Ele beijou minhas costas me deixando em paz, com sua satisfação nítida e desabando na cama molhado – era muito filho da puta nesse sentido.
- Poxa Breno, tem toalha no banheiro. – joguei na cara dele uma e segui escolhendo um conjunto moletom cinza. Joguei o ar condicionado lá em cima e deixei aquele puto descansar. Cheguei na cozinha e a pizza estava fria e borrachuda no balcão; joguei mais queijo por cima, azeite e orégano e voltei com elas para o forno.
- Eu já tinha colocado no microondas.
- Eu melhorei um pouco elas. Tem certeza que vai usar isso aqui? – olhei para ele revoltado por ter trago drogas para minha casa.
- Quer um pouco?
- Por que você não para essa porra!
- Eu paro quando eu quiser.
-Sabe que não é desse jeito. Por que não trata isso logo? Você tem duas filhas uma namorada bacana e seu negócio..., até quando Breno? Quando eu te conheci você era um cara tão de boa, tão relax.
- Não era dessa forma. Desde que Mônica me deixou, sei lá, eu perdi o controle de ser eu, entendi. Porra, ela me trocou por aquele filho da puta que eu ajudei. Coloquei ele no meu escritório no centro do Rio para ele dormir quando ele não era nada!
- Bem, vou servir a pizza!
O chato desses ramo que o fato de você ser uma garoto de programa – trabalhando para sair dessa vida em definitivo – era o fato de ter que lidar com drogados e traficantes de tudo. Não quis expulsa-lo quando terminamos devorar cada um uma pizza e refrigerante e depois o vinho. Ele me prometeu dormir comigo e subimos; tive que trocar o lençol e reforçar com outro para amenizar o molhado no meio. O quarto estava frio como eu gosto e liguei a tevê que logo retiramos o som para conversar. Fiquei ali naquela cama escutando ele em seus argumentos para se afundar nas drogas. Breno é advogado por formação, mas se realiza fazendo projetos para empresas, fala três idiomas e muito bem e mantém um negócio em parceria com dois primos além de ser um membro da família Cafalcho de Betim, Minas Gerais – quem não conhece laticínios Cafalcho – a fazenda era deles e o nome também, mas quem administrava a fábrica era um grupo Holandês. Pessoas como ele são tão comuns; ele tem responsabilidade com seus pais, tem uma startup de sucesso, conseguiu um bom dinheiro e essa mulher que ele não superou levou a metade de seus bens embora em menos de três anos de casado e sua filha que o vê malmente para não ficar mal em vê-la bem com o cara que ele ajudou, inclusive com a partilha dos bens. Não conheci Mônica, mas tive a oportunidade de fuxicar seu perfil de uma rede social com fotos de seu casamento pomposo com ele; familiares reunidos, madrinhas e padrinhos impecáveis. Ele é um cara novo e pode passar por cima disso. Agora ele quer ficar entre minha cama e a da Kim, sem entender que não quero ser o tapa buraco ou o homem das sombras – sendo o amigo gay que ele apresenta e Kim a oficial.
- Não gosto de transar sem camisinha, sabe disso. Da próxima vez que vier, você trás!
- Pior que eu tenho no carro. Mas você estava tão gostoso naquele banho, que eu queria você ali mesmo.
- Sei.
- Falando nisso, você fez os exames?
- Pô, peguei sexta e já passei no médico. Estou limpo! E espero que você também esteja.
- Cara minha vida começou a apimentar agora com você de volta. Eu não consigo flertar com outros caras e na verdade, também não faço questão. Não deveria ter ido embora, não deveria ter passado pelo o que você passou.
Breno era um amigo, como já disse. Na primeira semana que nos conhecemos, eu fiz ele me comer como ninguém e ele não criou um conflito com isso, pelo contrário. Porém ele vive numa sociedade tóxica machista e eu estava cheio de dívidas e queria ser bailarino profissional e quando o dinheiro começou a entrar eu estava curtindo uma vida com pessoas importantes, porém do nada, a academia na qual eu fazia parte entrou numa polêmica com alguns bailarinos e eles entraram com um processo, fazendo eu perder a boa vida, o quarto num apartamento e precisando buscar mais oportunidades até Eduardo me propor morar junto com ele em Paris.
- Posso?
Eu deitei em seu peito e me senti seguro por algum tempo, era bom ter alguém para mexer no meu cabelo e aquele cheiro de homem feito me fazia bem. Só o fato de haver sentimento, nem que fosse de cumplicidade, era satisfatório. Eu não tive a oportunidade de chegar no Brasil e me senti seguro em procurar a minha mãe, meus irmãos e meu pai. Sabe, é tão estranho você ter ideia que você deixou de ter oportunidade por causa de sua sexualidade – eu não escolhi ser gay, eu escolhi ser eu. Adormeci ali com meu macho amigo e amante, sem exigir nada além de sua companhia e afeto.
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Atualizado até capítulo 93
Comments
brenda🍒
agora você pensa que ele tem uma namorada KKKKKKKKKKKKK
2024-12-30
0
Roseane Pereira
/Joyful//Joyful//Joyful//Joyful//Joyful/
2024-02-03
0
claudiapal Santos
😚😚
2022-10-21
4