Capítulo 1
— Seja lá quem for esse monstro, temos que achar ele — Disse um dos policiais enquanto olha para uma pilha de cadáveres.
— 14 de setembro de 1984 foi quanto tudo começou, o primeiro registro de crimes que temos desse filha da puta em série — Disse o investigador chefe
— A Primeira vítima foi João, João era um adolescente típico, mais foi brutalmente morto por alguém, seja lá quem for essa pessoa, ele o despio, arrancou a porra da rola dele com uma mordida, desmembrou os seus braços e pernas e enfiou uma faca no olho dele — Disse um dos investigadores enquanto mostrava as fotos do cadáver
Naquele dia
— Bom dia pessoal — Disse João ao entrar na sala e percebendo que havia um novato na sala — Quem é aquele novato ali?
— Sei lá João, ele chegou hoje aí, ninguém sabe o nome dele não, quando a gente chegou ele já estava aí
— Entendi, meio bizarro né ele ter chegado primeiro que Matias… Matias sempre é o primeiro a chegar hahahaha
— É verdade ksksks, mas enfim, se senta aí que já, já o professor chega
— Demoro pivete cuida
— Cuida
Professor entra na sala
— Bom dia turma, abram na página 17 e façam as questões 1 até o 5 e depois...
O Novato olha fixamente para João
— João — Disse Matias
— Oi
— Aquele novato, ele tem alguma coisa de errado e eu vi que um garoto em um bairro relativamente próximo foi morto e despido, o nome dele também era João
— Que loucura, mas tá amarrado em nome de Jesus, é só uma coincidência
— Será mesmo? Sei não em logo depois disso acontecer chegar um novato aqui no mesmo dia, isso tá estranho
— Eu concordo Matias, mas se fosse assim, então o professor teria perguntado algo a ele, ou ele teria sido barrado na entrada da escola
— Você tem um ponto João, não sei se é inocência sua, espero de coração que não
— Não é relaxa, e outra, eu nunca vi alguém bater de frente na mão com 3 pessoas, relaxa aí Matias
— Fechou
Passado algum tempo, as aulas acabam e eles largam mais cedo por não ter professores por conta de uma chuva que está acontecendo
— Tá chovendo pacas, alguém trouxe guarda chuva
— Meu Deus o mundo tá desabando é
— Se continuar assim essa bosta de escola vai cair hahahhaa
Pessoas riam de fundo
— Matias, tem algo de estranho com o novato mesmo, vamos ralar daqui, você trouxe guarda-chuva?
— Eu sou um cara prevenido João, obviamente eu trouxe
— Simbora Esquisito
— Vai te fuder João, bora
Os três caminham juntos para fora da escola e vão para uma loja de açaí ali perto
— Aquele novato, ele tava chorando eu acho
— Como assim esquisito?
— Os olhos dele estavam um pouco vermelho
— E dai cara? Vocês querem mesmo só falar do novato, tem muitas gostosas na nossa sala cara — Disse João
— Mas eu concordo que tem algo de errado com ele João, até o esquisito já identificou
— Eu não tô dizendo que não tem algo de errado com ele, eu tô falando que se tiver, fodase ele cara
— Entendi, vocês querem falar com ele amanhã?
— Eu não
— Vamos — Disse João
Carros de polícia e ambulâncias passam em direção a escola
— Já é o terceiro carro de polícia e o segundo de ambulância indo para a escola, que merda tá acontecendo lá
— Pior que é, vamos lá ver, esquisito paga a conta que hoje ela é toda a sua
— A próxima é sua em Matias — Esquisito se levanta e vai pagar a conta
— Ajeita sua coisas aí e vamos
Passa mais um quarto carro de polícia
— Vamo Matias acelera aí
— Minha Internet tá ruim cara calma
— Passa no cartão aqui moça — Disse João
— Crédito ou Débito
— Débito
João passa o cartão, põe a senha e eles vão correndo até a escola que fica relativamente próximo dali
— Qap Unidade Alpha no Qth Qsl?
— Qsl Uni Alpha, qual a situação?
— 7 corpos em uma sala, o mesmo padrão do garoto morto e despido em um bairro aqui próximo
— Então ele ainda pode estar por aí?
— Com toda a certeza
Mais uma vítima grita em um corredor ali perto e as luzes da escola se desligam, por conta da chuva, a escola fica meio escura
— SOLICITO MAIS QRR, TEM 1 PESSOA AQUI FERIDA — Com um kit de primeiro socorros em mãos, o policial tenta ajudar mais ao abrir a roupa do garoto percebe a quantidade de facadas que ele levou nas costas
Mais gritos são ouvidos de longe
— Que porra é essa — Disse João
— Não sei cara, mas aparentemente a escola tá meio vazia
Os três veem um cadáver sendo jogado de uma das salas no segundo andar
— QUE PORRA É AQUELA — Disse o esquisito
o corpo se estoura no chão, deixando muito sangue
Matias imediatamente começa a vomitar e João vê alguém nas janelas de cima olhando para eles
— Foi aquele filha da puta ali — Disse João apontado para a direção e tremendo feito uma gazela
Ao fundo é possível ouvir mais policiais chegando e a sombra na janela desaparece
Ambos os 3 ficam paralisados observando o cadáver grunir de dor
— Meninos venha aqui por favor — Disse um Sargento da polícia
Mais carros de polícia chegam, cercam a escola e invadem ela, mas só restaram corpos e o assassino já sei foi a muito tempo.
Passado algum tempo
— Quantos corpos dessa vez? — Disse o Investigador chefe
— Mais 9 senhor
— Puta que pariu já foi 10 pessoas, solicitem reforço Federal, seja lá quem for esse filha da puta ele tá fazendo muito estrago e com essa verba de merda a gente não consegue nem defender uma dona de casa do marido agressor — Disse o investigador chefe
— Sim senhor
Um dos oficiais presente vai contra a decisão do oficial
— O Senhor vai arriscar perder o seu cargo mesmo sabendo que a gente dá conta e vai chamar os federais?
— Alguma coisa contra SUBALTERNO
— SIM — Disse o oficial quase gritando
— ENTÃO RECLAME COM A PORRA DA FEDERAL SEU MERDA
O oficial sai da sala e o investigador chefe o observa com rancor