Julia Gomes~
...
Quando olho para frente, vejo uma rua enorme, bufo.
Sigo direto como a Keith falou, depois do que parecia uma eternidade chego ao final da rua, e viro para uma outra rua, e não encontro nenhum bar.
Devo me assustar? Claro, óbvio? Não faz nem três meses que estou neste país e já estou perdida. Essas coisas só acontecem comigo mesmo! Olho para rua movimentada de gente desconhecidas, carros com as suas buzinas e praticamente sem sinais e faixas de pedestres.. É.. não é nada diferente do Rio de Janeiro.
Já impaciente, vou tentar pedir ajuda para alguém, mais droga, eu não faço ideia do nome do bar, só sei que é Buziness e alguma coisa, mas seja o que Deus quiser!
— Senhora, com licença, poderia-me informar onde fica um tal de bar, chamado Buziness…
Senhora — oras minha filha, se for o bar que eu estou a pensar que tem esse nome, fica logo ali naquela faixada.
Ela aponta e eu me viro, e leio a placa escrita “Bar Family Buziness" e nossa, nessa hora, eu sinto um alívio quando vejo que é esse nome mesmo! E eu agradeço a senhora que foi bem gentil comigo, e vou na direção daquele bar… meu Deus! sério mesmo que fiquei mais de meia hora procurando esse bar sendo que estava logo na minha frente? Vai ter que valer a pena, as minhas pernas já estão doendo de tanto andar e ainda estou com fome. E olha que não trouxe nada comigo, só o dinheiro para pegar um táxi, ninguém merece.
Cansada, paro em frente ao bar, de perto é bem maior do que eu pensava, ainda com os vidros todos escuro, dá para ver o luxo que é esse bar ou cervejaria, aff, não sei ao certo! E soa até como engraçado para mim.. Pois lá no meu país, principalmente no meu Rio, os bares não chega a ser assim, na verdade são até chamados de botequim.
Chegando na entrada principal, deparo-me com tudo fechado. Ah, não! Não acredito que me esforcei tanto para chegar aqui e encontrá-lo fechado? Olho para o outro lado e vejo dois carros, muito chiques, e suspiro fundo com um pouco de esperança. Perai Júlia, calma nem tudo está perdido, com certeza deve ter alguém aí dentro. Então, com coragem, eu empurro a maçaneta da porta que é de vidro, assim como as demais janelas do local, e para a minha felicidade ela abre, entro pela recepção, e não vejo ninguém, e eu estranho ainda mais.. Porém, ainda continuo a andar, até que ouço algumas vozes vindo de uma porta entreaberta.
— Dane-se Arthur, eu não quero nenhuma fã minha como a garçonete deste lugar, você sabe como que é! E primeiramente não era nem para ter saído essa notícia!
De repente me sinto arrepiada pela voz grossa desse homem que acabou de falar…
— Calma, Jensen. Já resolvemos esse assunto, e realmente eu não sabia da repercussão que isso iria tomar. Porém, ainda não contratei ninguém.
Quando ouço esse nome Jensen, tomo um susto pois sei que é o homem que a Keith me falou..e nervosa, ao me movimentar-se, eu acabo derrubando um vaso, e o barulho soa alto como um estrondo ecoando pelo ambiente..droga.
Jensen — Quem está aí?
Escuto passos vindo na minha direção, até que me deparo com o homem.. Uau, mais lindo que já vi em toda a minha vida e não, sei que sou a rainha do drama, mais dessa vez não estou exagerando. E logo atrás vem um outro cara que ele estava discutindo.. Assim eu presumo né.. E quando os meus olhos se encontram com esse tal Jensen, eu me perco neles, como se eu não estivesse mais naquele lugar… Meu Deus.. nunca vi os olhos tão bonitos e tão esverdeados assim.
Jensen — Quem é você?
Eu simplesmente não ouço o que ele falou, pois, estou fascinada com a beleza dele, meu pai amado, ele também me olha dos pés à cabeça, esperando uma resposta.
Jensen — Você é surda garota, eu lhe fiz uma pergunta.
Assustada com o jeito nada simpático que ele falou, recomponho-me, e respondo.
— Eeeu viii..
falo gaguejando, parece que as palavras sumiram da minha boca e eu fico bem envergonhada. Nunca fui assim de gaguejar e ficar sem palavras na frente de ninguém..
Jensen — Além de surda é gaga.
Nessa hora ele olha para o mesmo homem que saiu junto com ele dessa porta.
Arthur — Senhorita, em que posso ajudar? O Bar só abre as Sete horas da noite. No momento está fechado, você não viu a plaquinha?
Desvio o olhar do Jensen e olho para o Arthur.
— Senhor, me desculpa.. É que eu só vim para a vaga de garçonete, falaram-me que estava precisando de uma.
Falo ainda me sentindo bem constrangida..
Jensen — Ah! era só o que me faltava, desculpa, mas se você for uma fã minha, não esta contratada!
— Hã? Mais do que o senhor está falando?
Olho para ele com a testa franzida, só porque o cara é o Deus grego, acha que todo mundo é uma grande “Fã” número um dele? Fala sério!
Jensen — Não se faça de desentendida. É claro que você veio para o emprego porque sabia que eu era o dono do bar!
— Me desculpa senhor, de fato conheço o senhor, porque a minha amiga é uma grande fã sua, e foi ela que me recomendou este bar.
Jensen — Chega, até sei da peça, já que a amiga não conseguiu o emprego aqui, mandou a outra.
— Que? Não sei do que você está falando, e mais uma vez não sou uma grande Fã sua, nem sabia da sua existência, na verdade, eu nem sou deste país!
E ele me olha torto nessa hora.
Jensen — Primeiramente se refere a mim como “Senhor” e não como “Você." E era só o que me faltava uma imigrante querendo um emprego na minha cervejaria! E saia logo do meu bar! A parti de hoje, não irei contratar nenhuma garçonete.
Indignada e pronto para rebater esse ogro preconceituoso e xenofóbico, o Athur se pronuncia primeiro.
Arthur — Calma, Jensen! Por que não contata ela? Dá para perceber que ela realmente não é uma fã sua! E vai trabalhar por hora, como uma garçonete, não vejo nada de mais nisso, de que país você é Senhorita..?
— Júlia, o meu nome é Júlia Gomes de Araújo. E eu sou do Brasil senhor, vi para cá faz três meses, faço intercâmbio na faculdade.
Nessa hora, o Jensen olha na minha direção, com aquele olhar penetrante, como se quisesse desvendar-me, e eu juro que se tivesse um potinho me enfiaria nele neste exato momento.
Arthur — Perfeito!
Jensen — Que perfeito o que Arthur, você confia em qualquer uma que vem nesse lugar, sem ao menos conhece-la? Quem garante que essa daí está falando a verdade.
Eu realmente estou-me segurando para não ir em cima desse ogro prepotente, só porque é É lindo desse jeito, não tem direito de agir assim comigo!
Eu — Mais é claro que estou falando a verdade, senhor, eu posso comprovar, não vejo o motivo do senhor não confiar em mim! Só porquê não sou uma nativa do seu país?
Encarei ele de cabeça levantada. Não vou ficar abaixando a minha cabeça pra macho nenhum. E dane-Se, se ele for o Jensen Ackles! A minha dignidade sempre vira em primeiro lugar.
Jensen — hahaha, pode ter certeza que não ouço coisas muito positivas do seu país.
A minha raiva desapareceu assim quando ele abriu aquele sorriso lindo de fazer todos os pelos do seu corpo arrepiar. Meu Deus, como pode o homem ser tão lindo assim, isso é um pecado, só acho!
Arthur — Chega Jensen! É melhor
contratar ela, já estamos meses sem uma garçonete e a Lana não está dando conta sozinha!
Jensen — Chega Arthur, eu sou o dono daqui, Você é só o gerente, e a palavra final é minha.
Arthur — Sou o gerente, mais graças a mim que esse bar ainda funciona, pois, desda morte da…
Jensen — Não se atreva!
Nessa hora Jensen olha para mim e diz:
— Pois, não, venha até o meu escritório, temos algumas regras para esclarecer.
Nessa hora abrir um sorriso enorme, então o emprego é meu? Jensen percebendo a minha alegria se pronuncia.
Jensen — Não vai pensando que já está contratada.
O meu sorriso desmanchou na hora! Que cara estúpido. Se eu realmente não estivesse precisando de um emprego urgente, eu já teria ido há muito tempo embora daqui!
Arthur- Ué! você mesmo que vai entrevistar ela? Geralmente sou eu que faço essa função né.
Jensen — Estou aqui, não estou? portanto, sou eu que vou entrevista essa daí.
Sinto o seu olhar de desdém sobre mim. Aff, Deus me daí paciência, pois se me desse uma pedra agora, eu juro que tacaria na cabeça desse ogro, por mais charmoso e lindo que fosse!!
Jensen — Como eu falei, não confio nessa gente estrangeira.
Sem deixar eu me pronunciar, virou as costas para mim, e seguiu para o corredor que dava para o seu escritório.
Arthur — É melhor você ir, digamos que o Jensen não é um cara muito paciente.
Olho para o Arthur, que foi o único que me tratou com dignidade e não com superioridade, como fez o seu chefe!
— Obrigada senhor Arthur, já vou indo!
Arthur Baker⬇
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Atualizado até capítulo 141
Comments
Francilene Oliveira da silva
eita
2025-02-11
0
Jaqueline Maria Dos Santos
Nossa que homem chato
2024-08-04
0
Livia Marina Romao Salmazo
Pqp
2024-07-04
1