Amor Materno
...⚠️AVISO IMPORTANTE AOS LEITORES ⚠️...
Antes de iniciar esta história, é importante que você saiba que este livro se passa no universo da máfia e retrata um ambiente marcado por poder, violência, crimes, vingança e escolhas moralmente questionáveis.
Embora esta seja uma obra de romance, o amor não é o único elemento presente na narrativa. A história apresenta dois lados completamente opostos que se encontram ao longo da narrativa. O enredo explora o lado sombrio do mundo mafioso de Arcos, podendo conter cenas fortes de violência, comportamentos perturbadores, linguagem imprópria, tortura e outros temas destinados ao público adulto. Podendo ser desconfortáveis para determinados leitores.
Já Fiorella é o contraste desse mundo. Ela não faz parte da máfia e carrega consigo a leveza, doçura, inocência e a sensibilidade que Arcos perdeu há muito tempo. Enquanto ele vive cercado pela escuridão, ela representa a luz. Enquanto ele conhece a violência, ela conhece a gentileza. São dois mundos opostos destinados a se encontrar.
Por esse motivo, ao longo da história você encontrará momentos de romance, carinho e afeto, mas também cenas intensas relacionadas ao universo mafioso.
Lembre-se: os acontecimentos narrados não têm o objetivo de incentivar, glorificar ou justificar comportamentos criminosos, violentos ou abusivos. Leia com responsabilidade e esteja ciente dos temas abordados ao longo da história.
Boa leitura! 💖
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...Fiorella Bellini...
Isabella: Fiorella! Acorde, meu amor! Os bolos não vão se assar sozinhos!
A voz alegre da minha mãe atravessou a casa antes mesmo de o sol nascer completamente. Abri meus olhos devagar. Por um instante, fiquei observando os primeiros raios dourados entrando pela janela do quarto.
Então sorri. O cheiro maravilhoso de baunilha e canela preencheram o ambiente. Mamãe já estava na cozinha, como de costume.
Levantei da cama e caminhei descalça pelo corredor, a pequena casa parecia viva naquela manhã, com uma música italiana tocava baixinho no rádio, panelas fazendo barulho e minha mãe cantando enquanto trabalhava.
Quando cheguei à cozinha, encontrei-a coberta por uma fina camada de farinha. Ela segurava uma colher de madeira em uma mão e mexia uma massa enorme com a outra.
...Isabella Bellini, 46 anos...
Isabella: finalmente! Pensei que tivesse entrado em coma.
Ela disse, fingindo indignação
Fiorella: eu estava descansando para trabalhar, mamãe.
Isabella: descansando? Você tem dezenove anos.
Ela riu.
Fiorella: justamente. É uma idade muito cansativa.
Mamãe levou a mão ao peito dramaticamente.
Isabella: Meu Deus, eu criei uma preguiçosa.
Eu gargalhei.
Ela sempre conseguia me fazer rir. Mesmo quando as contas se acumulavam, quando as preocupações insistiam em aparecer. Minha mãe tinha esse dom, o dom de transformar qualquer dia comum em algo especial.
Isabella: venha me ajudar, senhorita cansada.
Peguei um avental e o amarrei na cintura.
Fiorella: sim, chefe.
Isabella: assim está melhor.
Ela sorriu. E, por um momento, pensei que não existia sorriso mais bonito no mundo. Seu rosto era gentil, cheio de amor. Ela era o tipo de pessoa que fazia qualquer lugar parecer um lar.
Passamos a manhã preparando os bolos que venderíamos a tarde. Bolos de chocolate, laranja, baunilha, limão. Os favoritos dos clientes.
Enquanto misturávamos os ingredientes, mamãe contava histórias da própria juventude. Eu já as tinha ouvido centenas de vezes, mas mesmo assim, fingia surpresa.
Isabella: então seu pai apareceu no meio da praça tentando parecer elegante.
Fiorella: mamãe, você conta essa história toda semana.
Isabella: filha, é porque é uma ótima história.
Fiorella: não é não.
Isabella: é sim.
Ela pegou um pouco de farinha, e antes que eu percebesse, jogou diretamente no meu rosto. Mamãe levou as mãos à boca, tentando esconder o sorriso.
Fiorella: você acabou de fazer isso?
Isabella: talvez tenha sido um pequeno acidente.
Eu peguei um punhado de farinha.
Isabella: nem pense nisso, Fiorella Bellini.
Fiorella: tarde demais.
Segundos depois, nós duas estávamos rindo enquanto a cozinha se transformava em um campo de batalha. Quando finalmente paramos, havia farinha em todos os lugares. Mamãe enxugou as lágrimas de tanto rir.
Isabella: filha, somos um desastre.
Fiorella: eu concordo.
Isabella: mas um desastre muito bonito.
Fiorella: principalmente eu.
Isabella: convencida, essa minha filha.
Fiorella: aprendi com a melhor.
Ela me puxou para um abraço apertado. E, por um instante, desejei que aquele momento durasse para sempre.
A tarde, organizamos os bolos em caixas decoradas à mão. Era um negócio simples, mas era nosso. Mamãe havia começado tudo anos atrás e eu adorava poder ajudá-la. Adorava ver o sorriso das pessoas quando provavam seus bolos, adorava passar o dia ao lado dela.
Quando terminávamos as entregas, sempre voltávamos caminhando para casa. Aquele dia não foi diferente.