Visão de Nate
Estava observando o céu estrelado daquela noite enquanto Luca estava deitado dormindo, como se fosse um uma pedra, o encarei e disse:
- Esse criatura.. é estranha, não tem más intenções mas a aura dele é bem diferente.
Cuidadosamente peguei um pergaminho, pena e um pequeno frasco de tinta e comecei a escrever:
Caro Leofu. Como está?
Estou indo para a minha missão mas encontrei algo peculiar no caminho, é como se fosse um monstro feito de Tinta mas ele tem forma, fala e age como um humano e ele parece interessado em ser aventureiro então gostaria de recomendar ele como um, vou julgar as ações dele durante a missão e se ele for bem talvez seja interessante ter ele por perto da guilda
Ass: Nate
Rapidamente peguei o papel e o dobrei e com uma pequena corda amarrei o papel, com um rápido movimento assobiei alto, porém Luca nem se mexeu. Parecia que o barulho não havia o incomodado, de repente na calada da noite um pássaro de penas negras e olhos vermelhos se aproximou de mim pousando em minha frente, rapidamente coloquei o papel amarrado na pata do pássaro e disse:
- Vá
O pássaro se foi no naquela noite escura, após isso decidi dormir.
Voltando a visão de Luca
Na manhã seguinte eu acordei e percebi que Nate ainda estava dormindo, decidi não acorda-lo por agora, enquanto ele dormia decidi ver o que podia fazer de café da manhã peguei da mochila algumas frutas e as bolsas de água que estavam vazia, decidi ver se havia um lago ou rio por perto para lavar as frutas e para termos água fresca, por sorte um pouco mas adiante havia um lago de água cristalina, então lavei as frutas e enchi os cantis e voltei ao acampamento.
Quando cheguei lá Nate já estava acordado, sorrindo eu disse:
- Quer uma fruta?
Com uma expressão sonolenta ele disse:
- Pode ser
Joguei uma fruta que se parecia com uma banana porém vermelha, ele a descascou sem excitar e começou a come-lá, botei as outras frutas no sobre a bolsa e peguei uma que parecia maçã e comecei a morder.
Após comermos as frutas decidimos fechar o acampamento e seguimos em frente, depois de algumas horas de caminhada e treino chegamos no que parecia ser o fim da floresta, estávamos eu uma colina e olhando mais para baixo eu vi uma vila era pequena mas era a primeira que eu vi desde que cheguei nesse mundo, Nate olhou para mim e disse:
- Bem vindo a Vila Malum apesar de ser pequena é uma das melhores produtoras de maçã e derivados do reino.
Ao nosso lado havia uma trilha de pedras velhas que parecia nos levar até a lá embaixo, quando cheguemos mais perto eu pude olhar as casas com atenção eram de madeira modestas, porém havia uma cabana velha e surrada perto do portão da vila era a única casa que parecia ser muito antiga e mal cuidada entre as outras, pela vila haviam vários adultos e poucas crianças brincando juntas, então olhei para o Nate e disse:
- Então qual é a missão que você vai fazer aqui
Enquanto ele olhava para todos os lado ele disse:
- Bom nossa missão...
Eu o interrompi e disse:
- Para aí nossa?!? Então vou poder te ajudar? E ser um aventureiro?!?
Ele deu uma risada e disse:
- Bom já que você vai viajar comigo é melhor me ajudar do que atrapalhar, agora deixa eu falar a missão
Eu disse:
- Ok
Então dele voltou a falar:
- A nossa missão é ajudar as pessoas da vila e ao mesmo tempo sem que elas descubram devemos investigar a cidade atrás de alguém que está causando problemas.
Cuidadosamente observei o nosso redor e disse:
- Ok isso não parece difícil.
Ele me olhou com um tom de seriedade e disse:
- O problema é você
Confuso eu disse:
- Como assim eu sou problema?
Ele continuou andando e disse:
- Você tem que suprimir sua aura se não ele vai embora por sua culpa.
Então perguntei:
- Como faço isso?
Nate deu um suspiro e disse:
- Imagina um gás saindo do seu corpo agora imagina ele voltando e ficando dentro de você.
Ao fazer o que ele disse eu senti como se algo entra-se dentro de mim e olhando para Nate ele sorriu e acenou a cabeça, e sem falar nada seguiu o caminho, depois de uma caminhada chegamos em uma taverna, que também parecia ser a pousada, era o um dos maiores prédios da vila e ao entrar lá ouvimos um barulho gigante várias pessoas gritando BRIGA BRIGA.
Ao chegar perto vimos dois homens brigando, um era grande parecia ter dois metros de altura e muito musculoso usava uma roupa preta os cabelos eram marrons e os olhos da mesma cor e o outro parecia um senhor de idade parecia ter 1,89 com cabelos brancos e meio compridos, olhos verdes, usava um casaco cinza, camisa branca e calça marrom e um chinelo preto, em sua mão direita tinha uma bengala esquisita.
Olhei aquela situação e pensei
"Mano isso vai dar ruim para o velho, será que é melhor eu ajudar ele?"
Quando ia fazer algo o velho derrotou rapidamente o cara dando um soco em sua barriga, deixando o cara cair duro no chão.
Eu fiquei espantado e o velho disse:
- Isso é por mexer na minha bebida, otário
Após sua vitória o velho pegou uma garrafa no rótulo dizia diabrete verde no balcão e se sentou num banco que estava no canto da sala, Nate passou pelo cara estendido no chão sem olhar e foi em direção ao taverneiro e disse:
- Dois quartos por favor
E pagou na hora, Rapidamente o taverneiro deu duas chaves nelas haviam os números 117 e 229, então Nate disse:
- Pega essa aí
Então ele jogou a chave com número 117 para mim e logo disse:
- Chega lá coloca as suas coisas lá rápido, que ainda temos que falar com o chefe da vila ainda hoje
Então acenei com a cabeça e fui para o meu quarto que era no andar de cima, o quarto era simples tinha uma cama, armário estante vazia e um mesa de madeira velha e uma vela em cima peguei a minha bolsa e coloquei ela no armário e voltei ao andar de baixo, dando uma olhada vi que Nate ainda não tinha chegado, então dei uma olhada pela taverna, o cara ainda estava caído no chão e o velho ainda no canto com sua garrafa, curioso cheguei ao taverneiro e disse:
- O qual é a do velho jackie chan aí?
O taverneiro estranho por um momento mas logo disse:
- Bom o nome dele é Moros e é o bêbado profissional da vila ninguém o conhece direito mas ele sempre está aqui bebendo e mesmo sem trabalhar ele sempre paga a própria bebida.
No mesmo instante Nate chegou e encostou em meu ombro e disse:
- Bora lá
Com um aceno de cabeça eu comecei a seguir o Nate saímos da taverna e começamos a andar mais um pouco até chegamos numa casa meio modesta, no centro da vila em sua frente um senhorzinho de idade careca com bigode e com roupas que pareciam ser feitas à mão estava a nossa espera ele nos encarou e disse:
- Olá.... Espera um pouco não era apenas um aventureiro?
Nate tranquilamente disse:
- Esse é um recruta eu o trouxe comigo para ver suas habilidades.
O senhorzinho disse:
- Ok desculpa a grosseria, enfim meu nome é Dae Rubrum
Eu disse:
- Prazer eu sou o Luca
Nate com uma expressão calma disse:
- Ok como estava no anúncio eu vou ajudar com a caça da vila e também vou ajudar na patrulha, é meu amigo aqui vai ajudar em todo o resto
Como eu estava de penetra decidi nem negar provavelmente o Nate sabia o que estava fazendo, Dae nos olhou e sorrindo disse:
- Ok então Nate cuida da caça e você Luca pode ir na taverna ajudar o Dono, seu nome é Jeffry
Com um aceno de cabeça me despeço de Nate e Dae e vou até a taverna.
Ao chegar lá vi que a taverna não tinha muitos cliente e no canto da sala estava o Moros eu ainda não acreditava que ele tinha ganhado aquela luta mais ok, então me virei e fui até o taverneiro e com um sorriso no rosto disse:
- O Senhor Dae pediu para eu vir ajudar você no que precisar.
O Taverneiro deu um sorriso e disse:
- Primeiro me chame de Jeff e se ele pediu então você pode começar limpando as mesas e também pega isso
Então ele me jogou um avental branco, eu o vesti e comecei a recolher as garrafas vazias que estavam pelas mesas, após um tempo vi que a mesa onde o Velho Moros estava tinha várias garrafas vazias me aproximei cuidadosamente e disse:
- Com licença será que posso recolher essas garrafas vazias?
Com uma cara que parecia bravo e calmo ao mesmo tempo ele disse:
- Se trouxer mais 4 pode levar essas
Ele me deu algumas moedas, levei elas até o Jeff e ele me entregou mais 4 garrafas cheias que rapidamente as levei até o Moros ele fez um gesto de gratidão com a cabeça começou a beber direto do bico. Após algum tempo já estava quase na hora da janta, Nate voltou e decidimos jantar enquanto comíamos ele disse:
- Como foi o seu dia?
Eu parei de comer e disse:
- Foi legal ajudei o Jeff aqui na taverna e foi bem divertido
Discretamente ele disse:
- Descobriu algo?
Eu dei um suspiro e disse:
- Nada que importante
Nate ficou calado um tempo e logo disse:
- Ok
Após ele comer deu um bocejou e disse:
- Tô indo dormir tô cansado.
Acenei com a cabeça e decidi ficar mais um pouco enquanto Nate foi para o quarto após algum tempo decidi ir falar com o Jeff, cheguei perto do balção que ele estava e disse:
- O Jeff será que tem algum livro que eu possa pegar para ler antes de dormir?
Ele começou a coçar a nuca com a mão e disse:
- Tem alguns livros velhos que o pessoal perdeu e nunca veio atrás se quiser pode pegar pra você é tudo inútil para mim
Eu sorrindo disse:
- Ok obrigado
Então ele acenou com a cabeça e apontou para a porta que leva para a cozinha e disse:
- Tá numa grande caixa ao lado esquerdo da porta da cozinha
Eu fiz sinal de joinha com a mão e fui entrando na cozinha.
Ao chegar lá vi a caixa onde ele disse que estava, me ajoelhei e comecei a procurar algum livro interessante para eu ler, lá havia vários livros que eu não entendia então os fui botando no meu lado esquerdo, achei um com um título curioso "De deorum veterum fabulis" ( As lendas dos antigos Deuses).
Achei interessante e deixei ao me lado direito, após um tempo separando os livros eu achei que já tinha acabado porém no fundo da caixa havia um tipo de caderno que se camuflou com a caixa, era pequeno e preto achei curioso então peguei ele e o "De deorum veterum fabulis" ( As lendas dos antigos Deuses) e guardei o resto de volta na caixa, após sair da cozinha acenei novamente para o Jeff e fui para o meu quarto ler decidi ver primeiro o caderno preto que estava no fundo quando o abri percebi que ele... estava em branco fiquei espantando tentando entender.
Quando de repente minha mão voltou a ser de tinta involuntariamente e manchou a página, preocupado eu tentei achar algo para limpar, mas antes de encostar a minha tinta sumiu do papel e o livro começou a se encher de palavras espantado começo a ler a primeira página.
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Atualizado até capítulo 84
Comments
Andrey
amigo tem muito "disse". a leitura fica cansada e repetitiva. apesar disso, eu gostei do enredo, se puder melhorar depois a questão dos "disses" ficará muito melhor.
2023-09-05
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