Júlia~
Jensen desliga o carro quando chega em frente da Universidade. Ele dá uma olhada rápida para o campus e depois olha para mim.
Jensen--- Por que o Texas?
--- Hã? Pergunto sem entender...
Jensen--- Porque de todas as faculdade deste país, você escolheu estudar aqui? Jovens da sua idade, ainda mais estrangeiros sempre sonham em ir para Harvard ou Stanfool.
Respiro um pouco, procurando uma forma adequada para responder.
--- Harvard é a melhor Universidade, com o melhor ensino, sim! Porém não ví para cá, só com o Intuito de fazer intercâmbio, e sim recomeçar... Então eu queria um lugar calmo, um lugar acolhedor para se viver, um lugar onde a criminalidade não é tão alta. Todo mundo fala que Harvard ou Stanford são umas das melhores faculdades do mundo, fica na área mais nobre, tem um ensino superior a todos. Porém sinceramente, isso nunca, encheu meus olhos. Nunca dei muita importância para isso de "Melhor lugar" "Melhor ensino."
Jensen me olha surpreso
Jensen--- Como assim?
--- Sempre estudei em escola pública minha vida toda. Minha antiga escola era considerada a pior escola, segundo a sociedade. Não por causa do ensino, e sim pela questão do lugar, não se localizava na área mais nobre da cidade, não tinha segurança... enfim não tinha uma estrutura boa para se manter uma escola. Porém isso nao me impediu de estudar, não me impediu de aprender, de evoluir. Porque embora o lugar fosse horrível, tinha professores, e profissionais que se formaram para levar o conhecimento, para ensinar.
Minha mãe sempre se queixava por nao ter condiçõe suficiente para me colocar em uma escola "boa"ou pelo menos, num lugar melhor. Então eu sempre me esforçei, sempre procurei aprender, explorar o máximo que eu podia, não só dentro da escola, como também fora, por exemplos os livros. Oh, os livros sempre foram e continuam sendo meus melhores companheiros para vida toda.
Com esse objetivo, eu queria mostrar para minha mãe, que sua falta de condições financeiras para pagar uma boa escola para mim, nunca me impediu de aprender. Por que era uma vontade minha, porque esse era o meu objetivo, e vai continuar assim, mesmo não sendo na melhor Universidade mundo.
Respiro fundo, e depois percebo que não só respondi sua pergunta, como também desabafei, e foi de uma forma tão natural...
Olho para um Jensen agora, mas um não um Jensen arrogante e sim um Jensen admirado.
Jensen- Você é realmente intrigante, senhorita Júlia.
Sorriu de lado. -Como assim intrigante, senhor?
Jensen--- Você é uma jovem diferenciada dos demais. É tão nova, mas tão vivida.
Jensen sorri tão sereno.
--- Na verdade, não me identifico com os jovens do dia de hoje, nada contra, porém meu estilo de vida nao bate com os deles.
--- Você é encantadora, senhorita Júlia...
Ainda sem acreditar que ouvi esse elogio do Jensen, viro para ele, e pela primeira vez, vejo os rubores da suas bochechas vermelhas.
--- Obrigaaada. Respondo guaguejando, e sem jeito.
Jensen--- Mas o seu inglês é muito bom, ainda mais para uma Brasileira.
Jensen me pergunta, dando continuidade a nossa conversa, e olho para ele surpresa, por querer continuar conversando comigo.
--- sim, aprendi quando eu era só um Chicazinha. Sorriu com a lembrança que vem em minha mente. ---- Minha mãe tinha uma amiga, ela não era do Brasil, era uma imigrante, que morava neste país, e nesta cidade, por incrível que pareça. Porém perdeu tudo, seu marido e sua filha no ataque de terrorismo que teve por aqui no Texas.
Jensen--- Terrorismo de greenvile, na década de de 2001.
---- Isso! Bom, ela perdeu tudo que tinha, foi um terrorismo violento, que matou um monte de gente, e não só isso, deixou a cidade do Texas toda quebrada, enconômicamente, e políticamente, também.. Então A senhora Sônia, resolveu migrar pelo Brasil, chegou no Brasil destruída, e sem nada. Minha mãe encontrou ela na feira onde trabalhava, e decidiu ajuda-la, e levou ela para casa. A senhora Sônia, sabia falar um pouco português. A medida que foi passando, Sônia começou a trabalhar com a minha mãe na feira, elas se tornaram inseparáveis, e a Sônia se tornou uma segunda mãe para mim. Como perdeu sua filha, se apegou muito a mim, então a senhora Sônia me ensinou o inglês, me ensinou a amar os livros, e também me ensinou a amar a cidade do Texas.
Sorriu emocionada.
--- Embora o terrorismo daqui, tirou tudo que ela amava. Ela não culpava Texas, e sim sentia uma saudade enorme, ela falava deste lugar com os olhos brilhando, falava que era uma cidade tão acolhedora. O sonho dela era me levar para conhecer seu país, sua cidade. E aos poucos foi se tornando o meu sonho também.
Quando eu fiz, 15 anos, a senhora Sônia morreu.
Jensen- Oh, eu sinto muito, não precisa continuar, eu sei o quanto doí perder quem amamos.
--- Não, hoje em dia não doi mais em mim. E o mais engraçado é que ela morreu por causas naturais, acredita? Ela não morreu por causa de uma doença ou nem por acidente, os médicos não tinham nemhuma explicações para isso, se tivesse uma justificativa pelo menos, mas não tinha. A senhora Sônia já acordou morta. Na época eu não entendia o porque daquilo, porque ela nos deixou, ela era tão nova, saudável, E ninguém tinha explicação para isso, porque essa explicação era de Deus.
Minha mãe entrou em uma depressão profunda, e eu também... Mas eu tinha que ser forte, não só pela minha mãe, mas por mim também. Acredito sempre que há um propósito em todas as coisas, do qual a gente não entende agora, mas lá na frente vamos entender. Eu entendi que Deus a quis levar ela cedo, sei que a senhora Sônia está feliz ao lado de Deus, da sua filhinha e do seu marido lá no céu. É difícil não se deixar abalar no início, é difícil ser forte, mas com o tempo aprendemos, não podemos deixar a dor nos controlar, senhor Jensen. Pois nossa vida ainda vale muito para quem amamos.
Olho para o Jensen, e sei o quanto ele está tenso.
Jensen--- NÃO JÚLIA! NÃO É FÁCIL SUPERAR UMA PERDA AINDA MAIS DE QUEM AMAMOS! EU NUNCA VOU SUPERAR A MORTE DA...
Jensen para de falar, percebendo que se deixou levar pelas emoções.
--- Eu nunca disse que seria fácil, pelo contrário, é difícil, e árduo. Mas por mais que doa, temos que superar, senhor. Depois que me recuperei pela perda, comecei a por em prática o sonho da senhora Sônia, que embora se tornou o meu. De vim para sua cidade que ela falava com tanto amor. E agora eu entendo o amor que ela sentia por esta cidade, porque agora consigo sentir de perto. E sei que ela esta me iluminando lá do céu.
Respiro pesado, nunca desabafei tanto com alguém, como me desabafei com o Jensen.
Ficamos os dois em silêncios, só a nossa respiração que se ouvia. Olhei pela janela, e nem percebi que estava chovendo.
Quando Jensen ia se pronunciar, sinto um barulho estranho batendo na janela, tomo um susto, limpo a janela para ver o reflexo, e tomo outro susto quando vejo a
---KEITH!!
Saio do carro, e Jensen sai em seguida também.
Keith está com o guarda-chuva enorme, que mal da para ver ela.
Keith--- Júliaaaa! Você quer me matar do coração, como você faz isso comigo? Eu te liguei mais de mil vezes, e seu celular só cai na caixa postal, fiquei preocupada, ainda mais com essa chuva que não para. Meu carro encanou, então eu vim aqui fora, para te esperar. Como eu vi esse carro parado ai, decidi bater para ver se era você.
Keith fala gritando.
---Keith, não precisa se preocupar, o senhor...
Keith abaixa o guarda-chuva e quando ela Olha, quase da um treco.
--- MEU PAI AMADO, JENSEEEEEEEEEN.
Ah, meu Deus. Seguro a Keith, antes que ela avança sobre o Jensen.
KEITH--- Me solta Júlia, eu nao acredito que você veio no carro com JENSEN ACKLES!! Acho que estou num sonho, me belisca.
Olho para o Jensen, e por incrível que pareça ele está sorrindo. Oh meu Deus.
--- Keith, para com isso.
Jensen- Pode deixar, Júlia. Ela é minha fã, é normal agir assim.
Keith se solta sobre mim, e vai na direção dele. Keith o abraça tão forte, e Jensen retribui o abraço, olhando para mim.
Dou um sorriso para ele, fico feliz por ele ter deixado a Keith abraça- lo, sei que a Keith gosta muito dele, e não queria que ela tivesse uma desilusão, assim como eu tive quando eu conheçi ele.
Keith se solta do abraço do Jensen com os olhos vermelhos.
---Eu nem acredito que é você mesmo, sonho com isso à anos, eu sou muito sua fã, por Deus. Por favor, me belisca para ver se eu não estou sonhando.
---Keith para com isso, por favor!
Digo invergoada.
--- Ah, Júlia não seja um estraga prazeres. Não é todo dia, quer dizer nunca, que a gente ver o Jensen Ackles na nossa frente. Aí meu Deus, o tempo só te faz bem, continua mais lindo do que nunca.
Jensen rir.
Keith- E esse sorriso, Júlia como você não agarrou ele ainda, mulher? Você sabe quantas queriam ter esse privilégio que você teve??
Olho para a Keith, com a cara queimando.
Keith--- E você vai voltar a gravar supernatural? Ainda não superei o fim.
---- Você ainda mora por aqui?
---- Porque você sumiu?
Keith o enche de perguntas.
---- Posso tirar uma foto com você?
---- Eu sei que depois que sua esposa morreu, Você se fechou para o mundo, mas quero que você saiba, que nós fãs te amamos.
---KEITH, PARAAA.
Grito, fazendo os dois olharem para mim, assustado com o meu tom de voz. Keith passou dos limites, eu sei o quanto a morte da esposa do Jensen mexe com ele. Se quer acabar com o humor dele, é só citar o nome da sua amada. Eu senti isso lá no carro.
--- Quer dizer, estou cansada Keith, amanhã a gente acorda cedo. O senhor Jensen foi muito bondoso em me trazer. E peço obrigada. Mas amanhã acordamos cedo, é já é quase 3 horas da manhã.
KEITH- perder aula é o de menos, perto do Jensen, Júlia... Se você quiser ir, pode ir... Não me importo de ficar aqui com o Jensen.
Buffo frustrada, sem nenhum argumento a mais. A Keith é indestrutível, no aspecto de teimosia.
Jensen- Sua amiga tem razão, já está meio tarde, e também preciso ir.
Keith da um treco denovo--- Não, eu não vou deixar o senhor ir, não esperei minha vida toda para isso, pra te deixar ir embora assim. --- Posso entrevistar o senhor? Isso seria o auge para mim. E também seria a primeira entrevista inédita, depois da morte da sua esposa.
Jensen fecha a cara. ---Creio que não será possível senhorita, no momento não estou fazendo nenhum tipo de entrevista, e não insista por favor, bom já vou indo. E foi um prazer te conhecer.
Keith--- Não, por favor, não vai.... pelo menos tira uma foto comigo. Esse não é o Dean que eu conheço!! SE FOSSE O DEAN DA SÉRIE, NÓS ESTARÍAMOS NOS AGARRANDO AGORA!!
Keith diz gritando, mas já é tarde. Jensen já havia ligado o carro.
Keith vira para mim, com os olhos cheios de lágrimas. Vou até ela, na tentativa de abraça- la.
--- Keith, não fica assim, infelizmente foi na hora e no momento errado. Que tipo de pessoa quer fazer uma entrevista as 3 e pouca da manhã? Rio na tentação de fazer ela se descontrair um pouco.
Keith--- Não, Júlia. Você só fala isso, porque para você pouco importa, já que você nem é fã dele...
--- Ei, não fala assim! Eu me importo com você! Mas entenda que realmente foi na hora errada, Keith. Quem sabe outro dia, você não consegue entrevistar-lo? até porque se tem uma coisa que você é boa, é de convencer as pessoas!!
Keith---minha filha, moro aqui desde que nasci, e nunca vi o JENSEN assim, como eu vi hoje. Nem parece que moramos no mesmo país, quem dirá na mesma Cidade. Ele se esconde muito bem. É claro que já fui em várias convenções, mas não se compara com o que eu vi hoje. Você é uma sortuda Júlia.
Keith ri tristonha.
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Atualizado até capítulo 141
Comments
Francilene Oliveira da silva
tadinha poderia não ter falado da falecida esposa dele que ganharia a foto kkkk
2025-02-11
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BRENDA MONIQUE MOREIRA AMARAL BUTION
mds por que a Julia não dá uma paulada na amiga dela a garota é uma retardada
2024-10-24
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Livia Marina Romao Salmazo
Essa Keith é muito sem noção, chata que dói
2024-07-05
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