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Autor(a): jordanna

O Deputado

4.7 |

Autor(a): jordanna

O deputado
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Apresentação da história
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Linda Marilyn é uma jovem de 22 anos de idade, trabalha é um grande jornal, é uma jornalista incrível, apaixonada e experiente.
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Arthur Sabastiam é um deputado, charmoso e famoso, lindo e galanteador,
Com apenas vinte e oito anos já é o político mais bem cotado para a Presidência nas
próximas eleições. Também não era para menos, os Scotts sua família estão no comando há décadas, eisso passou de geração a geração, se limitou a vida toda a a casos mais será que seu coração pode ser quebrantado ?
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Capítulo 1 - 💭 linda Marilyn Narrando...
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Naquele dia o relógio despertou religiosamente às sete e meia.
Abri os olhos me espreguiçando em minha enorme cama king size tomando coragempara mais um dia de trabalho.
Meu nome é Linda Marilyn Stevens, tenho vinte e dois anos e trabalho em um dos
jornais mais importantes da cidade.
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Formei-me na New York University há um ano. Por sorte, e é claro, uma ajudinha do
meu pai, consegui um estágio no jornal ainda na faculdade. Depois de formada, continueitrabalhando lá e ganhei uma coluna especifica falando sobre política, minha área de trabalho e
pesquisa na faculdade.
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Minha família é de Washington, onde nasci e fui criada. Porém na época da faculdadevim para Nova York estudar e realizar meu sonho de trabalhar em um grande jornal.Meus pais ainda moram em Washington e vou para lá sempre que dá, ou principalmentequando dona Ruth grita comigo ao telefone, exigindo a presença de sua filha única emcasa.Meu pai, Sal, é chefe da divisão de segurança do Pentágono, o que nos rendeu uma
posição financeira muito boa a vida inteira.Por isso, mamãe resolveu dedicar sua vidainteiramente a mim e ao papai, se tornando uma dona de casa exemplar, mas acima de tudofeliz por sua escolha.Eu amo meus pais, sinto falta deles não posso negar, porém não troco pornada minha vida em Nova York.
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Tenho o trabalho que sempre almejei, minha melhor amiga ao meu lado, e o apartamentoque sempre venerei.
É, ainda me faltava o amor, mas não pensava naquilo por enquanto. Tinha muito queevoluir profissionalmente antes de me aprofundar em um relacionamento.Quer dizer...
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Eu pensava...
Sempre pensei, mas esse sonho ideal estava longe de se concretizar.
Mesmo que Mary, minha melhor amiga desde os tempos da faculdade e minha parceirano jornal, sempre me dizia que quando meu amor chegasse, ele traria consigo todas asidealizações profissionais e emocionais que eu precisava ter.
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Não era louca de discutir sobre as previsões de Mary, que tinha uma sensibilidade semigual. Pois sabia da minha existência mesmo antes de trombarmos pelos corredores da universidade. Ela me procurou e me achou. E depois de tudo, aprendi a não discordar daminha melhor amiga, porém isso sempre me fez pensar, mesmo que sofresse por uma realidade
muito distante de mim.
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Ainda mais naquele dia...
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-Você sabe que horas são? Nós já estamos atrasadas, Lindinha o Victor deve estar umafera – Mary adentrou meu quarto, esbaforida como todos os dias. - Hoje é o dia da tão famosa
festa de lançamento da candidatura de Artur Sebastian Scott ao Senado – me arrepiei ouvindoaquele nome novamente e tentei disfarçar sorrindo e beijando a bochecha de minha amiga, já
calçando os sapatos.
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-Já estou pronta, Mary, que pressa é essa? Temos ainda alguns minutos.
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-E o trânsito não conta? – sempre histérica.
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-Mary, nosso prédio é a duas quadras do jornal – peguei minha bolsa junto com a pastaa empurrando para fora do quarto. – Vamos. Mas antes passaremos na Starbucks. Eu precisourgente de um mocha – na verdade precisava relaxar. Não! Eu só relaxaria com dois
calmantes.
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-Linda, não vai dar tempo – ela revirou os olhos.
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-Vai, Mary – saímos do apartamento direto para garagem e fomos com o meu carro.
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Mary morava no mesmo prédio que eu, e todos os dias era o mesmo desespero.
Chegamos ao décimo andar do jornal ainda no horário. Fomos recepcionadas por Laila,nossa secretaria, enquanto arrumava o vestido, tubo preto e rosa antigo até o joelho,equilibrando meu mocha, que comprei mesmo com Mary reclamando.
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-Bom dia, Linda. Bom dia, Mary, o Victor já está à espera de vocês na sala dele – elanos avisou vindo em nossa direção.
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-Bom dia, Laila! Já estamos indo, deixe só eu guardar minhas coisas.
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-Deixe que eu guarde, o humor dele não está dos melhores hoje – Mary me olhou edisse.
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-Eu avisei.
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-Calma, hoje é o dia da festa de lançamento, não é a toa que ele esteja uma pilha. Vamos
ver logo o que ele quer – entreguei minhas coisas para Laila e fomos em direção a fera.
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Victor Parker era um ótimo profissional. Já o admirava desde a época da faculdade e
agora trabalhando com ele só vinha aprendendo mais sobre a arte da política, como gostava de
dizer.
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Porém ele era exigente ao extremo e não admitia erros, fazendo com que nosso trabalhobeirasse a perfeição. O que não era de todo ruim, já que minha coluna era uma das mais lidase mais comentadas em nosso site.

-Bom dia, Victor – falamos da porta e ele fez um sinal para que entrássemos.
-Bom dia. Vocês já receberam os convites da festa de hoje?
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-Sim, Victor. Já estamos com eles – Mary respondeu.
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-Vocês sabem que esse lançamento é de muita importância para nosso jornal, não é? –sempre tão duro – quero tudo redigido com a opinião de vocês duas, em um artigo até amanhã
no final da tarde. Essa candidatura vai ser uma das mais bombásticas da atualidade.
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Com certeza, Victor tinha toda razão. Os Scotts sempre estiveram na política. Eles
estavam no poder a décadas, isso desde a época do Presidente Sebastian Scott. George Scott,seu filho, também tinha o sangue da política correndo nas veias. Já foi Deputado, Senador e Governador do Estado de Nova York. E agora com a candidatura do seu único filho, Artur
Sebastian, o nome que me arrepiava desde os doze anos de idade, ao Senado a famíliamarcava mais uma vez seu brasão no campo político dos Estados Unidos.
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E como todos os outros homens da família Scott que já fizeram parte do poder, Arturtambém era duro, frio e calculista, quando se tratava do seu poder.
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Porém a sua garra quando se tratava de fazer justiça era impecável e inimaginável. OsScotts eram cruéis com os corruptos e honestos em suas propostas.
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Estudei muitosobre eles para meu trabalho de conclusão de curso, o tema da minhapesquisa foi a política daquela família, mas bem antes já havia me encantado com o menino
com o cabelo bronze rebelde, que já conservava um corpo másculo em um metro de oitenta ecinco e principalmente aquele olhar arrogante e superior com apenas dezoito anos.
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Artur Sebastian Scott sempre foi a peça mais envolvente do meu trabalho, sempre tivefascínio para descobrir como era o homem no interior daquela casca dura em forma dearrogância.
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Quem sabe um dia teria a chance de uma entrevista, onde eu poderia conhecer um
poucomais daqueles olhos verdes que me encantavam a mais de dez anos, porém que me davam
medo de chegar perto, por sua prepotência e seu autoritarismo.
Quem sabe um dia eu teria a oportunidade de conhecê-lo, ou dele me conhecer.
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Suspirei sendo tirada dos meus pensamentos com Mary me puxando e se despedindo deVictor que já havia dado seu recado.
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-Ainda bem que já compramos nossos vestidos, estou uma pilha, amiga – ri mais uma
vez do seu desespero.
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-Vamos trabalhar e tirar a tarde para nosso momento de beleza – Mary bateu palminhas.
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– Precisamos estar perfeitas para essa festa, Mary.
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-Parece um sonho, não é, Linda? Nós, cobrindo a festa de lançamento da candidatura deArtur Sebastian Scott– sorri lembrando-me das noites que passamos conversando,
pesquisando e suspirando sobre a vida dos Scotts para meu trabalho. – Quem sabe você nãoconsegue aquela tão requisitada entrevista, hein?
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-Aí sim meu ideal como jornalista política estaria completo! – Mary revirou os olhos.
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-Linda… Ideal jornalístico? – ela ironizou – Eu sei muito bem o que tem dentro dessecoração aí – Mary tocou meu peito, fazendo-me suspirar. Ela me conhecia como ninguém.
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-Mary, para. Olhe para mim – apontei para meu próprio corpo. – Uma reles plebeia
indo à festa da família real – ela me abraçou.
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-Quem disse que uma plebeia não pode ultrapassar as barreiras do castelo?
-Vamos trabalhar e deixar os contos de fadas para as crianças. Vem – a puxei e cadauma foi para sua sala, porém a cada minuto que se aproximava da hora da festa eu ficava mais
nervosa, o que me fez lembrar o dia que o vi pela primeira vez.
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Continua ?
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