça, você só espera o pior... Tudo isso é uma perda de tempo!
— O que quer dizer com isso?
Ela tirou um lencinho de sua bolsa e enxugava os resquícios das lágrimas do seu rosto, se preparando para controlar um novo possível choro.
— Isso não vai dar certo, Henrique!
Henrique massageou a testa com a ponta dos dedos como se isso o induzisse a pensar e falou compassadamente:
— Se você está falando em separação, nós já conversamos sobre isso. Eu não vou te dar o divórcio!
— Mas Henrique...
— Já disse que não! — Gritou ele. E percebendo que ela tinha se assustado, abrandou-se.— Eu não posso. Pelo menos não agora.
Henrique suspirou e ligou o carro.
— Olha, desculpa! — Continuou ele — Desculpa pelo beijo também! Eu não devia... Não sei o que deu em mim. Esquece o que aconteceu aqui hoje... Enfim, melhor irmos.
Ele deu a partida e os dois permaneceram calados. Melissa olhava em direção à sua janela pensando na confusão em que a sua vida tinha se transformado. Henrique tentava entender por que a mensagem daquele cara despertou tanta fúria nele. Estava com ciúmes. Ele não tinha dúvidas. Estava com ciúmes de Melissa e não conseguia entender porque. Talvez porque a tivesse como sua propriedade. E agora ainda tinha que lidar com a lembrança daquele beijo. Ainda estava com o sabor dela em sua na língua. Olhou de soslaio para conferir como ela estava. Mel continuava calada e cabisbaixa. Henrique limpou a
garganta prenunciando que iria começar a falar.
— A propósito, você se saiu muito bem essa noite e acredito que se sairá bem no evento da semana que vem. Será o lançamento da revista Atitude desse mês. É uma revista muito importante, sobre empreendedorismo. É bom que participemos.
Mel seguia calada. Assim que chegaram em casa, Mel disse boa noite e se dirigiu ao seu quarto.
— Melissa! — Bradou Henrique fazendo-a parar— Vai ficar nessa de não conversar?
Ela o olhou confusa.
— Acabei de dizer boa noite!
Henrique cruzou os braços na frente do peito e disse:
— Mas está me evitando durante todo percurso. Não gosto disso!
— Só estou com dor de cabeça. Preciso dormir.
Ele a olhou impaciente e tentou não falar mais nada, mas não conseguiu.
— Espera!
— Sim, Henrique!
— Quem é esse tal de Romeu? — Ele precisava tocar no assunto ou não dormiria aquela noite.
Mel olhou para ele amolecida pelo estresse, o cansaço e a dor de cabeça e respondeu entre um suspiro:
— Já disse que não é ninguém!
Henrique estava desconfiado. Ele estreitou a distância entre eles e falou:
— Não insulte a minha inteligência! Essa sua carinha inocente não me engana!
Ela o olhou desafiadora.
— O que você quer que eu diga, hã? Qual resposta vai te agradar?
— A verdade.
Mel empinou o nariz tentando controlar a respiração e respondeu com voz trêmula:
— Então tá! O Romeu é um cliente! Um cliente frequente! O meu favorito, já que você quer a verdade!
Henrique trancou os dentes e fechou os olhos tentando conter a raiva. Colocou um sorriso nervoso na cara, enquanto ouvia o que ela ainda estava dizendo.
— Ele é musculoso, tatuado... É muito bonito! Um gato! Ah, e muito competente, se é que me entende! Satisfeito?
Henrique balançou a cabeça positivamente e falou:
— Ok. Muito bem! Obrigado pela honestidade!
— De nada! — Respondeu ela virando-se para sair.
Ele a puxou pelo braço e aproximou seus rostos. Passeou o olhar por cada canto do rosto dela e ordenou:
— Eu quero que você bloqueie todos os contatinhos dos seus clientes do celular e delete todos eles da sua lista.
— O quê?
— Aliás, vou fazer melhor. Me dê o celular!
— Não!
— Me dê o seu celular, Melissa!
— Por quê? — Ela estava indignada.
— Me dê o celular, agora! — Gritou ele nervoso.
Ele estendeu a mão livre para que ela lhe passasse o aparelho. Mel com uma cara emburrada como uma criança contrariada, pegou o celular da bolsa e
depositou na mão dele. Ele apertou os lábios satisfeito e colocou o aparelho no bolso da sua camisa.
— Está confiscado até segunda ordem!
— Isso não é justo! Eu preciso do meu celular!
— E eu preciso evitar que você me envergonhe! Você é uma mulher casada, precisa se comportar como tal! Se você precisar de dinheiro, não precisa
recorrer a isso. Eu vou deixar um cartão ilimitado com você pra comprar o que quiser. E se precisar da outra coisa, — Ele a agarrou colando seu corpo ao dele — Eu estarei bem aqui, prontinho pra você e garanto que depois de mim, nem vai se lembrar desse tal de Romeu. Mas primeiro quero que se limpe, porque eu não estou afim de sentir o cheiro dos outros caras! Eu quero ser o único, entendeu?
Mel olhou para ele com muita raiva e o empurrou.
— Me solta! Eu não quero nada de você! Nada! Não quero seu dinheiro, muito menos seu...— Ela o olhou dos pés à cabeça com repugnância — Muito menos
o seu corpo! Eu quero o divórcio!
— Nunca!
Ela apontou o dedo indicador para ele e falou confiante
— Eu vou conseguir os duzentos mil e você vai sim me dar o divórcio!
Tendo dito isso, retirou-se para o seu quarto.
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Atualizado até capítulo 76
Comments
Hanna
isso é bom. pra tonta da Melissa que acabou de ser chamada de piranha cair na real... o cara vive humilhando e ela responde os beijos dele dessa forma
2025-04-01
0
Hanna
pronto. já que é pra ficar com ciúmes, vamos dar motivos kkkkkkkkk
2025-04-01
0
Ana Lúcia
você não tinha cem imagina duzentos amenos que peça para o agiota kkk
2024-10-18
0