O Amigo Do Meu Pai

O Amigo Do Meu Pai

Autor(a):Liliane Vital dos Santos

Capítulo 1

O dia estaria imaculado se Dina não se visse à beira de enfrentar uma adversidade.

— De nada valerá, Jasmine, se eu não irei ao baile com ele. Não há nada que me persuada a fazê-lo. Você bem compreende com quem nutro o mais profundo desejo de comparecer, entretanto, ele é alguém inatingível para mim. — Dina e Jasmine caminhavam pela calçada. Jasmine segurava o guarda-chuva para ambas. O clima exibia sua faceta chuvosa e gélida, e o vento incisivo insiste em querer arrebatar o único guarda-chuva que têm. Os veículos trafegavam com rapidez. As duas jovens retornavam da escola. Jasmine é a mais íntima amiga de Dina. Ambas compartilham a mesma sala de aula e possuem uma trajetória que se origina desde os períodos em que estavam nos ventres de suas mães. Por coincidência, as mães delas cultivaram uma sólida amizade e resolveram engravidar de forma coordenada, cada uma em sua própria residência.

— Querida, ele mantém uma estreita relação de amizade com o seu pai, e um detalhe crucial: você ainda é menor de idade. Ele seria um pedófilo se ficasse com você.

Faltam somente três meses para eu completar dezoito anos, ou seja, em breve, terei a possibilidade de trocar um beijo com aquele indivíduo atraente. – Dina, desde seus 7 anos, nutriu uma paixão impossível pelo melhor amigo de seu pai.

- Já cogitaste a possibilidade de ele corresponder ao teu desejo? – Dina estava prestes a responder, mas foi abruptamente interrompida por uma súbita onda de água.

- VOCÊ NÃO TEM OLHOS, POR ACASO?! – Gritou Dina. O veículo que lançou a água em direção a Dina e Jasmine continuou sua marcha sem parar. As duas ficaram completamente encharcadas. Logo, apressaram o passo para chegar logo em casa. O motorista do carro fez uma manobra e estacionou numa rua de tráfego mais escasso, aguardando a passagem das duas jovens.

Um homem extraordinariamente aposto, de estatura elevada, portando óculos e trajes sociais, abriu a porta do automóvel e fixou seu olhar nas duas jovens, dizendo:

- Peço imensamente desculpas pelo ocorrido. As vias estão extremamente alagadas devido à chuva e não pude evitar respingar água sobre vocês. – Elas se surpreenderam com tamanha cortesia. É raro alguém interromper sua jornada apenas para se desculpar por ter molhado alguém.

- Você deveria exercer mais precaução, reduzindo a velocidade. No entanto, aceito suas desculpas. – Dina é notoriamente franca e expressa o que lhe passa pela mente, do modo que lhe convém.

O homem esboça um sorriso diante da forma eloquente dela e responde:

- Muito bem, farei o possível. Aceitariam uma carona até em casa? A intensidade da chuva está aumentando.

- Não, agradecemos, mas não é necessário. – Disse Jasmine.

- Aceitamos, é o mínimo que ele pode fazer, minha amiga. Ele nos deixou completamente encharcadas e corremos o risco de ficar resfriadas, caso não cheguemos em casa rapidamente. – Jasmine lançou um olhar sério para Dina, visivelmente incrédula com suas palavras, e contra-argumentou.

- Não temos conhecimento desse cavalheiro, é potencialmente arriscado.

- Vamos em frente, não acontecerá nada. Somos duas e ele é somente um indivíduo.

Oiii meus amores, mais um livro de romance, eu nunca escrevi nada parecido, mas estou me arriscando, espero que gostem. Por favor não deixem de comentar e votar, e dar presentes, caso gostem muito. Tenham uma ótima leitura. Beijos... 💋💋💋💋💋

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