~Júlia~
Ryan chega em menos de 5 minutos, meu Deus, isso que eu chamo de pontualidade.
Ryan--- Seu pedido é uma ordem princesa, seu príncipe encantado chegou.
Rio, apesar de tudo, tenho que admitir que o Ryan é engraçado.
--- No momento o que eu mais preciso é de uma carona.
Rayan--- Eu já falei, seu pedido é uma ordem, princesa. Entra.
Ryan abre a porta do carro, e eu entro.
---- Obrigada rayan, sério. Não sei o que tem nesse lugar, que não passa táxi de jeito nenhum.
Falo bufando com raiva.
Ryan ri.
--- Por que está rindo?
Ryan--- Nada, é que você fica uma fofura quando está bravinha.
--- Não tem graça!
Ryan--- Bom para onde estamos indo, princesa?
O que ele tem pra ficar me chamando de princesa?
Cérebro- Porque talvez não é o seu querido Jensen que esteja te chamando assim.
Eu e o meu cérebro tem uma amizade muito boa. Só que não!
Ryan me olha, esperando uma reposta.
--- É, no bar bussines, ou Cervejeria.
Ryan--- Cê trabalha lá?
---- Sim, por que o espanto?
Ryan--- Nada, é que é o bar daquele ator do supernatural né?
--- Sim, o Jensen Aclkes.
Ryan--- E você já o viu?
Essas perguntas está ficando cada vez mais estranhas, ou então é eu que não quero conversar.
---- Oras, ele é o meu chefe, impossível eu não ver.
Ryan--- É que ninguém nunca consegue ver ele, eu mesmo nunca o vi, e olha que eu frequento aquele bar com frequência.
--- Você gostaria de conhecer- lo? Ou é só mais um fã de supernatural surtado, igual a Keith? rio
Ryan--- Ah, não, não gosto de supernatural.
Me assusto quando ele fala isso. Se tem uma coisa que eu aprendi com a Keith, é que quem não gosta de supernatural, não é né gente. É o tal do "Ver denovo, porque você viu errado"
---- Não sei o porquê não gosta. Pelo pouco que eu vi com a Keith, eu achei maravilhoso. E, é realmente uma série viciante, pena que não tenho tempo para vê- la.
Ryan--- Não curto esses lances de sobrenatural, até porque nem existe.
rio. --- Nao existe? Se pararmos para analisar; Sobrenatural é aquilo que a gente não consegue ver, mas isso não quer dizer que não existe. Como por exemplo, Deus. É uma coisa sobrenatural, certo? A gente não consegue ver, mas a gente sabe, e sente que ele existe. E isso se caracteriza com qualquer outra coisa.
Ryan--- É faz sentindo nessa parte, mas mesmo assim não gosto.
---- Se a Keith te ouve falar assim da série que ela tanto ama, oh, você será uma pessoa morta. Segundo a Keith, uma pessoa que não gosta de supernatural, deve ser excluída do mundo!
Ryan--- Hahaha, cê bem que a Keith tem bem cara de facista maluca.
rimos juntos nessa hora.
Dou uma cotovelada no braço dele, brincando. --- Ei, não fala assim da minha amiga! Sorrio.
Ryan--- Seu sorriso é tão lindo.
--- Aaah, obrigada.
Falo sem graça, como sempre.
Fica o silêncio pelo ar, até ser quebrada pelo Ryan.
Ryan--- Sabe, me admira você trabalhar como garçonete naquele bar.
Franzo o cenho sem estender.
---- Hã?
Respondo sem estender.
Ryan--- É que você com a beleza exótica que tem, poderia conseguir coisas bem melhores facilmente.
Ryan olha para as minhas pernas e depois olha nos meus olhos de uma forma maliciosa.
Fico constrangida e vermelha.
--- Olha ryan, pode ter certeza que se eu conseguir qualquer coisa nessa vida, vai ser por mérito do meu esforço, e sempre honestamente.
Ryan--- Eu sei, mas é que você é tão linda Júlia, quando eu te vi pela primeira vez, fiquei tão encantado com você; nunca tinha visto uma beleza tão diferente.
Ryan olha para mim, com os olhos brilhando.
--- Não fala isso ryan, na Universidade o que mais tem é garotas lindas, e com belezas diferentes. rio irônica.
Ryan--- Seria hipócrita se dissese que não. Porém nenhuma delas me chamaram tanta atenção, quando te vi pela primeira vez, Júlia.
Engulo seco. OK, agora essa conversa já está ficando estranha.
Olho pela janela, e solto um suspiro aliviada, ao ver que chegamos na Cervejeria.
Ryan--- Pro meu azar, chegamos.
E para o meu alívio cheguei. Penso mentalmente.
---- Sim, mais uma vez, obrigada Ryan.
Ryan--- Comigo você terá uma carona todos os dias, se quiser baby.
--- Não seja bobo, Ryan.
Destranco a porta, mas ryan me interrompe.
Ryan--- Não princesa, deixa que eu abro para você.
Ryan sai do carro, e atravessa do outro lado, abre a porta para mim, e segura minha mão, como um completo cavaleiro. Me sinto uma donzela da Disney.
--- Oh, obrigada cavaleiro!
--- Agora sim, está entregue minha dama.
Me despeço do ryan mais uma vez, e entro na Cervejeria.
Chego na discoteca, e vejo que a Cervejeria está bem movimentada hoje. Olho, e não vejo o senhor Arthur, nem a nojenta da Lana.
Decido ir ao vestuário para me trocar, e passo pelo escritório que o Jensen costuma ficar, e vejo tudo fechado, será ele está aí? Tenho que falar com ele, ou melhor tentar convencê- lo a deixar a Keith entrevistar-lo.
Chego no vestuário, e coloco o uniforme apertado que tanto odeio.
Prendo meu cabelo em um coque, deixo minhas coisas, ali na cabine, e saio.
Chego na discoteca, e não vejo a Lana, ué estranho, será que a nojenta inventou uma desculpa para não trabalhar hoje? Também, depois do fora que levou do próprio Jensen, até eu ficaria com vergonha.
Como não apareceu ninguém, me junto a outros funcionários, e vou fazendo o meu trabalho; servi mesas e conseguir um máximo de gorjetas possível.
1 hora se passou, sinto minhas pernas doendo já, mas pelo menos ganhei várias gorjetas. Um bar movimentado, com certeza é a felicidade do garçom, ou não. Olho para as minhas pernas curtas e doloridas, como resposta.
Coloco mais uma bandeja vazia sobre o balcão.
Arthur--- Júlia!
Viro- me, e vejo o senhor Arthur todo eufórico e preocupado.
--- Senhor Arthur, o senhor está bem? Aconteceu alguma coisa?
Arthur--- Hoje está acontecendo tanta coisa, menina.
--- Como assim?
Arthur--- estou tentando falar com jensen a minutos, mas ele não me responde.
--- O que? O senhor Jensen, está ai? Ele não te responde? Meu Deus, aconteceu alguma coisa com ele? Pergunto preocupada, preocupada até de mais.
Arthur--- O que, não! Acalma- Se, senhorita, estou tentando ligar para ele.
Meu coração disacerela.
--- Ah, entendi tudo errado. Desculpa senhor Arthur.
Ele ri.
Arthur--- Antes fosse isso. Mas acontece que o que eu tenho que falar com o Jensen, é urgente! Ele precisa assinar uns papéis para um contrato importantíssimo!
--- E não pode deixar para amanhã?
Arthur--- Deus me livre, minha filha. Tem quer ser ainda para hoje, se não estamos perdidos. E o pior que eu não posso sair daqui, já viu o bar como está movimentado? Se pelo menos a Lana tivesse aqui, até poderia pedir pra ela, levar os documentos para o Jensen.
--- Mais o que aconteu com ela?
Arthur--- O Jensen mandou suspendela por hoje, depois do ocorrido de ontem com você, senhorita.
Arregalo os olhos, não esperava isso dele.
--- Eu levo!
Quando fui ver, falo por impulso.
Arthur--- Que? A senhorita levar os documentos para o Jensen? Nem pensar.
--- Por que não? O senhor não pode sair daqui de jeito nenhum, a Lana não estar, e pelo que eu entendi esses documentos são de vida e morte.
Senhor Arthur pensa um pouco.
Artur--- Você não vai saber como chegar lá, senhorita Júlia.
Franzo o cenho. ---- Ué, mais é só o senhor me dá o endereço.
Arthur--- Não é isto, digamos que ele mora em um lugar, hum deixa me ver.
Senhor Arthr tenta encontrar uma maneira para me falar, eu não sei porque tanto mistério.
Arthur--- Esquece, eu explicando a senhorita não vai entender. Tem certeza que quer mesmo ir?
Senhor Arthur olha para mim.
---- Claro que sim! Senhor Arthur, eu já servi várias mesas, e ainda por cima ganhei várias gorjetas generosas dos bêbados. Sorrio brincalhona.
Senhor arthur ri.
Arthur--- Mas mesmo assim senhorita, vai ganhar um extra por este pequeno favor que está fazendo.
---- Não precisa senhor Arthur, afinal só estou fazendo o meu trabalho!
Arthur--- Mais essa não é a sua função.
---- Agora está sendo! E eu serei a heroína de vocês! Sorrio.
Arthur--- É realmente nossa heroína! Obrigado mesmo senhorita Júlia, eu sabia que não errei quando pedi para o Jensen deixar você trabalhar aqui. Ele terá que me agradecer por isso, mais tarde.
--- Só aceito os agradecimentos dele, ajoelhado na minha frente, haha.
Arthur--- Adoraria ver essa cena. Bom vou te dar o endereço do Jensen.
Senhor Arthur anota alguma coisa no papel, e em seguida me dá.
Leio o que está escrito, e nem sei que droga de lugar é este.
--- Nossa, a onde fica esse lugar?
Arthur --- Você não irá saber, fica bem escondido. Nem mesmo o motorista irá saber, com certeza ele vai ter que jogar no GPS.
Minha ansiedade só cresce mais.
Arthur--- Quer que eu peça um motorista para você? Faço questão!
--- Não senhor Arthur, eu vou de táxi.
Arthur--- Então eu pago para a senhorita.
---- Jamais! Eu mesmo posso pagar.
Sorrio.
Arthur--- Você é realmente uma menina muito orgulhosa, disso eu não tenho dúvida, senhorita Júlia.
--- Que bom que o senhor entende.
Rio mais uma vez, antes de sair.
Vou para o vestuário, me troco, decido soltar meu cabelo, pego minhas coisas e saio.
Acabo passando por um bonde de jovens bêbados.
--- Que delícia de mulher.
Olho para frente, e vejo um fedelho, que mal saiu das fraldas.
Olho com raiva, e levanto minha sobrancelha bem arquida.
--- Vai tomar no cú, seu idiota!
Chingo em português, eles me olham sem entender. Rio internamente, se tem uma coisa que eu amo é a minha língua nativa! Por ser umas das línguas mais difícil do mundo, ninguém entende, exceto nós Brasileiro.
Viro as costa e sigo meu caminho para fora da Cervejeria.
Olho para rua, e fico surpresa e indignada ao mesmo tempo, por avistar vários táxis! É isso mesmo, táxis! Quando eu mais preciso deles, nao aparece nenhum.
Bando de espertos! Buffo irritada.
Pego um táxi com um senhorzindo de meia idade; baixinho.
Táxi--- Para onde deseja ir senhorita?
Entrego o bilhete que o senhor Arthur me deu com o endereço para ele.
Táxi--- Tem certeza que esse lugar existe?
Bom, meu querido, aí eu já não sei né, para isto que entreguei papel, dã.
Penso mentalmente.
--- Eu realmente não sei, sou nova nesse país, e nessa cidade também.
Táxi--- É que é estranho, trabalho a mais de 20 anos aqui nessa cidade, e nunca ouvi falar desse lugar.
Reviro os olhos, sério que vou perder o tempo que eu não tenho, discutindo a dúvida chata desse senhor.
--- Joga no GPS.
Táxi--- Vou fazer isso.
O táxi coloca o endereço no GPS, e segue em partida. O que me faz ficar mais aliviada.
20 minutos se passa.
Meu Deus, que luta para chegar nesse lugar.
Táxi--- Chegamos senhorita.
Desperto em meus desvaneio.
--- Hã? Chegamos?
Táxi--- Sim.
Olho pela janela, e só vejo uma passagem tudo escura.
---Tem certeza que é aqui?
--- Bom, só segui conforme o GPS, senhorita, e não dar a nenhum lugar, se não esse.
--- Certo.
Decido pagar o táxi, e desço do carro tremendo de medo.
Mas quando desço, vejo se consigo avistar ela, a casa. Casa não, eu diria uma mansão. E meu Deus, ela é tão diferente, mas tão linda, fica bem distante de tudo e de todos, é uma rua TOTALMENTE fechada só para ela.
Parece mais o esconderijo do drácula, ninguém sabe onde fica.
Táxi--- A senhorita quer que eu a espere aqui?
Olho para o táxi, e me esqueço que ele estava alí. Que vergonha!
Mais também, estou admirada com essa mansão.
--- Não senhor, muito obrigada, já vou indo.
Ele assente, e dar partida no carro.
Respiro fundo, e decido andar adiante.
Passo pela passagem morrendo de medo, tive que usar meu celular para clarear.
Quando chego, vejo que ela é cercada por grades grandes, como eu falei, bem Drácula mesmo.
Vejo uma portaria ao lado de dentro, e toco campainha dela.
--- Pois não? Senhorita?
Tomo um susto.
--- Hã? Com quem eu falo? E como o senhor sabe que sou uma mulher?
--- Vi pela câmera. Ele ri.
--- Ah. Bom senhor eu vim para falar com o Jensen Aclkes, tenho que entregar uns documentos importantes para ele da Cervejeria. Presumo que essa seja a casa dele? Certo? Por favor diz que sim.
--- Sim senhorita, é casa dele? E você veio a pedido de quem?
--- Do senhor Arthur!
--- Bom Senhorita, eu vou ter que ligar para ele, pra confirmar mesmo. Não é nada pessoal, é que eu nao posso deixar qualquer um entrar aqui.
Franzo o cenho. --- Sem problemas!
Olho para um nada, esperando o porteiro terminar de ligar para o senhor o Arthur.
--- Bom Senhorita, me desculpa, liguei para o senhor Arthur, e ele me confirmou! Pode entrar.
O portão enorme, se abre para mim. E eu entro. A iluminação vem logo a diante, e reparo no Jardim todo lindo.
--- A propósito, me chamo Walter! Sou o porteiro e o chefe de segurança do senhor Aclkes.
Tomo um susto ao saber que ele estava ali esse tempo todo.
Viro me, e me estremeço com o tamanho do Walter, ele é enorme, tem a pele escura igual a minha. tem muito cara se segurança mesmo, igual daqueles filmes de Ação.
Sorrio. --- Prazer Walter, me chamo Júlia.
Walter--- Me desculpa mais uma vez por fazer você ficar esperando Senhorita Júlia.
--- Ah que isso, Não tem problema! O senhor só estava fazendo o seu trabalho, e muito bem feito por sinal!
Sorrio, mostrando segurança para ele. O que faz ele me retribuir de volta.
Walter--- Bom, acho melhor a senhorita ir, as coisas não estão muito bem naquela casa.
Walter passa a mão na cabeça nervoso.
--- O que aconteceu?
Pergunto preocupada.
Walter--- Acho melhor a senhorita ver com os seus próprios olhos.
Olho com clemência para o Walter, mas ele só ri.
Por fim, bufo frustrada.
Ando mais uns degrauzinhos, e chego no portão principal, meu Deus, é enorme! Olhando de perto, é mais enorme ainda do que de longe.
Seguro a pasta com documentos com muita força, como se minha vida fosse depender totalmente deles.
Bom, minha vida não! Mas meu trabalho, sim!
Aperto a campanhia.
Nem sinal de alguém.
Decido apertar denovo.
Coloco minha rosto na porta, na intenção de ouvir.
Tudo acontece automaticamente.
A porta se abre de uma forma tão rápida, que só sinto meu corpo caindo em cima de alguém..
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Atualizado até capítulo 141
Comments
Francilene Oliveira da silva
kkkkk
2025-02-11
0
Livia Marina Romao Salmazo
Eita porra, essa menina é desastrada
2024-07-05
0
Maria aparecida Martins
então procura ver como ele é
2024-02-26
1