5 Capítulo (Corrigido)

✨Cecília Narrando ✨

Sou Cecília Simon, uma pessoa bem reservada. Eu realmente odeio lugares cheios e, por isso, sempre prefiro ficar em casa a ir a festas ou baladas. Eu saio bem cedo para trabalhar na cafeteria Coffee Time, onde trabalho das 05h às 20h. Eu implorei muito ao meu chefe para conseguir esse turno, pois preciso do dinheiro. As outras meninas que trabalham lá, que são mais novas que eu, ainda estão na faculdade e acabam saindo mais cedo. Então, muitas vezes fico até as 00h, junto com minha melhor amiga, Ema. Nos conhecemos aqui mesmo na cafeteria, e desde aquele dia somos inseparáveis. Minha mãe já considera a Ema como uma segunda filha.

Atualmente, moro com minha mãe, Joana, em uma casa bem humilde, localizada em um bairro perigoso. Ela está doente e, apesar de já ter ido ao médico, ele disse que era só um resfriado, mas não estou muito tranquila com essa explicação. Eu tento, ao máximo, conseguir outro emprego para os fins de semana, já que só trabalho de segunda a sexta, para poder comprar os remédios caros que ela precisa. O dinheiro está apertado, e eu não sei o que faria sem a Ema ao meu lado para me apoiar.

...Cecília👇🏻...

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Eu chego na cafeteria e já vejo todos em seus lugares. Aqui pela manhã, são 10 funcionários, e tudo parece estar em ordem. Vou até o local onde guardamos nossas coisas, coloco minha bolsa e logo visto o uniforme. Depois, sigo até o caixa para começar o meu turno. O ambiente da cafeteria sempre tem aquele cheirinho agradável de café, e, apesar de ser bem cedo, a movimentação já começa a crescer aos poucos. A Ema está na outra ponta do balcão, preparando alguns pedidos, e me manda um sorriso discreto, que logo retribuo. Ela sempre foi uma boa amiga e me dá forças, mesmo nos dias mais difíceis.

Uniforme👇🏻

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Eu chego na cafeteria e já vejo todos em seus lugares. Aqui pela manhã, são 10 funcionários, e tudo parece estar em ordem. Vou até o local onde guardamos nossas coisas, coloco minha bolsa e logo visto o uniforme. Depois, sigo até o caixa para começar o meu turno. O ambiente da cafeteria sempre tem aquele cheirinho agradável de café, e, apesar de ser bem cedo, a movimentação já começa a crescer aos poucos. A Ema está na outra ponta do balcão, preparando alguns pedidos, e me manda um sorriso discreto, que logo retribuo. Ela sempre foi uma boa amiga e me dá forças, mesmo nos dias mais difíceis.

Enquanto arrumava o balcão, o Breno veio da cozinha e falou:

Breno: Bom dia, Cecília, o que você acha de jantar mais à noite?

Cecília: Bom dia, Breno. Hoje não vai dar, tenho que ficar até mais tarde aqui na cafeteria.

Breno sempre deu em cima de mim, mas eu nunca quis nada mais que amizade, pois ele é de várias. Ele é um dos entregadores da cafeteria.

Breno: Então, no fim de semana, tá bom para você?

Cecília: Também não vai dar. Tenho que cuidar da minha mãe.

Breno: Então tá, depois marcamos outro dia.

Já era 09h33min, e a cafeteria estava cheia de clientes. Foi quando a Lavínia veio até mim e falou:

Lavínia: O Senhor Leonardo pediu um café de sempre e um mini bolo de limão. Ele falou que queria que você fosse entregar na empresa Ortegar Miler.

Cecília: Ok.

Eu preparei tudo com carinho, pois o Senhor Leonardo é uma pessoa muito boa. Troquei de roupa, saí da cafeteria e fui até a bicicleta de entrega. Pedalei até a empresa Ortegar Miler, o que demorou mais ou menos uns 45 minutos.

Chegando na empresa, passei pela porta de entrada e todos ficaram me olhando. Peguei o elevador, subi até o último andar e encontrei a recepcionista.

Cecília: Bom dia, vim entregar o pedido do Senhor Leonardo.

Secretária Verônica: Só um minuto.

Ela ligou para alguém, avisou que eu estava lá e logo desligou.

Secretária Verônica: Ele mandou você levar na sala do chefe. É só seguir reto, virar à direita e na última porta. É a do Senhor Alerrandro.

Cecília: Tá certo, obrigada.

Eu segui pelo corredor, admirando as pinturas nas paredes. Cada uma mais bonita que a outra. Quando percebi, já estava na sala do dono da empresa. Bati na porta e ouvi uma voz dizendo:

Desconhecido(a): Pode entrar.

Abri a porta e vi o Senhor Leonardo. Quando um homem que estava sentado na cadeira do presidente levantou a cabeça, eu reconheci imediatamente: era o mesmo homem que eu vi quando fui entregar o bolo. Ele me olhou, e eu fiquei com vergonha, mas ainda bem que passei um pouco de blush.

Leonardo: Bom dia, Cecília, pode sentar. Preciso falar com você.

Fui até a cadeira ao lado do Senhor Leonardo e me sentei.

Leonardo: Eu preciso da sua ajuda. Não sei se você conhece, mas esse é o Alerrandro, o futuro dono dessa empresa. Alguns dias atrás, o pai dele pediu que se casasse, mas não seria um casamento de verdade, seria só por um tempo, até o pai dele passar tudo para o nome do Alerrandro. Eu sei que é muito estranho, mas eu queria te pedir para aceitar ser a namorada do Alerrandro e se casarem depois. Quando tudo acabar, você poderia viver sua vida como quisesse. Então, você aceita?

Cecília: Eu não posso aceitar.

Alerrandro: É dinheiro que você quer? Me fale o valor, que eu dou para você fingir ser minha namorada.

Cecília: Eu não quero dinheiro assim. Eu quero ganhar com meu próprio esforço.

Ele pode ter muito dinheiro, mas eu não quero ganhar assim. Eu trabalho todos os meses para conquistar o meu próprio dinheiro.

Leonardo: Alerrandro, por favor.

Cecília: Era só isso?

Leonardo: Por favor, Cecília, aceite. Você é a única que pode salvar o Alerrandro. Se você não aceitar, ele vai perder tudo isso.

Eu gosto muito do Senhor Leonardo, mas eu não posso fingir ser a namorada de uma pessoa que nem conheço. Não posso enganar ninguém. Minha mãe sempre me ensinou a falar a verdade, mesmo que machuque. A verdade sempre é a melhor opção.

Alerrandro: Se você não quer dinheiro, o que você quer? Joias? Roupas? Casa? Eu sei muito bem que esse tipo de gente como você gosta de fingir que não quer nada, mas na verdade, quer só se fazer de sonsa para tentar tirar dinheiro.

Cecília: Me desculpe o que vou falar, mas o Senhor acha mesmo que pode comprar tudo com dinheiro? Dinheiro não dura para o resto da vida. O Senhor sinceramente tem que perder tudo para saber que nem tudo se compra com dinheiro. E outra, uma coisa que eu nunca fui, e não quero ser, é sonsa. Eu sou o que realmente sou. Quem eu sou em casa, eu sou em todos os lugares. Diferente de pessoas que são ricas, que em casa são uma coisa e na frente das câmeras são outra totalmente diferente.

Eu falei coisas que nem imaginava falar. Às vezes, até falo coisas que não gosto, mas as pessoas que têm dinheiro acham que são melhores que a gente que trabalha duro para ter nosso próprio dinheiro e comprar nossas coisas.

Alerrandro: Olha aqui, você acha mesmo que pode falar assim comigo? Se quiser, agora mesmo eu faço com que você seja demitida da cafeteria.

Ele pode até fazer isso. Eu seria demitida injustamente, mas uma coisa que aprendi é que tudo o que vai, volta. E quando volta, volta muito pior.

Leonardo: Alerrandro, por favor, deixe a gente a sós.

Ele saiu da sala, ficando só eu e o Senhor Leonardo.

Leonardo: Por favor, desculpe o Alerrandro, ele está de cabeça quente.

Cecília: Ele pode estar de cabeça quente, mas não pode falar assim com as pessoas.

Leonardo: Eu sei, mas eu preciso muito que você ajude o Alerrandro. Amanhã ele terá que apresentar a "namorada" dele para toda a família e pedir ela em casamento.

Eu não acho isso certo. Uma hora, tudo isso será descoberto.

Cecília: Você me conhece e sabe bem como eu sou. Eu odeio mentiras.

Leonardo: Eu também não gosto de fazer isso, mas eu preciso ajudar meu amigo, e a única pessoa que realmente seria boa para o Alerrandro seria você. Ele pode até ser assim, mas ele tem um coração bom. Ele não é assim o tempo todo. Você só precisa conhecer ele.

Mesmo aceitando, eu estaria mentindo para mim mesma, pois teria que fingir ser uma pessoa que não sou. E eu estaria mentindo para minha própria mãe.

Leonardo: Eu nunca pediria isso para você se não fosse muito urgente. Se o Alerrandro não se casar, o pai dele vai deixar tudo para o segundo filho, o Guilherme, e sinceramente, a empresa talvez não vá mais existir. E eu, provavelmente, não irei mais trabalhar aqui. O Brasil está muito difícil de achar um emprego. Eu vou deixar você pensar, mas, por favor, faça isso para me ajudar.

O Senhor Leonardo saiu.

Muitas coisas passaram pela minha cabeça. A primeira coisa que pensei foi que talvez eu devesse aceitar para ajudar o Senhor Leonardo. Mas, ao mesmo tempo, estaria mentindo para todos. Não queria viver em uma mentira. Também não queria que o Senhor Leonardo perdesse o emprego porque eu não ajudei o amigo dele.

Eu precisava pensar muito para não tomar a decisão errada e me arrepender depois. Fiquei cheia de pensamentos e passei mais de 5 minutos refletindo. Fui até a imensa janela que tinha no escritório e comecei a admirar a vista.

...----------------...

✨Alerrandro narrando ✨

Quando saí daquela sala, fui direto para a sala de reunião, tentando entender o porquê de ter falado aquilo para ela. Mas, peraí, por que estou tão preocupado com o que falei? O que eu estou pensando?

Não posso imaginar que estou começando a gostar dela. Minha vida nunca foi sobre uma mulher. Eu só estou com ela para que meu pai passe tudo para o meu nome. Depois, provavelmente, ela vai desaparecer da minha vida. A gente nunca mais vai se ver.

Começo a andar de um lado para o outro, tentando afastar esses pensamentos. O Leonardo entra na sala, me olhando com aquela expressão curiosa.

Alerrandro: Ela aceitou?

Leonardo: Dei um tempo para ela pensar. Mas, se depender de mim, ela vai aceitar.

Fico mais de 5 minutos esperando, até que uma decisão toma conta de mim. Vou falar com ela agora, antes que o tempo passe e ela mude de ideia. Quando estou prestes a sair da sala, o Leonardo pergunta.

Leonardo: Onde você vai?

Alerrandro: Vou falar com ela.

Volto para a minha sala e, ao entrar, vejo Cecília bem pensativa, em pé, perto da janela gigante que fica atrás da minha cadeira. A luz da tarde entra pela janela, fazendo o ambiente parecer ainda mais pesado, e por um momento, fico apenas observando-a. Ela nem percebeu minha entrada.

Me aproximo devagar, sem querer fazer barulho, ficando a cerca de 15 centímetros atrás dela.

Alerrandro: A vista daqui é realmente linda, não acha?

Ela se assusta com minha voz e rapidamente vira para me encarar, um pouco confusa, mas não parece irritada.

Alerrandro: Desculpa por tudo o que eu falei antes. Eu estava fora de mim, não era a minha intenção.

Cecília: Eu também te peço desculpas. Falei coisas sem pensar, acabei exagerando.

Há um momento de silêncio, e eu fico aguardando uma resposta. Sinto uma tensão crescente, como se o que ela fosse dizer agora poderia mudar tudo.

Alerrandro: Então, você aceita? Aceita se casar comigo?

Nesse exato momento, a porta se abre abruptamente. Quando viro para ver quem é, encontro Tatiana ali, com um sorriso de quem sabia exatamente o que estava fazendo. E, logo atrás, minha secretária, Verônica.

Secretária Verônica: Desculpe, Senhor. Eu não consegui impedir a dona Tatiana de entrar.

Alerrandro: Não se preocupe, Verônica. Pode ir.

Verônica sai apressada, e eu fico entre a minha prima, que tem o poder de acabar com meus planos, e Cecília, que pode decidir meu destino.

Tatiana: Quem é essa?

Minha cabeça começa a girar. Se eu disser que ela é "minha namorada" e Cecília negar, tudo estará perdido. Mas se ela concordar, a situação fica muito mais fácil. Tento encontrar as palavras certas.

Antes que eu consiga falar, Cecília me surpreende.

Cecília: Prazer, Tatiana. Eu sou a futura esposa do Alerrandro.

Eu fico boquiaberto. Não esperava essa resposta. Um peso enorme se tira de meus ombros. A cara de Tatiana está muito engraçada — um misto de surpresa e raiva.

Me aproximo de Cecília, colocando os braços ao redor de sua cintura, um abraço, talvez mais intenso do que ela gostaria. Ela se encolhe um pouco, desconfortável, mas não me afasto.

Alerrandro: Obrigado.

Tatiana: Como assim? Você acha que eu vou acreditar nisso? Vai ser preciso mais do que palavras para me convencer.

Tatiana sempre quis estar ao meu lado, sempre quis que eu fosse o homem com quem ela se casaria. Mas ela nunca entendeu que a gente nunca daria certo. Eu e ela? Nunca.

Alerrandro: Se você não acredita, o problema é seu. Agora, se não tem nada importante para dizer, por favor, nos deixe a sós. Minha futura esposa e eu precisamos conversar.

Tatiana: Ah, mas eu acho que o Alerrandro não te contou tudo. Sabia que ele marcou um jantar comigo?

Cecília ri, mas não é uma risada qualquer. É uma risada provocadora, cheia de confiança.

Cecília: Seu veneno não consegue me atingir. E, para o seu azar, eu já sabia disso. Mas sabe de uma coisa? Eu até achei você interessante. Que tal me ajudar a escolher meu vestido de noiva?

A resposta de Cecília é um golpe certeiro. Eu quase não consigo segurar o riso, vendo a cara da Tatiana se contorcer de raiva. Ela não esperava que alguém fosse responder dessa forma.

Alerrandro: Eu nem fui, estava muito ocupado. Você sabe bem com o que, não é?

Tatiana se levanta com a expressão mais furiosa que já vi.

Tatiana: Eu vou indo. E, só para você saber, eu nunca te ajudaria.

Cecília: Tudo bem, então.

Tatiana sai com raiva estampada no rosto. Eu realmente não esperava que Cecília fosse tão audaciosa. Achei que ela não fosse aceitar, que não se envolveria. Mas agora vejo que ela está mais do que disposta a jogar o jogo.

Solto a cintura de Cecília, dando espaço, embora não queira. Um silêncio desconfortável se segue.

Leonardo: Cecília, você arrasou!

Alerrandro: Estava ouvindo atrás da porta?

Leonardo: Claro que não! Eu vi nas câmeras.

Só o Leonardo mesmo, sempre atento. Eu esqueci completamente que ele também tem acesso às câmeras. A empresa está cheia delas, mas as do meu escritório e as do Leonardo só nós dois temos acesso. Já fiz muita coisa aqui, e não queria que ninguém visse.

Cecília: Agora eu preciso voltar para a cafeteria.

Alerrandro: Hoje será seu último dia lá.

Cecília: O quê? Eu te ajudei e você ainda vai me tirar do meu trabalho?

Eu respiro fundo, tentando não ser rude, embora seja difícil. Desde pequeno sou assim. Meu pai sempre foi direto e grosso, e acho que acabei pegando isso dele.

Alerrandro: Você vai trabalhar aqui na empresa.

Cecília: Eu não quero trabalhar aqui. Estou muito bem lá.

Convencer Cecília a deixar a cafeteria não será fácil.

Alerrandro: Eu sei, mas vou precisar da minha futura esposa aqui. E meu pai jamais vai aceitar que você continue trabalhando lá. Ele vai fazer de tudo para te demitir.

Leonardo: O Alerrandro está certo. O Senhor Ricardo não é fácil. Ele provavelmente vai arranjar uma desculpa para te demitir. Você pode trabalhar hoje e amanhã pedir demissão.

Cecília: Mas eu não posso parar de trabalhar. Tenho que comprar os remédios da minha mãe.

Eu até deixaria ela continuar na cafeteria, mas isso vai prejudicar minha imagem e a da empresa.

Alerrandro: Eu pago os remédios da sua mãe.

Cecília: Eu não quero nada que venha de você.

Ela mudou de atitude, ou está apenas se fazendo de difícil?

Leonardo: Pode deixar que eu compro. E você não precisa me pagar nada.

Cecília: Não, Senhor Leonardo. Eu vou dar um jeito.

Leonardo: Cecília, não precisa me chamar de "Senhor", só de Leonardo está ótimo. Eu vou comprar sim os remédios da sua mãe. E, se você ajudar o Alerrandro, vai ser uma troca justa.

Espero que o Leonardo consiga convencê-la. Ela é difícil, e talvez esteja só querendo tirar mais da gente.

Cecília: Está bem, não precisa, eu vou dar um jeito. Agora eu realmente preciso ir.

Leonardo: Mais tarde, vou passar na cafeteria para te buscar. Você precisa assinar um contrato.

Cecília: Certo

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Comments

Simone Silva

Simone Silva

parabéns autora pelo seu livro ❤️

2025-02-10

0

Glucck

Glucck

Doido. kkkkk

2025-02-19

0

Maria Cecília

Maria Cecília

Minha chará, espero q a personagem seja boa 😂🫶🏻

2025-02-17

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