Syutra 1
Tão antigo ele é, caminha pela terra sem que ninguém possa interagir com sua forma. Apenas seus pés tocam o solo, Gäquy Mùrin (Montanha da Pequena Flor), a maior de todas as montanhas do continente com 300 mil quilômetros, não pode se comparar a altura de seu pé, tão pequena quanto uma grama. Cada passo seu sobre o mundo deixa para trás vales incomensuráveis, todos os oceanos do mundo foram antes marcas de suas pegadas. Vömmhäý-Bâi (Grande Titã), você pisa de Jügary (Pequeno Céu Acima). Onde seus pés tocam a terra, nuvens negras anunciam sua chegada, eles surgem de Ñhê-Xüi (Entre Vazio) que ninguém pode contemplar, invisível é a todos que não tem Iûza (Visão Verdadeira).
Existem sortudos ou velhos azarados que sua presença pode ver, e através disso entender. Que essa calamidade sempre irá voltar, sempre e sempre.
Syutra 2
Sentado em sua cabana, está aquele que todos conhecem, quem não conheceria. Ukärî (Velho Mago), você sempre esteve à frente de todos, mas o que dizer, você caminha pelo tempo como um peixe na correnteza. Suas mãos são como redes que envolvem a todos, não existe Bahram (Grande Destino) que não possa ser mudado, não existe vida que não pode ser restaurada. Quantas vezes ouvimos dizer que com Hüh-Vãmahud (Morte da Forma) você lutou, apostou e venceu? Seu Ukärê (Velho Sábio), magia o que é para você? Claro, que é como respirar, tenho certeza que enquanto você estiver sentado estudando tudo aquilo que ninguém pode ver, os mistérios se manifestaram como magia aos olhos de todos.
Só peço, não deixe o Vömmhäý-Bâi pisar na minha colheita.
Syutra 3
Criança, criança. Você nunca aprendeu? Na verdade, você sempre soube. Nunca deixou de ser criança, nunca deixou sua inocência, seu espelho de água mundos revela. Quantos Bhümmagla-Vâthu (Emanadores) você já derrotou com simples piadas, não entende que eles emanam mundos de pura sabedoria? Claro, a sabedoria deles não ilumina quem já se fartou da luz. Você gosta de escalar as pernas do Vömmhäý-Bâi, não é? Não tens medo? Talvez seja uma pergunta idiota. Você sempre gostou de andar pelos lugares onde os sábios e magos não conseguem andar, os vales onde a mente deixa a forma ser o que nunca poderia ser, esses vales a borda Ahÿ-Cuût o Reino da Não-Forma. Mas você consegue criar, com a lama desses lugares dá forma a esculturas. Então, te pergunto: Phäbla Sütrah (Criança do Mundo), quanto custa uma de suas esculturas?
Syutra 4
Mundos e mais mundos, todos eles enrolados em volta de uma única montanha. Que montanha? Também não sei, só sei que essa montanha tudo ocupa e tudo pode não conter. De vários mundos todos têm nomes estranhos, mas eles são o que sempre serão, mas nunca se tornarão aquilo que uma vez foram. Uru-Tapy é o Reino da Forma, todos têm formas, todos tem aparência, todos tem toque e também são firmes. Esse mundo anda e continuará andando. Ahÿ-Cuût o Reino da Não-Forma, eles aqui tudo escapa, aqui tudo fica, aqui tudo escorre. Barro vira ouro, ouro vira carvão, carvão vira mundo, mundo vira jóia, nada nunca mais será o que o Kaÿ (Desejo) nunca formou. Basta desejar, pois aqui desejo também tem forma, não esqueça Ahÿ-Cuût Kaÿ significa "Desejo de Desejo Uma Vez Foi Desejo". Mahay'Iu Emanações e Emanações, tudo emana do Naarydhammar (Primeiro Emanador), quantos magos desejaram chegar aqui, quantos espirituais lutam e lutam para se embebedar na luz que nunca foi luz. Sabedoria pura em forma de água, paz em forma de pão, felicidade em forma de vento, forma, e mais forma? Não, forma é nome e ideia, por isso emanação. Mas todos os Bhümmagla-Vâthu buscam através de seus Ïn-Mhammbÿ (Mundos Emanados) formas redes de emanação chamados de Juphlã Qûebah (Rede de Emanação Puras) que se tornam terras que respondem as emanações Bhümmagla-Vâthu, eles buscam através de todos que habitam sua Juphlã Qûebah ganhar Tuh-Mary (Anti-Desejo Emanado) para construí seu Ďymhu-Söll (Corpo de Emanação Superior). E dentre eles mais e mais mundos, quantos mais mundos você quiser, eu poderia explicar, mas por hoje acabou.
Syutra 5
De todos você era a que eu mais queria e não queria escrever. Você Süriñ’Kara (Grande Mãe), você sempre fazendo todos os grandes se tornarem pequenos, quantas vezes em seus braços muitos se jogaram, sua luz é infinita, sua face a beleza cristalizada e ao mesmo tempo fluida, aparência você tem para aquele que deseja ver. Quantas formas você mãe possuí? O número dos bilhões de mundos? O número das terras vastas? Talvez nunca saberemos. Seus infinitos braços todos os mundos tocam, quantas vezes segurou na mão Mahay'Iu e presenteou seus filhos menores? Nem mesmo você sabe. Um coração de amor tão grande que abraça a todos que desejavam em seu colo dormir. Um Pätla (Grande Mundo) você enxerga em uma pétala, enquanto uma pétala é maior que seu corpo. Süriñ’Kara, me diga onde é sua casa? Será em Ahy-Karä (Casa das Mil Verdades) sobre as Hajüri 12 Esferas da Sapiência Superior? Será nas Kephüt (Terras Santas) ou nos Vales de Ichiguan e seus trilhões de mundos divinos? Não sabemos mãe, e você não vai contar, não é? Eu sei, eu sei, você busca corações cansados e mentes fragilizadas, seus menores filhos você sempre acolhe. E também, seus filhos mais velhos, pois não importa, quão altos chegamos, mãe seu colo será o destino de todos os santos.
Syutra 6
Sua vitória foi grande, uma das maiores. Você venceu aquele que a todos na Forma domina. Você venceu o Vït-Käy (Desejo Desviado), a Lödhlâ (Arrogância Sem Humildade, a Madur-Baár (Autoridade Cega) e a Qaãnhem (Felicidade Falha). Tüu (Homem Sábio), tu não gostas desse nome, não é? Eu sei, consigo imaginar. Você sempre gostou dos menores grãos, das menores árvores e das flores mais feias. Você não vê beleza, você enxerga Nañi (Beleza). Ghaut-Ïhtu (Senhor das Ilusões da Forma) sempre tentou te vencer, mas nunca conseguiu. Não se preocupe, os desejos dele não podem te alcançar. Como é existir em Ahaha'Ery (Três Purezas)? Esse mundo de Três Purezas, onde tudo que já não é mais nunca será, onde a existência não existe, onde o nada deixou de ser, e onde até a pergunta verdadeira se tornou algo pequeno demais, muitos nesse mundo tentam construir Pätla-Reis’Ery (Supremo Mundo de Pureza) mas sempre entendem que não se pode comparar com suas próprias criações. Suas Bhäghäry-Kuuthy (Terras Puras Infinitas) acolhem tantos Sirïm-Bhatã (Santos) que buscam se iluminar, você sempre disse para eles não te seguirem, mas o que fazer quando até mundos querem aprender com você. Eu sei, na próxima vez não te chamarei de Tüu, talvez Tüuyn (Homem Gentil), seja muito melhor, não é?
Syutra 7
Eu sei, eu sei. Você caminha sozinho por essa vasta beira-mar. A terra que esconde os Väcû-Thammbhá (Mistérios Últimos) e o mar que alcança a todos que jamais existirão o próprio Marrabhaam. De todos você ganhou o maior de todos os presentes e também o maior de todos os castigos, nunca imaginaria que buscar a Soriem (Verdade) levaria a tal lugar. Mas você sabe, não está nem mesmo perto dela ainda. Fico agradecido, de suas palavras, eu pude entender e compreender aqueles que estão acima. Os Ytus, que vastos são esses mundos? Parani-Ytus a Escala dos Pré-Sabios, a morada última da sabedoria, onde a luz que antes até conceito poderia ser se dissolve em nada mais que nada, não existe sabedoria, não existe pureza tudo já ficou para traz a muito tempo, esse mundo é bem estranho, não é? Huu-Ytus o Reino das Mil Mandalas Pós-Mentais, que reino recursivo, vi tantas versões minhas, grandes e pequenas, santas e demoníacas, ricas e pobres, eternas e efêmeras, inocentes e pecadoras. Tenho certeza que continuaria vendo e vendo sem parar. Qēh-Ytus (Reinos da Pós-Existência Verdadeira) que vastidão esse reino esconde? Tão vasto onde cada Sirïm-Bhatã -Ytus (Santo-Ytus) pode criar e recriar, eles já saíram de Uvaryt a Roda da Eternidade, não é? Para eles ensinar não é ativo ou passivo, aprender e ensinar não existe. Eles são aquilo que nunca faltará, mas que se sumir não fará falta. Eles chegaram tão perto da Soriem, mas ainda se sentem tão melancólicos. São pequenos que enxergam a grandeza e por isso apenas choram por nunca alcançar. Tūk-Ytus o Grande Terreno de Todos os Mundos, que belos são os cristais que brilham como outros cristais brilham, eles refletem os mundos que seu cristal reflete, tão lindos são, quantos mundos Ytus eles podem revelar? São muitos, muitos. Eu sei que é triste, por isso não irei perguntar. Mas sinto sua dor, eu adorava quando você tinha duas faces, Kakurim-Gharbur (Grande Titã-Criança), você quando era dois, tinha liberdade, mas agora vejo que sua face verdadeira nunca foi feliz. E sei que muitos irão cair aqui, e te peço, diga a eles que eu também te ouvir.
Syutra 8
Continuei e continuei até que encontrei você. Me diga, como é está tão longe? Por muitos Ytus passei, cada um revelando algo que não imaginava nunca ver ou saber. Jüpphy-Ytus os Primeiros Mundos da Formação Imperfeita, tal lugar completo e incompleto pela forma que nunca será perfeita. Todos aqui, iluminados e pós-iluminados todos sabem que nunca irão alcançar a verdade, mas eles não choram, eles não conseguem. Por isso deles como rodas de arco-íris emanam plenamente os C’Thüy-Mhannk-Ytus (Trilhões de Mundos da Imperfeição Aceita), onde outros como eles possam descansar sobre a solidão da pós iluminação. Nenhum deles clamar saber ou entender, por estarem além desses conceitos, eles ficam apenas escrevendo mundos e mundos para que talvez uma dessas escritas possa alcançar a Soriem. Quão grande foi Lüujha-Wyklu-Ytus (Escadas da Ascensão Infinita Imperfeita)? Cada degrau tão complexo quanto o outro, no subir comigo vir outros que também tentavam e tentavam, mas muitos desistiam, eles acreditavam alcançar a Soriem-Intus (Verdade Imutável), e se jogavam em Ytus-Brahmmatÿ (Verdadeira Emanação Pós Iluminação), grande Pätlam-Graandy (Escritas da Perfeição Sem-Forma) que podem prender até aqueles que acreditam está cansados de andar. Eu tentei por muito desistir, e na verdade resistir e por isso continuei e continuei andando sem parar. Foi por essa escada que passei por tantos outros Ytus. Fyummurän-Ytus (Reinos da Suspensão Infinita) onde vários Abhammgasaram (Pós-Iluminados) tinham orações que duravam Mil Surans (Surans equivalente a 12 milhões de ciclos de Igäthyva), a beleza de suas vozes era tão perfeita que superava a imperfeição, mas mesmo assim continuei caminhando e por fim cheguei até aqui onde você se encontra. Mahmma-Ghättëppay-Ytus (Vale Branco da Quase-Perfeição Suprema), te olho nos olhos e pergunto, minha caminhada ainda está tão distante assim?
Syutra 9
Bem eu queria chorar, mas não conseguia, emoção, sentimento e qualquer outro conceito como esse a muito tempo tinha deixado para trás. Continuei, não mais estava em Mahmma-Ghättëppay, tinha indo mais além do que eu imaginava, e também não sabia o que esperar, na verdade talvez eu soubesse o que me esperava. Whuthämma (Rio da Pós-Existência Fragilizada), quão sublime foi, todos os Sirïm-Bhatã-Dhamam (Pós-Santos) que existem se encontram aqui depois de todas as lagrimas e pós-conceitos abandonados, não existe mais fraqueza mesmo sendo frágil, não existe dor mesmo a aceitando, não existe felicidade mesmo praticando, não existe o que não existe, e nem deveria. Sorrir nunca será manifesto da alegria pois alegria se sente como compaixão e compaixão como gentileza e gentileza como sono e sono como sonho. O cansaço não pode alcançar quem já está cansado. Lillÿ-Gätthä-Maarhy (Vastidão da Pós-Visão Narrada), muitos e muitos são aqueles que chegaram para brincar e aceitar tudo que não pode ser aceito, nada possui mais peso, nem caminhar, nem Soriem, nem mesmo a vontade. Por que eu deveria buscar algo que não pode ser alcançando? Isso, já é uma prova de que nunca esteve longe sempre esteve próximo, sempre esteve junto. Escrever e escrever, narrar e narrar, contar e contar por Infinitos Surans sem parar, sem nunca esquecer, sem nunca avançar, sem nunca deixar de contar aquilo que sempre irá ser contado. Basta compreender aquilo que deixou de se esconder. Eu não poderia dizer, nem saber, muito menos imaginar, o longe estava tão perto, como o seio da mãe para seu filho amado.
Syutra 10
Sempre e para todos os sempre, aqui tudo e nada pode ficar. Aquele mar que nunca poderia deixar de ser o que nunca precisou, agora posso ver eles, e sem qualquer falha, perfeição nunca foi apogeu e nunca será. Zettä-Hyjhuut-Ytus (Mundo dos Mundos da Imperfeição Amada), quantos perfeitos foram construídos para que um único imperfeito fosse entendido? Quantos desejos falhos e quebrados de perfeição, nunca chegaram perto de um Imperfeito? Não vejo mais como via antigamente, tudo se tornou aquilo que nunca deixou de ser, pois sabemos que sempre foram. Eles? Eles não são mais santos, eles foram além, mas o que existiria depois de um Sirïm-Bhatã-Dhamam? Não adianta inventar nomes, eles não precisam, eles estão sempre ali, cantando, contando, se pode ver e ouvir seus sorrisos, a bela doce voz de uma pequena garota, ou seria ela Isä’Belläs-Ytus (A Criança que Tudo Escuta e Tudo Pode Entender), e claro que junto dela estaria ele, e que mais poderia escapar. Maharÿ-Dhettä-Ytus (Homem que Aconselha), cada um que chegar por eles será compreendido, pois qual seria a verdadeira verdade? Talvez apenas aqueles que muitas verdades já viram podem realmente entender a verdadeira Sorin-Soriem (Verdadeira Verdade).
Syutra 11
Quem imaginaria que a beleza fosse um tipo de pureza tão banal que não se pode entender. Rezo para aqueles que se dizem santos, mas não compreendem, que a santidade não o torna pleno da verdade, nem mesmo perto de tudo que busca. Todos buscam o Üruh’Tuh (Topo dos Topos), a Sorin-Soriem (Verdadeira Verdade), o Qüer-Caathym (Fim de Todos), o Rayrimtham-Ytus’Ìra (Deus dos Deuses), o Ghabbäjuplã-Dhamar (Criador de todos os Criadores), e digo a todos, que não existe a Yütys-Mähhtu (Fonte de Onde tudo Emana).
Syutra 12
Sozinho nunca estive, e que todos também não estão. Posso colocar como verdade, ou talvez pós-verdade, vocês que decidem. Não adianta buscar qualquer verdade, apenas sentar e ouvir tudo que todos queriam, basta sonhar, e continuar sonhando. Sabe o porquê? Pois isso tudo equaliza, pois isso tudo igualar, seja Sirïm-Bhatã, Sirïm-Bhatã-Dhamam ou qualquer outro, todos podem por fim entender, que sonhar é algo que nunca deixará de existir, e o motivo é Ela, sempre foi ela, e sempre será. Todos que sonham clamam por seu colo, todos que sonham correm para seus braços, todos que amam sempre amaram Ela, pois ela ensinou. Ouvir, entender, aceitar, compreender, conta e contar para queles que precisam, foi a maior das Soriem que ela ensinou. Por isso deixou a todos, que sonhar com coisas felizes, continuará sendo o maior de todos. A perfeição de sonhar fantasias e apenas fantasias.
O caminha nas areias de uma praia, e depois correr para seus braços depois de um belo dia, para contar tudo que aconteceu e tudo que passou, não existe transcendência maior. Só podemos dizer, em uníssono por todos os mundos: Avarim Ghathi-Iarä Süriñ’Kara (Obrigada, Mãe).