~Júlia
Depois que o Jensen se retirou, consigo respirar aliviada. A presença dele estava me sufocando, ainda me lembro do seu olhar intimidante sobre mim, o que me faz sempre sentir coisas estranhas pelo meu corpo.
Saio do desvaneio quando ouço a voz nojenta da Lana.
Lana- Dessa vez, a sorte estava ao seu lado, Júlia, mas garanto que na próxima não terá!
- Isso é uma ameaça?
Pergunto olhando diretamente no olho dela. Se ela acha que vou me rebaixar, está inganada.
Lana- Se você prefere assim.
Corto-a. -Eu prefiro assim? Chego mais perto dela- Não tenho medo de você, Lana. E se acha que vou me deixar intimidar por esse seu ódio gratuito contra a minha pessoa, só lamento por você, já que será uma perda de tempo, da sua parte, claro.
Sei que jogou baixo comigo, porém sei jogar melhor ainda.
Sorrio com satisfação para ela, o que só faz aumentar mais as iras vermelhas do seus olhos. Me divirto com isso. Confesso que não sou o tipo de pessoa rancorosa, porém a forma suja que ela jogou comigo hoje com a intenção de me prejudicar. Me fez acreditar que minha palavra nunca irá prevalecer aqui, contra ela, só pelo simples fato de eu ser uma imigrante. O que foi outra mentira da sua parte, já que o Jensen mostrou ao contrário do que ela me disse. Fui medrosa, e me deixei levar, porém acredito muito na lei do retorno, e sei que para cada ação tem uma reação.
Lana- Oh, Júlia, você acabou de ter a pior pessoa como inimiga.
Rio com gosto na cara dela . -Hahahaha, será um prazer te-la, como minha inimiga, senhorita Lana.
Debocho e viro as costas para ela, ignorando-a por completo. Hehe, ponto para mim.
Olho para o relógio em meu pulso, e vejo o tempo perdido que eu perdi com esse ser desprezível.
23:45, falta só 15 minutos para dar 00:00 noite, me apresso rápido para não perder o táxi. Como hoje é início de semana, a Cervejeria não estava com tanto movimento assim, porém mesmo assim deu para perceber que é muito bem frequentado por pessoas de classes sociais altas, a maioria por playboys, filhinhos de papai, o que me fez revirar os olhos, pelos comentários e cantadas sem graça que recebi hoje, porém ignorei, claro.
Tive que segurar para não levantar o dedo do do meio para eles, mas eu trabalho vale mais.
Tiro o uniforme e guardo junto com as minhas coisas na bolsa, espero que meu novo uniforme chega logo, não quero continuar a trabalhar com este.
Coloco o vestido que eu vim, solto meu cabelo com a intenção de fazer um outro coque nele, e me espanto com o que eu vejo, meu cabelo está bem cheio que mal dar para ver meu rosto, acredito que devido a chuva que ele está assim. Prendo denovo, só que mais forte para não desmanchar, não quero assustar ninguém rs.
Já pronta, saio do banheiro e sigo na direção da estrada, não vejo a nojenta da Lana, o que me deixa feliz.
Passo pelos seguranças e dou boa noite, atravesso a rua, até chegar no ponto de conduções. Olho para rua que ainda está com os asfaltos molhados, as árvores balançando fazendo com que o cheirinho de terra molhada invade pelas minhas narinas. Dá para ver que foi só uma chuva de verão para refrescar um pouco, embora o calor daqui é meio quente, mas não chega nem perto do calor do Rio.
Dez..vinte minutos, e nada de táxi, nem do ônibus... Respiro impaciente pela milésima vez. Minha barriga já dá sinal de vida, estou com muita fome, não jantei! Só comi um dois aperitivos escondido por puro experimento, para ver se era bom, e me dei mal, já que o gosto azedo ainda continua em minha boca.
Olho para estrada esperançosa de novo, para ver se está vindo um táxi e nada.
argh, frusto irritada, só queria chegar em casa logo para tomar um banho, comer e dormi, é pedir demais? E só de pensar que amanhã tenho aula de manhã bem cedinho me faz estremecer, até que uma ideia passa pela minha cabeça. Meu Deus, como eu não pensei nisso antes? Vou ligar para Keith vim me buscar, oras ela ainda me deve uma carona.
Pego meu celular que já está caindo aos pedaços, e só está funcionando ainda pela graça divina de Deus, tomo um susto quando vejo que só estar com 1 porcento de bateria, quando vou abrir a lista de chamada, não deu nem um segundo e já desligou. Taí, existe uma pessoa mais azarada do que eu? E o pior que a Keith deve está pensando que eu ainda estou no trabalho, já que eu falei pra ela, que meu expediente acabaria só na metade da madrugada, o que foi burrice da minha parte. Também, né, como poderia adivinhar que meu querido e adorável chefe ia me dispensar mais cedo por pura bondade, rio internamente.
Me frusto mais uma vez ao olhar para a estrada, caramba não passa nada neste lugar. Ainda irritada, nem percebo quando um carro muito chique por sinal, para em minha frente, olho alermada para o vidro totalmente escuro, porém não vejo nada, com certeza deve ser um Uber esperando por alguém, mas tinha que parar logo na minha frente?
-Júlia, o que ainda está fazendo aqui?
Quando ouço essa voz, chego a abrir os meus olhos e fechar na mesma hora.
-Júliaa?
Abro os meus olhos sem acreditar que era Jensen que estava dentro do carro.
Me recomponho e tento não gaguejar, o que não deu certo, como sempre.
-Seeenhor.
Droga, para de gaguejar, Júlia. Repreendo- me internamente.
-Como o senhor está vendo, estou até agora esperando que passe um táxi ou um ônibus neste lugar.
Falo sem perceber, no que saiu em um tom grosseiro.
Jensen arregala os olhos, e logo em seguida olha para seu relógio.
Jensen- Você está aqui desda hora que eu te dispensei?
Ele pergunta sem acreditar.
-Não parece óbvio, eu não tenho um carro a minha disposição para ir pra casa na hora que eu quiser.
Jensen- O QUE??
Não, não acredito que eu falei isso em voz alta... sinto os rubores das minhas bochechas esquentaram.
-Não foi isso que eu quis dizer Senhoor...
Jensen- Foi isso sim.
Droga, pronto, não sei mais a onde enfiar minha cara. Jensen olha para a rua que já não tem quase ninguém, e em seguida volta o seu olhar lindo, sobre mim.
Jensen- Bom, acredito que não deve passar mais nada por aqui.
Jensen diz com uma calmeza, enquanto eu preciso me segurar para não surtar.
Jensen- Olha, eu posso te dar uma carona, você mora no Campus aqui perto da Universidade, certo?
Fico surpresa por ele ter lembrado onde eu moro.
-Sim, moro no campus, mas o senhor não precisa se preocupar, eu vou ficar aqui esperando até o táxi vim.
Sério que eu falei isso? Olho para rua novamente que já não tem mais ninguém, exceto eu, e o Jensen.
Jensen- Será que você não entendeu que não passara mais nenhum táxi por aqui? Olha para você, já está a quase 2 horas esperando, não seja orgulhosa e este ponto.
Jensen diz de uma maneira rude, o que faz meu corpo todo se contrair.
- Fora do meu ambiente de trabalho o senhor não manda em mim.
Falo sem saber da onde eu tirei toda essa coragem, deve ter cido a fome que me faz ficar assim: sem paciência e sem humor nenhum.
Com a testa franzida, Jensen me olha com uma expressão de surpresa.
Jensen- Não seja burra, Júlia. Tá na cara que não vai passar mais nada. Você quer passar a noite aí, até o seu táxi chegar? Posso ser tudo, mas não louco de deixar uma jovem ingênua sozinha numa rua que não tem ninguém. Embora a cidade to Texas seja a mais segura dos Estados Unidos, não devemos ser idiota ao ponto de não se preocupar com nós mesmo.
Jensen diz praticamente gritando.
- Eu não sou ingênua, e posso muito bem me defender sozinha.
Digo com firmeza.
Jensen- É ingênua e cega, que não ver o perigo. Olha para você, deve está cansada, e mesmo assim não quer minha carona, mas prefere ficar aqui esperando o um táxi, por pura birra.
Eu não acredito que ele me chamou de birrenta, argh, idiota, mil vezes idiota.
- Minha mãe sempre disse para nao aceitar carona de estranho.
Jensen dá uma ridada. - Acontece que eu nao sou um estranho, eu sou o seu chefe.
- Ainda continua sendo um estranho para mim, vai que o senhor é um psicopata, Sei, lá, né...
Jensen- Está se comportando igual a uma criança, senhorita Júlia.
- Não, não estou! Não tem porque o senhor oferecer uma carona, para uma pessoa que já deixou claro que não confia.
Jensen olha para mim, se divertindo, o que aumenta mais a minha irritação.
Jensen- Não sabia que era rancorosa, senhorita Júlia.
Affs, odeio que ele me chama de senhorita, aposto que ele só me chama assim para me irritar.
Olho para ele irritada. -Eu não sou rancorosa, porém também não sofro de amnésia.
Jensen ri denovo.
Jensen- Tabom criança, acabou a birra já?
-Eu não sou criança! E para de me chamar assim.
Grito irritada.
Jensen- Sei que não é, mas está se comportando como uma. - Anda logo Júlia, sobe no carro. Jensen coloca a mão na maçaneta do carro, na intenção de abrir- lá, para eu entrar. Porém me antecipo e respondo.
-Não, eu não vou, e não insista.
A expressão do Jensen muda, e vejo o quanto ele está com raiva da minha resposta.
Jensen- Tabom, se você quer assim, então fica aí para ser estuprada ou violentada a qualquer momento. ADEUS.
Ele liga o carro, e sai andando devagarinho, como se nao quisesse ir..
Olho para rua e vejo que realmente estár deserta, meus pés já estão doendo de tanto ficar em pé, mas quando ouço um trovão de chuva, me faz voltar atrás, e decido correr até o carro que já esta lá na frente.
-ESPERA, ESPERA.
Grito alto e ofegante, achando que ele vai me escutar. Porém sorrio, quando ele para o carro, e vem dirigindo de costas para mim. Ufa.
Jensen, para o carro no meu lado, e destranca a porta para eu entrar.
Entro no carro, e percebo que ele dá um sorrisinho de lado.
O cheiro do seu perfume amadeirado invade por todo o carro, fazendo eu respirar acelerada.
Jensen- Que bom que resolveu voltar atrás, senhorita Júlia.
Jensen abre um sorriso tão lindo, que me faz derreter.
-Não pensa que foi por você! E sim, porque não aguentaria pegar outra chuva de novo.
Ele não diz nada, e liga a chave do carro...
olho pela janela a paisagem escura da cidade do Texas, até o som do ranco da minha barriga apitar. Meu Deus que vergonha, espero que ele não tenha ouvido isso, o que foi em vão já que o mesmo olha para a minha cara.
Jensen- Você não comeu nada, Júlia?
- Éeeh, não!
Falo invergonhada.
Jensen- Como assim? Na Cervejeria tem um intervalo para jantar! Ninguém te falou isso não?
Ele pergunta com raiva.
- Não, bom tirando o senhor Arthur, a nojenta da Lana, perdão, quero dizer, a senhorira Lana, não é tão receptiva assim com os novatos.
Noto que a expressão do Jensen mudou? Será ele está preocupado comigo? Impossível.
Jensen- Não acredito que a Lana foi capaz de fazer isso, Tenho que ter uma seria conversa com ela.
- Á muitas coisas que o senhor não sabe sobre ela...
Acabo falando sem pensar.
Jensen- Hã? Como assim?
-Éee, nada esquece.
Jensen não se conformou com a minha resposta, porém decidiu não tocar mais no assunto, o que me faz agradecer internamente.
Jensen- De qualquer modo, não sou uma pessoa ruim ao ponto de não alimentar quem trabalha para mim.
Olho para ele surpresa.
-Eu sei, mas não sabia dessa parte do jantar, amanhã jantarei com gosto, então.
Digo bastante animada.
Olha para a janela de novo, e vejo que só falta algumas ruas para chegar no Campus da Universidade.
Jensen coloca uma música, quebrando o silêncio pelo ar.
Pelo visto não é só a Keith que gosta de rock.
A música é muito Boa, faz a adrenalina toda do do corpo subir, quando fui ver, Jensen estava cantando com a música, sem perceber que estava olhando para ele.
Fico fascinada vendo ele cantando.
Bom, irei tentar postar os capítulos todas as terças, sexta e sábado. Bjs para todos os Hunters❤
***Faça o download do NovelToon para desfrutar de uma experiência de leitura melhor!***
Atualizado até capítulo 141
Comments
Francilene Oliveira da silva
kkkkkkk
2025-02-11
0
Livia Marina Romao Salmazo
Essa Lata vai tomar na ilhota, que mulher ruim da porra!
2024-07-05
1
Maristela Mota yaman
Jansen e muito lindo 😍
2024-01-09
3