Cavaleiro Errante

Cavaleiro Errante

Autor(a):grego "tal qual o besouro"

Para longas caminhadas, será que preciso de um cavalo?

Começamos com Ezequiel, um homem de 1,80m, usando um capacete de ferro que cobre todo o rosto e uma armadura velha, amassada e enferrujada em algumas partes, tudo coberto por um manto de couro de caça. Ele vagava por planícies verdes com grama tão alta que chegava a quase dois metros, abrindo caminho com sua espada. Sentia-se sua respiração ofegante, cada vez mais pesada, até que enfim chegou a uma clareira. Cansado, Ezequiel decidiu descansar um pouco, sentando-se no meio da clareira e apoiando as costas numa grande pedra que ali estava. Então, pensou consigo mesmo:

— Caminhar com todos esses itens está ficando cansativo. Preciso comprar uma montaria.

Mas seu pensamento foi rapidamente interrompido por gritos. Ezequiel levantou-se e foi em direção ao barulho. Logo avistou uma carroça puxada por dois cavalos, com uma pequena família sendo atacada por cães selvagens. Rapidamente, Ezequiel sacou sua espada e, em seguida, pegou um tipo de apito de sua pochete, soprando-o. O som chamou a atenção dos cães, que se voltaram para ele. Com a espada em mãos, Ezequiel começou a atacar os animais, cortando suas cabeças uma a uma, conseguindo acabar com a ameaça rapidamente.

Então, Ezequiel dirigiu-se à família — dois adultos (um homem e uma mulher) e duas crianças (um menino e uma menina) —, que pareciam estar bem, e perguntou:

— Olá, estão todos bem?

O homem respondeu:

— Sim, estamos. Obrigado por nos socorrer. Eu e minha família estávamos indo para a próxima cidade, já que a época seca chegou na nossa antiga região.

Ezequiel respondeu:

— Tudo bem, é o trabalho de um cavaleiro. Bom, vou indo, então.

O dono da carroça esticou a mão e gritou:

— Espere! Você poderia nos acompanhar até a próxima cidade? Assim, ficaríamos mais seguros e você teria uma viagem mais tranquila.

Ezequiel respondeu:

— Eu até gostaria, mas estamos indo para direções opostas. Porém, se quiser contratar meus serviços, estou à sua disposição.

— Contratar seus serviços? Quanto custaria? Como pode ver, somos pessoas humildes.

— O preço mais comum é dez moedas de prata.

— Caramba, não temos tudo isso…

— Bom, podemos fazer uma troca: meus serviços por um desses cavalos.

— Caramba… Está bem. Então, você nos leva em segurança até a cidade, em troca de um dos cavalos?

— Certo. Trato feito.

Assim, Ezequiel fez a escolta da família numa caminhada que levaria cerca de dois dias. A primeira metade do percurso foi tranquila, e, na primeira noite, acamparam para prosseguir no dia seguinte. Sentados em volta da fogueira, começaram a conversar sobre trivialidades. Em certo momento, a filha da família perguntou:

— Por que você usa esse capacete?

— Porque meu rosto é feio.

— O que um cavaleiro faz?

— Várias coisas, mas, no geral, deve proteger as pessoas.

— Você é cavaleiro há muito tempo?

— Há um bom tempo.

— Eu vi você escrevendo num caderno. É seu diário?

— Quase isso. Escrevo e desenho as coisas que vejo por aí. Por exemplo, estava desenhando os cães selvagens que nos atacaram.

— Ah, por que você faz isso?

— Pode ser útil depois. Mas já está na hora de você dormir. Vá lá, eu vou falar com seu pai.

Ezequiel então foi falar com o pai da família:

— Vou fazer uma patrulha. Quando voltar, podemos trocar de turno para ficar de guarda, certo?

Ele seguiu para fazer uma ronda ao redor do acampamento. Durante o percurso, viu pegadas de animais e alguns rastros que pareciam ter passado pela região, mas decidiu voltar para descansar. Com a troca de turnos e o passar da noite, Ezequiel continuou com a família em direção à cidade.

Após mais meio dia de caminhada, Ezequiel avistou mais rastros de animais e decidiu alertar a família:

— Vou seguir em frente sozinho. Tome esta trombeta — toque-a se ouvir algum problema. Eu também tocarei a minha se estiver tudo certo. Sigam em frente quando ouvirem o som.

Ezequiel seguiu adiante para verificar se havia alguma emboscada. Mais à frente, deparou-se com outro bando de cães selvagens, que devoravam a carcaça de um andarilho. Preparando-se para o ataque, sacou a espada e começou a batalha, cortando os animais parte por parte, derrotando-os rapidamente. Logo após, tocou a trombeta para avisar a família.

O som ecoou até onde aguardavam, e seguiram em frente. Ao chegarem ao local, a família viu a cena que parecia um campo de batalha, coberto de sangue e corpos sem vida. O resto do caminho foi mais tranquilo, e conseguiram chegar à cidade. Ezequiel então disse à família:

— Bom, aqui nos despedimos.

— Sim, é verdade. Aqui está o cavalo. Minha filha o chama de Galopante.

— É um bom nome. Então, sigo meu caminho.

— Espere… Permite-me perguntar para onde vai agora?

— Claro. Vou para o Condado de Bravos, onde participarei de um torneio de cavaleiros. A recompensa ajudará em minha jornada.

— Bom, desejo-lhe sorte.

— Obrigado.

Assim, Ezequiel seguiu com sua nova montaria para o Condado de Bravos, para participar do torneio. O que aguardava esse cavaleiro em sua jornada? Perigos, aventuras e diversas lutas pelo caminho.

Desenho de como Ezequiel é