Donatella não gosta de garotos.

Saímos do colégio e fomos direto para mansão Puzzo, antes de descer do carro encarei às duas crianças que brincavam a minha frente.

__Não contém ao avô de vocês sobre hoje entendido?

__Ele já sabe mamãe avisei antes que a senhora chegasse na escola.

Respirei fundo com a resposta de Rico, Donatella parecia imperturbável com a situação enquanto brincava de quebra-cabeça com o irmão.

__Tella aquele garoto te machucou?

__Não mamãe eu teria batido nele se Rico não tivesse ido à frente, não deixaria ninguém nojento me tocar.

Respirei fundo novamente, talvez eu tivesse criado dois monstrinhos mimados e agora estou provando o gosto amargo disso.

__Ok então vamos.

Descemos do carro e entramos na mansão, meu pai e minha mãe estavam na sala e as crianças correram para se sentar em seus colos e brincar, eu me joguei no outro sofá e fechei os olhos, estava exausta o dia foi cansativo, enquanto as crianças conversavam com meus pais fiquei ali alguns minutos parada e quieta, até escutar a porta se abrir e Vitto meu irmão entrar, ele veio em nossa direção e deu um beijo nas criança e se jogou ao meu lado no sofá, coloquei a cabeça em seu colo enquanto ele acariciava meus cabelos.

__Deu muito trabalho na escola hoje?

__Então você já sabe?

__Claro Tella disse que se você ficasse brava o irmão estaria em apuros então me pediu para ajudar Rico.

Eu não pude deixar de rir, meu pai olhou-nos com uma carranca, Tella e Rico diferiam, mas se amavam e se protegiam Rico poderia destroçar todo mundo por Tella, mas para Tella seu mundo era Rico, eu amava saber que meus filhos se amavam, eu e Vitto somos exatamente iguais.

__Não podem brigar com meu neto se ele estiver com razão, ele deveria ter batido mais naquele pirralho nojento, quem ele pensa ser para encostar na minha princesinha Tella?

Meu pai disse fazendo uma careta e abraçando minha filha enquanto ela se acomodava em seu colo confortavelmente resolvendo o cubo mágico em suas mãos, todos mimavam essas crianças assustadoramente.

__Exatamente vovô eu sou o homem da família preciso proteger minha irmãzinha.

Tella apenas olhou para o irmão indignada por pensa que ela não era capaz de se defender, mas não disse nada e continuou resolvendo o cubo mágico, Vitto colocou a mão no peito fazendo drama.

__E eu seu pobre tio o que serei se não o homem da família?

__Serei seu sucessor tio!

__Bom de qualquer forma eu não culpo Rico por defender a irmã, aparentemente ele bateu no afilhado de um tal de senhor Ricci, mas eu não dou a mínima.

Eu disse para que todos ouvissem, meu pai me olho orgulhosamente e meu irmão soltou uma risada debochada que me deixou curiosa.

__Por quê?

__Por que o quê?

__Essa risadinha de deboche.

__Ah conheço esse senhor Ricci, não se preocupe é um velho amigo do exército.

Olhei pro meu irmão um pouco desconfiada pensando se acreditava ou não nele, mas minha atenção foi tirada quando meu pai e Tella começaram a conversar.

__Tella o que o garoto quis fazer com você querida?

__Ele apertou meu braço para me obrigar a dar um beijo nele vovô.

Minha mãe que até então estava brincando com Rico, olhou para Tella e levantou a manga de sua blusa onde havia uma mancha roxa, minha mãe era emotiva e derramou algumas lágrimas.

__Oh meu Deus machucaram minha garotinha.

Meu pai ficou atordoado com as lagrimas da minha mãe e não soube o que fazer além de abraçar as crianças e ela. Rico olhava furioso para o braço da irmã, eu e Vitto levantamos e nós aproximamos para ver melhor, Tella tinha pele muito clara por isso a marca ficou muito evidente, aquilo me deixou com sangue nos olhos, como eles ousam me desacatar tanto enquanto minha filha estava machucada, minha filha foi a primeira a quebrar o silêncio.

__Donatella não gosta de garotos que machucam pessoas, só gosto do meu irmão.

Olhei para minha filha e também derramei algumas lágrimas, minha filhinha foi machucada e eu mal a defendi, me levantei na hora pedindo licença e corri escadas acima, no meio do caminho escutei a campainha tocar, mas nem me dei o trabalho de virar para ver quem era corri para o meu quarto, eu poderia aceitar qualquer coisa que me dissessem, ou fizessem comigo, mas se permiti que toquem se quer um dedo nos meus filhos vão pensar que sou fácil de intimidar, entrei no meu quarto e abri a porta fundo falso no meu closet, vesti calça e blusa preta, pendurei armas no meu coldre e meu coturno preto, joguei um sobretudo preto também para esconder as armas, fechei a porta do arsenal e corri de volta para a sala o mais rápido possível, desci as escadas com agilidade, quando sai na sala e estava chegando na porta Vitto me chamou.

__Lena por favor venha aqui.

Eu caminhei e vi ter um homem sentado de frente para meu pai, meu irmão estava em outra poltrona me encarou surpreso porque sabia para onde eu estava indo, era raro eu me prontificar a fazer algo por conta, mas eu ia, pelos meus filhos eu iria castigar torturar os pais da criança que fez aquilo com minha filha, fui bem treinada, era excelente no meu trabalho como cientista e dona de um dos maiores laboratórios do continente, eu era uma médica geneticista excelente e tinha consciência da minha habilidade, meu irmão fez sinal para me sentar no braço de sua poltrona, o homem de frente para meu pai me encarou e não tirou os olhos de mim por um momento.

__Lena este é Enzo Ricci, padrinho do garotinho que Rico bateu.

__Hum.

Respondi secamente e então finalmente encarei aquele homem, eu tive uma sensação de conhecer aquele homem de algum lugar.

__Meu filho não vai pedir desculpas ao seu afilhado.

Eu disse antes que ele pudesse dizer algo sobre o assunto.

__Srta. Helena Puzzo, eu vim me desculpar diretamente com sua filha e com você pela grosseria de Filipo.

__Nesse caso se minha filha quiser ele estará perdoado, quem teve marca do ataque dele foi ela.

Ele olhou para o braço de Tella que estava com marca roxa e fechou a cara na hora como se algo tivesse atingido ele ferozmente, Vitto limpou a garganta e chamou Tella.

__Tella meu amor venha aqui no tio.

Minha filha caminhou até o colo do tio e sentou-se elegantemente como uma princesa.

_Sim, o que gostaria titio?

__Seu braço dói minha princesa?

__Apenas um pequeno incomodo.

Ela respondeu com confiança, meu irmão balançava a cabeça insinuando compreender minha filha.

__Aquele senhor quer saber se você está disposta a perdoar o que fizeram com você ou você tem algum outro pensamento sobre isso?

Minha filha não disse nada apenas se levantou do colo do tio e parou enfrente de Enzo Ricci.

__Senhor Ricci, me chamo Donatella Puzzo  e não me importo com meu braço machucado, mas aquela mulher malcriada terá que pedir desculpas por desacatar a educação que minha mãe deu a mim e meu irmão se quiser meu perdão, diga a senhora Rosetti que não perdoarei seu desacato.

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Comments

Rejane Azambuja

Rejane Azambuja

Iniciando 14/11/24🙌🙌🙌14:15 hs... animada...

2024-11-15

1

Cy

Cy

Amando essa história! 🤣🤣🤣

2024-10-15

0

Rosilene Silva fabiano Alves Pereira

Rosilene Silva fabiano Alves Pereira

todos já tem sangue de mafiosos e são mafiosos e não perceberam ainda.

2024-09-15

0

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